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Últimas opiniões enviadas

  • Vanessa Portela

    Boa série, suspense bem construído, não tem como não seguir adiante nos episódios morrendo de curiosidade. Algumas observações:

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    - Realmente me incomodou bastante a reviravolta final. Primeiro, porque o suspense construído até então sugere um desfecho muito mais surpreendente do que o que foi entregue. Não que isso seja necessariamente ruim, mas confesso que eu já tava imaginando alguma trama grotesca envolvendo fetiches bizarros e uma conspiração com o tal clube privado. Segundo, porque o pouco interesse da Cora pelo destino da irmã me pareceu pouco crível. Ora, ela não se lembrava de nada. Quando voltou à casa dos pais, não encontrou a irmã, a mãe pensava que a irmã estava com ela... logo, o mínimo que se esperava era que ela ainda estivesse buscando a verdade sobre esse lapso de memória, pra pelo menos descobrir se ela tinha algo a ver com o sumiço da irmã (que, pelo que foi mostrado, era tão próxima a ela). Esse é o principal furo da série, que tira um pouco o brilhantismo do suspense tão bem desenvolvido até então.

    - Não vejo qualquer falta de verossimilhança no comportamento das irmãs (exceto naquela cena da masturbação, realmente muito desconfortável - talvez até mais do que o clímax da retomada das memórias de Cora). Pessoas submetidas a uma criação tão rígida e repleta de dogmas religiosos normalmente podem tomar dois rumos: ou se adaptam perfeitamente ao modo de vida imposto pela família, ou acabam indo para um caminho completamente oposto. Nem acho que a Cora se tornou o oposto do que a mãe queria, pelo contrário. De certa forma, o papel que ela passou a ocupar é bastante condizente com as bases religiosas com que foi criada (casada, monogâmica, mãe de família, etc). Sem contar a culpa que ela sempre carregou, em cada pequeno prazer a que se permitia.

    - Por falar em culpa, esse é o grande acerto da série. Explorar esse sentimento e dissecá-lo através de uma história com tantas boas referências a conceitos da psicanálise é delicioso de se assistir. Inclusive, já que a opção foi por contar essa história em forma de série (eu acho que um filme teria aproveitado melhor a narrativa), acho que seria especialmente interessante se transformassem The Sinner em uma espécie de True Detective, contando uma história a cada temporada, mas com o foco na exploração do sentimento da culpa.

    - A atuação de Bill Pullman me incomodou bastante. Acho que uma atuação mais convincente teria enriquecido MUITO a série. Já a Jessica Biel tá simplesmente maravilhosa, impecável. A menina que faz a Phoebe já adolescente também é muito carismática (a ponto de quase deixar convincente a conexão instantânea que ela teve com o Frankie).

    Enfim, uma série que vale muito a pena. É relevar os deslizes e aproveitar o que ela nos oferece de bom.

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  • Vanessa Portela

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Um filme feito por e para mulheres. Não me entendam mal, qualquer um que tenha uma boa dose de sensibilidade é capaz de apreciar essa obra, independentemente de gênero. Tratando-se de uma espectadora mulher, no entanto, a história ganha um peso muito maior, quase que insuportável.

    A história é ambientada no pós segunda guerra, mas poderia ser facilmente adaptada para a atualidade. Os horrores que vitimaram as mulheres ali retratadas são os mesmos que atormentam qualquer mulher que, mesmo hoje, numa realidade suposta e aparentemente pacífica, "atreva-se" a sair sozinha ou a usar a roupa que bem quiser. Essa cultura que subjuga mulheres é anterior à guerra, sobreviveu à ela e permanece bastante expressiva, sem dar sinais de extinção.

    É interessante traçar um paralelo entre o sentimento de autopunição demonstrado pelas freiras, ultrajadas em suas crenças de forma tão ou mais intensa do que a violação física que sofreram, e o sentimento de culpa que tão comumente atinge as vítimas de abuso sexual, ainda que desprovidas de qualquer compromisso religioso. É a prova de que existe todo um cenário em que as atitudes da vítima são mais questionadas do que as motivações do abusador.

    O fato da ajuda também ter vindo das mãos de uma mulher, tão diferente das moças do convento em suas convicções, mas tão próxima a elas quanto aos medos que compartilham (o quase estupro da Mathilde é o elo de identificação que faltava entre elas), é algo fortemente simbólico.

    Por fim, a atmosfera de esperança que paira nas cenas finais deixa uma mensagem clara: juntas somos mais fortes.

    A quem interessar possa: o filme pode ser assistido online no Cinecultz ou baixado pelo Kickass. E tem legenda em português no Opensubtitles.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Giovanni
    Giovanni

    Bons favoritos!

  • Luiz Fernando Garcia
    Luiz Fernando Garcia

    Olá Vanessa, muito boa lista de favoritos, se tiver algo pra indica rou quiser alguma indicação é só falar ; )