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eu gosto de filme que desgraça a cabeça

Últimas opiniões enviadas

  • Renata Queiroz

    Trabalho lindo. Fico muito feliz pela existência de um material que fale sobre ayahuasca e seu desenvolvimento dessa maneira. O documentário, apesar de muito curto, consegue uma abordagem íntima e pessoal como a experiência do chá. Gosto especialmente da análise feita pelo Dr. Tófoli, na qual o psiquiatra afasta a planta das velhas concepções sociais engessadas que cercam os enteógenos, sem negar, contudo, os efeitos psicoativos da substância. O combate da sociedade atual a qualquer substância que permita um tipo de expansão de consciência desvinculada do consumo de bens materiais serve a propósitos muito opressivos. Excelente material de discussão sobre o uso do vegetal para fins terapêuticos e religiosos. Visto com a mente aberta, dá pra se absorver muita coisa. Respeito imenso por tudo isso.

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  • Renata Queiroz

    Nossa, mas que grandessíssima porcaria, hein?! O privilégio chega a escorrer da TV enquanto você assiste. Eu tô longe de achar que minimalismo e capitalismo são excludentes, mas esse doc é simplesmente patético. O recado é claro: minimalismo é para os que podem pagar por ele. Só que minimalismo que busca redefinir toda uma estética não é minimalismo, é late capitalism. Aqui, pra variar, vemos apenas homens abastados e entediados que resolveram ser pobres por algum tempo em nome de uma experiência antropológica tosca. Preguiça eterna dessa romantizacão da pobreza, com a qual quase todos lucram, menos os pobres. Se a lógica é abandonar tudo, eu pergunto quem é realmente minimalista: o ex-wall street que ganhava 6 dígitos de salário por ano e vive num apartamento de 110m² mobiliado com móveis planejados, ou o white trash que vive num trailer com a família inteira rezando pra nunca precisar de atendimento médico porque o sistema de saúde do país em que ele vive enxerga toda vida humana como um cifrão ambulante?
    Uma existência minimalista é o oposto de sair por aí vomitando american way of life, fazendo trips mundo a fora e usando roupa monocromática de corte alinhado. Outra coisa que me incomodou bastante foram as ostensivas cenas da black friday americana exibidas ao longo do documentário. As imagens dão a entender que o supérfluo é só aquilo que serve a classe baixa, sem mostrar que o que há num desfile de alta costura, por exemplo, é tão inútil quanto uma TV de 50 polegadas.
    O minimalismo é um espectro vasto, e ainda não encontrei nenhum documentário que conseguiu abordar o assunto sem esvaziá-lo. Péssimo, péssimo, péssimo! Cúmulo do umbiguismo e da falta de noção, tô fora!

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  • Renata Queiroz

    A humanização do soldado alemão nos ajuda a entender como o nazifascismo age no indivíduo enquanto fenômeno psicológico. Hannah Arendt escreve sobre como a burocracia do Terceiro Reich retirou a subjetividade do sujeito e transformou assassinato em massa em pequenas tarefas impessoais do cotidiano. Provavelmente o rapaz que ajudou Szpilman não tinha problemas com judeus, mas deixou adormecer o exercício do pensamento e teve sua moral individual diluída pela banalização das coisas erradas. A burocracia é mesmo a pior forma de violência.
    Grande filme!

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