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Se tu for aquela pessoa que add e não deixa nenhum recado, não faz nada, e tem sei lá quantas centenas de pessoas em seu ciclo de amizade apenas para fazer volume, então, pelo amor do santo todo poderoso Piccolo, não me mande solicitação (sério mesmo). De coisas desnecessárias já basta minha vida.

Se não for, então, chega mais. Cola aí, na moral, curto trocar umas ideias.

Últimas opiniões enviadas

  • Pâmela Majin

    As pessoas podem encarar esse documentário como quiserem encarar, eu encaro ele como humano, acima de tudo. Nele há tudo que somos, tudo que queremos ser e tudo que não queremos. Aqui temos muita dor, sofrimento, preconceito, crueldade, tristeza, desigualdade e desespero. Mas também temos amor, solidariedade, felicidade e, sobretudo, muita esperança.

    Black Man White Skin veio para mostrar aquilo que, sinceramente, já era pra todos saberem. Veio pra mostrar que ser preto vai muito além de ter pele escura, vai muito além de você ser retinto ou não. Eu acho muito limitada a ideia que as pessoas tem de que albinismo seja uma etnia, não uma mutação/doença genética. Limitações criada e alimentadas pela falta de conhecimento, informação e educação. Pela falta de sensibilidade, também.

    O lado capitalista do assunto os tratam como exóticos.
    O lado social do assunto os tratam como aberrações.
    O lado espiritual do assunto os tratam como objetos valiosos para feitiços.

    E quase nunca sobra algum lado para tratarem como e quem eles realmente são: Humanos, nada menos que isso! Se normalidade e humanidade está na pigmentação ou a falta dela em nossa pele, nós devemos começar a repensar nosso conceito sobre isso.

    Ser preto e sofrer racismo por um grupo étnico diferente do seu, é doloroso, é traumático, te deixa marcas irreparáveis, e digo isso por experiência própria. Agora ser preto e sofrer preconceito de todos os grupos étnicos, inclusive o seu, que te persegue, tortura, caça e desmembra, em nome de uma crença, em nome da falta de conhecimento, é realmente macabro, surreal, assustador. Eu procurei palavras para definir isso, mas por mais que eu coloque as palavras que vem na minha cabeça aqui, eu ainda não terei definido o quão cruel tudo isso é. O documentário te choca drasticamente. Em uma cena em específico, eu quis morrer, literalmente. Eu quis morrer, ao ver aquela menina chorando, sentada com sua mãe, em volta de inúmeros médicos dizendo que ela não tinha chances de vida. Pois o mais importante não era a cirurgia, e sim o após dela. Tudo por conta do subdesenvolvimento, este causado por inúmeros outros motivos que sabemos muito bem quais são.

    A todo momento me pensava na cabeça pautas do movimento preto brasileiro também. Pautas como colorismo, que por conta do nosso longo processo histórico de miscigenação, muitos pretos acabaram sendo lidos e se autodeclarando brancos, mesmo tendo todas características e traços faciais africanos explicitamente visíveis. E é incrível, para não dizer bizarro, o fato de como as pessoas se atentam apenas na cor (ou na falta dela) que você carrega na pele.

    Black Man White Skin com certeza entrará para minha lista de favoritos, não por ter amado, não se ama ver pessoas nesse tipo situação. E sim por ter me feito mais consciente, por ter me feito refletir, por ter me mostrado a realidade, apesar de já saber dela. Por ter me feito querer ainda mais nunca deixar de lutar por igualdade e equidade para todos

    Não se é preciso recomendar aquilo que já é necessário. Assistam, por favor.

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  • Pâmela Majin

    Oque nos torna humanos? A racionalidade, os sentimentos, os atos, as escolhas, os sentimentos racionais, os raciocínios sentimentais? Qual é o significado da vida humana? Há algum significado? Essas são umas das inúmeras perguntas que me faço pelo menos umas dez vezes por dia, pra mais, muito mais. E eu não entendo... eu não consigo entender qual é o real significado da vida humana, oque nos torna humanos. Nosso real significado.

