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"Assassinado por um prato de sopa"

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Últimas opiniões enviadas

  • Pedro Correia

    Eu acho que é um daqueles filmes que te fazem pensar de forma diferente com relação ao cinema. Não é aquele filme que vai te entregar os sentimentos, não vai te entregar os detalhes sobre tudo, você não vai ser onisciente, o filme não é sobre você, é sobre tudo menos você, enquanto espectador.

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    Um bom exemplo disso são as lacunas entre as passagens do tempo: seja pelo que acontece com o cara da parte da cadeira, seja com a mãe dele e sobre se ela realmente se prostituiu, como ela largou o vício, o que ela faz no asilo, seja sobre a morte de Juan e etc.

    É normal nós sermos colocados em uma posição desconfortável por não termos o conhecimento de tudo que acontece na história, mais desconfortável que isso só o fato de ficarmos com o nó na garganta durante o filme inteiro por perceber tudo que acontece ao redor do protagonista (até porque, Moonlight é um filme calado, é um filme que só fala quando explode, é um filme que nos faz sofrer no silêncio, assim como Chiron sofre).
    Acho que é o filme mais intimista que o debate sobre marginalização requer. Assim como Boyhood, é um filme que talvez seja monótono para algumas pessoas por ser real, o intuito não é ser um filme fácil, a vida não é fácil, a vida é da forma como esses dois filmes mostram: monótona e imprevisível. Por esses motivos Moonlight é sincero, e cada cena não se propõe a ser mais que simplesmente sincera.

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    Algumas cenas perfeitas, na minha opinião, foram como Chiron, mesmo se mostrando um cara crescido e forte parece vulnerável quando fala que Kevin foi "o único cara que tocou ele", como ele se mostra vulnerável quando chora com a mãe, a forma como, mesmo ele estando totalmente diferente, ainda é a mesma pessoa, a cena da cadeira que você sabe que ele foi determinado a fazer algo a respeito de tudo que vinha acontecendo e fodam-se as consequências. Por último, as duas cenas com o Mahershala Ali, tanto a da praia quando a sobre "o que é 'boiola'?".

    PS: nada do que eu fale vai passar a sutileza que o filme tem. É como se ele fosse tão simples e falasse com tão pouco que não se consegue passar para outras pessoas com palavras o quão pesado ele é mesmo que seja tão minimalista (inclusive por isso eu decidi falar algo sobre ele mas passei um bom tempo sem saber o que dizer).

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  • Pedro Correia

    Se tem alguém que entendeu o que significa ser um artista, esse alguém foi Damien Chazelle. Pra todo mundo que está falando que o filme "não é lá essas coisas" e que o roteiro "é clichê", provavelmente não entendeu o filme no contexto da obra do roteirista.
    Depois de "Whiplash" que é, basicamente, uma demonstração daquilo que é arrancar a pele pela música, pela arte, dar a vida para ser o melhor e conseguir provar pra todo mundo que é capaz, La La Land é, basicamente, a mesma coisa, só que com um toque muito mais "Welcome To The Machine" do Pink Floyd.
    Na canção, a banda inglesa fala sobre a forma como os músicos são sugados pela indústria, em como você tem que ser, basicamente, um músico de aluguel (o que é engraçado porque mais tarde o tecladista da banda seria demitido como membro e contratado como músico de aluguel, o que demonstra um egocentrismo enorme de Roger Waters, mas essa história são mais 500). La La Land é sobre como nós, enquanto seres humanos, temos sonhos, impressões da realidade, motivações e como isso tudo é menosprezado por aqueles que querem só que você seja mais um no meio da multidão. La La Land é um filme de academia criticando a própria forma que os artistas se organizam para terem que agradar uma academia retrógrada, conservadora, injusta e que não admite estar errada (seja com o fato de o Kubrick não ter recebido um Oscar, ou de Rocky ter vencido de Taxi Driver em melhor filme, ou de como George Miller não ganhou melhor diretor por Mad Max: Estrada da Fúria).

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    Inclusive, um ponto altíssimo do filme é como o diretor consegue incorporar na narrativa visual o desconforto de ter alguém chorando, atuando para diversas pessoas desinteressadas que interrompem a atuação para atender o celular, receber comida ou fazer qualquer outra coisa que não esteja nem um pouco relacionada à arte.

    Além disso, o filme demonstra a chatice de quem quer fazer a arte pela arte, se achando superior às pessoas que não consomem a arte de uma forma mais complexa como o Jazz raiz, o que faz a mesa girar e critica todos os lados possíveis dessa história da indústria do entretenimento.

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  • João
    João

    oi pedro, já somos migos aqui. vamo trocar umas indicações de filmes e vaporwave e pc music e kkkk

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Ludmila
    Ludmila

    :D