Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > raphaklopper
21 years Niterói - (BRA)
Usuário desde Março de 2013
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

"As far back as I can remember I always wanted to be a filmaker!"

Visitem minha página no facebook e vejam minhas recomendações de filmes para todo tipo de cinéfilo: https://www.facebook.com/KloppeRecomenda/

Últimas opiniões enviadas

  • Raphael Georg Klopper

    Poucos diretores podem se gabar de ao longo de sua carreira ter criado e inspirado tantas marcas icônicas para gerações atrás de gerações como Steven Spielberg fez com seus imencionáveis clássicos já tão popularmente conhecidos. E agora, foi através da adaptação do divertidíssimo livro de Ernest Cline que ele conseguiu voltar a brincar com os sentimentos nostálgicos da cultura pop que ele próprio ajudou a criar anos atrás, e se mostra aqui tão rejuvenescido e ansioso por diversão quanto à anos.

    É também devido isso, que há quem diga que os únicos filmes onde o "verdadeiro Spielberg" funciona são em seus blockbusters escapistas e não em suas investidas nos dramas sérios e complexados que sempre dividem opinião crítica e público. Baboseiras equivocadas à parte, mas ao mesmo tempo é inegável ver o quão Spielberg se mostra estar à vontade aqui em seu habitat natural da ficção científica e fantasia futurista seguindo a ótica de protagonismo jovem frente à um mundo de atribulações familiares (e sociais) e encontra a fuga dessa realidade através da diversão de seus "sonhos" - o território Spielbergiano perfeito e um onde ele não deixa de mostrar verdadeiro esmero em toda sua concepção, tanto narrativa quanto visual.

    Saliento isso pois sempre há alguém que virá com o pitaco detrator, e ultrapassado, dizendo que o filme se trata apenas de apuro visual estético e nenhuma sustância narrativa para compor a experiência, ainda mais em um filme aqui que se mostra ser o completo oposto de tudo isso. Por se tratar de uma história que aborde um festim quase infinito de referências atrás de referências que cobre anos à fio da cultura pop, já se torna um perfeito alvo para tal. Por outro lado, Spielberg se usa desse universo do OASIS, dos jogos virtuais online e do uso vicioso de milhares de indivíduos do mesmo produto para entregar, ainda que de forma um tanto ingênua e em uma estrutura despretensiosa, e que quase se perde em certos momentos de exposição, mas não isento de inteligência; uma retratação moderna e atual das relações e conectividades humanas através do mundo virtual. Que para muitos se torna uma nova realidade, frutífera e prazerosa, cheia de infinitas possibilidades, onde podem ser aquilo que sempre quiseram ser; em contrapartida à frieza, monotonia e nebulosidade de nossa verdadeira (e atual) realidade.

    Por simples definição, já aponta de que esse se trata de ser a versão "Matrix" de Steven Spielberg, com certeza. Mas ao invés de partir de um pressuposto mais "sério" ou sequer "maduro" de sua concepção metafórica inteligentemente empregada, Spielberg usa desse palco para se divertir como não fazia à um bom tempo. Não só pelas quase infinitas referências e easter eggs que cobrem a tela durante toda a projeção, incluindo a MELHOR homenagem que já vi envolvendo "O Iluminado" de Stanley Kubrick, como também ressuscita na tela aquele sentimento de nostalgia sessão da tarde (no melhor sentido da frase), construindo uma verdadeira aventura de escala grandiosa e ação eletrizante, com a aura altruísta de Os Goonies presente na união das crianças vs os vilões adultos do sistema (representado em ótima forma por um sempre bom Ben Mendelsohn), e com personagens adolescentes rebeldes e de boca suja parecidos tirados de um filme de John Hughes. Se desenfreando em uma jornada cheia de ação e com a boa e velha adrenalina Spielbergiana direto ao ponto mas sem perder a coesão de seu texto, empregada junto de uma enérgica trilha sonora de um inspirado Alan Silvestri e um decente elenco, com destaque para dois carismáticos e joviais Tye Sheridan e Olivia Cooke, mas principalmente para um sempre ilustre Mark Rylance que encarna no seu aparentemente simplório personagem mcguffin narrativo, uma espécie de persona do William Wonka do mundo virtual e de toda uma geração de amantes e sonhadores da pura nerdice.