    Assistindo os três volumes vi muitas pessoas dizendo que: "Agora sinto vergonha de tantas vezes que reclamei da vida sem ter motivos", Oras, mas esse documentário não é pra mostrar que outras pessoas carregam problemas maiores que o seu, que o meu, apesar disso ser meio inevitável de se pensar. Não é pra dar um tapa na sua cara e dizer: "Pare de reclamar de barriga cheia, cara." Não, não é isso. Human vem pra mostrar nós TODOS como humanos pela primeira vez, como cada humano tem sua vida, sua história, suas dores e alegrias, seus erros e acertos, seu passado e seu presente, e como esquecemos disso, como esquecemos que somos humanos, criando então até uma empatia seletiva. Quando olhamos uma pessoa, normalmente nós a julgamos por aquilo que achamos que elas são, assim então deixando de lado tudo que essa pessoa realmente é. Nós não olhamos uns para os outros como humanos. Pergunte para si mesmo: 'Antes desse documentário, qual foi a última vez em que parei para simplesmente escutar a história de vida de uma pessoa sem julgar? Quando foi que eu me emocionei por sentir que também sou... sou... humano? Quando foi que eu simplesmente sentei para escutar um pequeno depoimento de uma pessoa, mas apenas escutar mesmo, sem taxá-la como errada ou não?'
    E Human veio pra fazer aquilo que esquecemos de fazer há tempos.

    Esse documentário não vem pra te deixar envergonhado por ter problemas 'menores' dos que foram apresentados aqui, afinal, todos nós temos problemas, angústias, dores, e não estamos em um campeonato de quem sofre mais, e sim para mostrar que ainda somos humanos, assim como eu, eles, você, nós. Todos humanos. E precisamos olhar uns pros outros dessa maneira.

    Sobre as histórias, irei comentar sobre um tema da cada volume:

    O primeiro volume tem como temas: Como é a condição da mulher no mundo, a pobreza e o amor: Mas irei comentar sobre:
    A condição da mulher mundialmente:

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Que o machismo era culturalizado mundialmente, isso já era óbvio, pelo menos pra mim sim. Mas ouvindo cada depoimento daqueles, tanto de homens quanto de mulheres, vi o quão as mulheres ainda são violentadas, submissas, desvalorizadas, exploradas, como ainda são obrigadas a viver uma vida infeliz e de mentira, apenas para agradar a sociedade, e servir em nome da moral e os bons costumes. Em um relato emocionante de uma mulher, mãe, ela diz o quão livre ela se sentia/sente depois de anos vivendo em um casamento de faixada, sendo a típica exemplar mãe de família, que também era vegetariana... até que um dia ela finalmente resolve jogar tudo pro alto. Se divorcia, se assume como lésbica (que também podemos levantar um debate sobre heterossexualidade compulsória), larga o vegetarianismo (apesar de também ser uma vegetariana, ainda assim achei incrível da parte dela se desacorrentar de tudo que a fazia se sentir uma prisioneira de si mesma, prisioneira da sociedade, prisioneira daqueles que ditam um 'padrão perfeito' para ser uma boa pessoa, principalmente, uma boa mulher). Eu chorei muito com ela, também por ela ter passado por isso, mas principalmente por ela ter conseguido se livrar. Coisa que muitas, infelizmente, não consegue, seja por medo, ameaça, agressão, ou por pensar nos filhos, e etc... e ver que uma mulher finalmente conseguiu, é uma vitória pra mim também.

    E os inúmeros relatos de abusos, e também (para minha alegria) de mulheres independentes (mas que também enfrentaram e enfrentam duras experiências por conta do machismo), foi absurdo. Mas também nós escutamos relatos dos próprios machistas. Um homem, por exemplo, dá graças por ter achado uma mulher totalmente submissa, o outro diz que não consegue amar apenas uma mulher, dizendo amar todas, tudo bem. Mas será que todas sabem disso, ou estão vivendo em um relacionamento nada honesto, e quem sabe até em um relacionamento abusivo sem saber? A condição da mulher mundialmente é algo muito grave, em alguns países são bem piores do que outros, mas todos sempre tratam a mulher como um ser inferior, limitado, que precisa de regras. Pois antes de eu ser sua (insira aqui qualquer relação que temos ou que iremos ter) eu sou minha, apenas minha, e de mais ninguém. Em meu corpo dito eu, em mim quem comanda é apenas a mim mesma. E assim como eu, todas as mulheres são donas de si mesmas. Pena que a sociedade patriarcal está muito longe de entender isso. "I've got life, I've got my freedom, i've got the life. And I'm gonna keep it"
    - Nina Simone

    O segundo volume tem como temas: Homossexualidade, guerra, perdão, vida após a morte e família: Mas irei comentar sobre:
    Escravos da guerra:

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    "Eu estava com raiva, virei soldado Antibalaka para vingar meu irmão. Se eu matar alguém, vou me sentir aliviado. Vai aliviar minha raiva. Se eu matar uma ou duas pessoas, eu sei que já terei vingado meu irmão por quem me alistei. Se eu matar dez ou quinze terei vingado a morte do meu irmão o suficiente. Ele morreu, mas outros terão morrido por causa dele. Vou ficar aliviado e poder viver em paz"

    E então outro homem faz o seguinte relato: "Em 16 de Janeiro de 2007, um policial da fronteira Israelense matou minha filha Abir de 10 anos, na frente da escola, em (o nome ficou embaçado, e minha visão não é das melhores, então, não consegui ler o nome do lugar, se alguém souber, por favor, me fale) onde eu moro. Ela estava com a irmã e dois amigos, às 9:30 da manhã. Atirou na cabeça dela por trás a uma distância de 15 a 20 metros com bala de borracha. Abir não era combatente. Ela era apenas uma criança. Não sabia nada sobre conflito, nem fazia parte dele. Infelizmente, ela perdeu a vida por ser palestina. Muitos me disseram: "Você não tem o direito de perdoar em nome dela". Eu respondo: "Também não tenho o direito de me vingar no nome dela". Espero que ela esteja satisfeita. Espero que descanse em paz."

    Os dois finalizaram seus relatos com a palavra "Paz", enquanto um ainda a procura, e procura no caminho do ódio, da vingança. E o outro já a encontrou, no caminho do perdão. Não julgo nem um e nem outro, pois não sei oque faria no lugar. Mas fica o registro (mais um, aliás) de como a Guerra acaba com as pessoas, com seus sonhos, suas alegrias, como acaba com a vida de inocentes. As pessoas que mataram os familiares desses dois homens também são escravos da guerra, e com certeza também teriam relatos muito parecidos com esses para falar (inclusive teve relatos de quem está do outro lado, dos que atiram, dos que matam. Depoimentos fortes, tristes e muito emocionantes...). E no fim concluímos que todos eles sofrem com isso, matam uns aos outros por absolutamente nada. Os que morrem, os que sofrem com a perda, os que matam, não há um sequer que saia ileso dessa.

    "A guerra é um massacre entre pessoas que não se conhecem para proveito de pessoas que se conhecem mas não se massacram."
    - Paul Valéry

    O terceiro volume tem como temas: Felicidade, educação, deficiências, corrupção e o sentido da vida: Irei comentar sobre:
    Deficiência. Limitações deles ou nossa?

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    "Sim, eu tive histórias de amor... com... só com pessoas sem deficiência. Isso também... quer dizer... me deixa contente porque as pessoas com quem namorei ignoraram minha deficiência. Aliás, eu perguntava sempre: "Por que você está comigo? Sou deficiente visual, albina... Por que não escolhe outra?" A resposta... era: "Gosto de você, simplesmente". E essa resposta dizia tudo. Queria dizer que a pessoa... fisicamente, tem de ter alguma coisa. Mas também é preciso suportar o olhar dos outros. Segurar a mão de uma pessoa com deficiência visível, não é fácil." Chorei muito com esse depoimento.
    A maior limitação de um deficiente não é sua deficiência em si, e sim a sociedade. Ele não se limita em ficar preso, mas as pessoas são limitadas ao olharem eles em público. Ele não se limita em se lamentar, mas as pessoas olham pra eles com olhares limitados, olhares piedosos, olhares carregados de julgamentos, de indignação, de estranheza, e em muitos casos, até de nojo, medo...

    O preconceito social contra a pessoa com deficiência é enorme, seja com deficientes físicos ou deficientes mentais, e até mesmo com pessoas portadores de doenças como AIDS, Lepra, Vitiligo, e tantas outras. As barreiras para a inclusão social são enormes, e o preconceito é muito doloroso. Eu acho o cúmulo ter que dizer "Mas eles são pessoas como nós, são humanos" sendo que isso é óbvio, e mesmo que não fossem humanos, a agressividade gratuita, a exclusão e o preconceito em nenhum caso é justificável. O em todas as suas formas está enraizado em nossa sociedade, são todos amplamente disseminados pelo mundo, que ao invés de discutir sobre a diversidade opta pela exclusão. Olhe esses depoimentos, escute, veja, e lembre-se de cada vez que tu olhou com olhar de piedade para alguém, das vezes que tu ficou a observando como se fosse um animal excêntrico, das vezes que tu fez "brincadeirinhas" humilhando essas pessoas, e se conscientize, se coloque no lugar. Pois a maior limitação quem tem somos nós, apenas.