    Pode ser até exagero dizer que Jogador Número 1 se trata de um dos melhores acertos recentes na carreira de Steven Spielberg ou sequer um dos mais marcantes de sua extensa filmografia, e certamente não escapa de certos deslizes de alguns personagens subdesenvolvidos e alguns visuais caricatos. Mas não deixa de se mostrar como uma forma que o diretor encontrou no hoje em poder olhar para o passado com um olhar tão nostálgico, e com uma interessantíssima trama e divertidos personagens e ação que impedem de o fazer soar apelativo e sim puro e verdadeiro ao declarar seu descarado amor pela cultura pop e pela nerdice, que por anos permitiu trazer uma infinita possibilidade de sonhos e alegria para gerações e gerações até hoje. Um sorriso no rosto aqui no final é impossível de não se abrir para os que conseguirem enxergar a essência por detrás de um blockbuster que vai muito além de visuais legais e pura nostalgia, algo que Spielberg sempre fez bem e continua fazendo.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Raphael Georg Klopper

    Lembro-me como se fosse ontem quando "Star Wars: O Despertar da Força" de J.J. Abrams, mesmo que em meio de louvação crítica, também recebeu constantes críticas dos raivosos fãs de Star Wars pelo filme ter copiado muitos elementos passados da saga, e o acusando de ser um remake disfarçado do filme original (ou Uma Nova Esperança se preferirem). Parece que nem foi necessário o clamor dos fãs por algo novo e diferente no filme seguinte, já que o novo encarregado aqui, o talentosíssimo Rian Johnson, tem como prioridade aqui: atualizar e inovar a saga Star Wars quase que por completo e de forma muito audaciosa e arriscada. Retomando, sim, elementos do passado já tão bem preestabelecidos no universo, pegando seus amados e inesquecíveis personagens, os levando por caminhos novos e completamente inesperados, e arriscados.

    Ousando em quebrar todas e quaisquer expectativas, subvertendo arquétipos característicos e temáticos dos mitos da saga, e acima de tudo fugindo do padrão da franquia em fazer do segundo filme da trilogia mais sério e sombrio. Ao invés disso, faz talvez o filme mais bem-humorado de toda a saga até então, mas não o menos dramático ou isento de complexidade emocional na forma com que lida com as ações e decisões tomadas por todos os personagens em sua jornada aqui. Mostrando optar assim pela escala intimista e pessoal no meio de suas megalomanias blockbuster, algo que Johnson recuperou tão bem de Rogue One, mostrando uma narrativa bem mais intricada e desafiadora.

    E se muitos pensaram que J.J. Abrams era o diretor mais nerd e fã de Star Wars que eles poderiam arranjar para comandar um filme da saga, Rian Johnson se apresentou aqui como forte concorrente para tal. Não só o diretor mostra conhecer tão bem esse universo de cabo à rabo, como também é fascinado por tudo que o compõe. Mostrando ter um estilo próprio e intuito narrativo dentro da história completamente diferente de muitos diretores que já comandaram a saga no passado.

    Pois se enquanto Abrams trazia uma essência nostálgica, declarando seu amor por essa franquia com uma direção classuda e apostando em um ritmo direto ao ponto à la os filmes do seu mestre mentor Steven Spielberg. Já George Lucasfazia uma mistura de suas referências clássicas desde o cinema samurai ao Western, abordando temas políticos e sociais. E Gareth Edwards, por sua breve vez, apostou no filme de gênero ao realizar um verdadeiro filme de guerra nas galáxias (ou estrelas). Por fim, Johnson tem uma identidade própria e busca uma nova forma de contar Star Wars. Conseguindo de cara em fazer um filme completamente diferente, tanto esteticamente quanto tematicamente ao seu anterior Despertar da Força, e insere um estilo completamente novo e mostra seguir mesmo uma nova direção.