    Enfim... aqui termino meu texto, e termino com a sensação de que fiquei um pouco mais humana depois desse documentário. Termino com a vontade de comentar sobre tudo que disseram, mas me limitando apenas em sentar, refletir, pensar, sentir... chorar.

    Termino com o desejo de pegar todos e colocá-los em uma enorme sala e botar esse documentário para todos assistirem. Termino com a total certeza, pela primeira vez na minha vida, de que sim, eu sou Humana.

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  • Pâmela Majin

    Antes de mais nada, essa sinopse está erradíssima. Essa seria mais adequada e verdadeira para com o roteiro do filme:
    "Jovem órfão de bairro negro de Los Angeles vive entre a comodidade de permanecer numa vida de crime e violência e a possibilidade de construir uma nova vida longe daquela comunidade." Mas enfim...

    Minha opinião sobre o filme e sobre o tema apresentado por ele: Perigo Para a Sociedade, apesar de ser um filme de 1993, ele a cada dia se torna mais atual, mais realista, mais atemporal, se assim posso dizer. 22 anos se passaram desde que ele foi lançado, e ainda sim ele é a realidade de muitos jovens, e infelizmente, ainda continuará sendo de milhões de outros, tanto lá fora, quanto aqui em nosso país. Caine cresceu em meio a criminalidade, sempre foi o negligenciado, o marginalizado, que não tendo muitas oportunidades e saídas, acabou escolhendo o caminho que muitas vezes não tem volta, e que sempre resulta em dois finais trágicos: Cadeia ou caixão. Com ele não seria diferente, afinal, esse filme representa a realidade nua e crua.

    Sem estudo, sem um emprego "decente", sem muitas opções, qual saída escolher, tendo em vista que tu tem uma ""ótima"" opção de ganhar dinheiro fácil, e ao mesmo tempo, "respeito" e notoriedade perante a sociedade? Qual? Sem dúvidas será a vida "fácil" (que vai fácil também).

    A lei diz: "É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária." (Art. 4 do Estatuto da Criança e do Adolescente). A sociedade grita: "Olha o sem futuro, esse tá perdido", "Tem que matar esse marginal", "Bandido bom é bandido morto", "Redução da Maioridade Penal Já!!!", "Vagabundo, é criminoso porque é sem vergonha, deveria ter pena de morte para uns safados desses", "Olha, desde pequeno já é bandidinho, semente do mal, tem que matar já antes que procrie. Coisa ruim se mata no ninho.". O "tio" do morro ou o dono da boca diz: "Aqui sua vida vai mudar, vem com a gente". Com tantos julgamentos, rejeições, e ódio, eles se espelham na pessoa que lhe "estendeu a mão", e seguem com elas, como elas. Jovens, adolescentes e crianças abandonadas pelo sistema, perdidas entre a criminalidade, as drogas e a carência de alimentos, afeto, conforto e muitas vezes até de um teto. Crianças esquecidas, crianças que esqueceram que são crianças, crianças que encontram no crime, uma saída para sobreviver.

    "Cada sentença um motivo, uma história de lágrima, sangue, vidas e glórias, abandono, miséria, ódio, sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo. Misture bem essa química. Pronto: eis um novo detento" Ou também eis um novo cara morto para entrar pra estatística. O filme se passa nos Guetos dos EUA, mas oque temos aqui é exatamente a mesma coisa.

    Enfim... um excelente filme, que mostra a realidade como ela é, sem cortar voltas, mostra que esses caras são tão vítimas quanto nós. Eu super recomendo para quem não esteja esperando muita ação, trocas de tiros, e muitos palavrões. Recomendo para quem queira refletir sobre a desigualdade social e etc. Um filme consciente e atual.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Guilherme Miguel
    Guilherme Miguel

    Marcelinho lendo contos eróticos :D

  • danilo
    danilo

    Pq me excluiu????