    Tanto no uso de sua montagem se usando de ágeis cortes nas suas transições cênicas mostrando querer brincar com a noção de tempo e espaço de forma quase experimental e analítico nos diferentes núcleos narrativos que formam a trama principal. Esses divididos em três arcos diferentes dos personagens, um dos poucos resquícios estruturais de O Império Contra-Ataca aqui, onde cada um parece conter uma tonalidade distinta própria: o núcleo de Luke e Rey parecendo um filme samurai à la Akira Kurosawa, recheado de um humor cínico marca do mesmo, e algumas belas sequências paisagísticas, lado também dos embates mais dramáticos do filme; a fuga da frota rebelde lembrando e muito um filme de guerra/sobrevivência e conflito interno como o confinamento e tensão de O Barco: Inferno no Mar; e a missão sem sal e nem açúcar de Finn e Rose lembrando um filme de heist e aventura seguindo uma tonalidade mais leve e escapista que lembram O Retorno do Jedi, este último servindo de grande inspiração cênica e estrutural para o diretor de forma até surpreendente. Sabendo também comandar a ação de forma crível e potente cheia de uma imparável adrenalina, e entregando a escala de ameaça de forma soberba e garantindo a diversão sem parar. Mas sem esquecer de lidar com sua narrativa de forma madura, centrada e aberta para audaciosos questionamentos sobre sua história. Esse padawan claramente sabe o que está fazendo.

    E por conhecer os trabalhos anteriores do diretor, prioritariamente Looper e Ponta de um Crime, era um pouco de se esperar que com a vinda de Rian Johnson para a cadeira da direção, veríamos um pouco de sua marca diretorial mais "peculiar". Podemos classificar, facilmente, que Os Últimos Jedi consegue o feito de ser o filme mais cinematograficamente diferente de toda a saga, com um estilo sensorial muito próximo do cinema independente, ou “artístico” por assim dizer. Não só graças à deslumbrante fotografia do seu já antigo parceiro Steve Yedlin, que consegue criar uma identidade visual rica e variada, revelando a mais pura beleza de cada um de seus belíssimos cenários e alguns dos mais belos enquadramentos que a saga já teve.

    Desde o vasto deserto de sal do planeta vermelho, revelando uma vasta escala grandiosa e imersiva digna de um épico como Lawrence da Arábia; a pomposidade do cassino que Finn e Rose invade que parece um cenário tirado de Cassino Royale só que no espaço; o deslumbre contemplativo que algumas das cenas espaciais revelam (o sacrifício da almirante Holdo de Laura Dern por exemplo); a própria natureza em movimento sendo usada quase como uma reveladora dos sentimentos em causa presentes no embate entre Rey e Luke (a monotonia interrompida pelo vento quando estão afastados; o calor ensolarado quando dialogam sobre a Força e os Jedi; a chuva revelando tempestuosa revelando o conflito quando ambos se desentendem); tudo com uma textura cênica digna dos mais maduros e complexos dramas. Não só na encenação, como também na forma em que conta sua história através de uma montagem enganosa, usando de cenas psicológicas visualmente ricas, diálogos certeiros nas suas pontadas temáticas audaciosas. Levando os poderes da Força e o drama de seus personagens para caminhos talvez nunca antes explorados e que por alguma razão irritou à tantos fanboys.

    Pois há uma grande diferença entre alternar características já pré estabelecidas de seus personagens e universo para moldes bobos e caricatos, vindouros de alguém que não entende ou respeita o universo criado por George Lucas; e outra é querer mostrar elementos já familiares e querer construir a partir destes novos elementos que integram e evoluem esses mesmos personagens e universo por novos caminhos que em nada desrespeitam o passado e sim vislumbram um promissor futuro que se mantém à par e fiel com o que já foi construído nesse universo até então. Mas tais "mudanças" e adições que só geraram reclames odiosos e até infantis dos fãs que pra mim ainda são incompreensíveis. E grande parte disso coincidentemente parece advir de um personagem em questão, o Luke Skywalker de Mark Hamill.

    Nunca entendi certos comentários feitos sobre as habilidades de atuação de Mark Hamill quando se lembram de sua participação na franquia. Fato que ele era apenas ainda um jovem aprendendo a atuar no primeiro filme, mas que mostrou notável melhoramento ao longo dos anos. Agora ele retorna aqui a saga e melhor do que nunca! Encarnando seu velho icônico personagem como se nunca o tivesse deixado depois de todos esses anos, revelando tantos sentimentos de dor, tristeza e arrependimento só com seus sutis olhares e angustiantes silêncios cheios de mistério. Mas também surpreendendo com um cinismo e humor ácido um tanto discrepantes do personagem, tão centrado e de fé, que vimos pela última vez há trinta anos atrás.

    Com isso, nos faz notar como sua caracterização, que o público fã já tão bem conhece, seja desconstruída de forma quase brutal e cruel, revelando o difícil estudo de personagem, herói vs vilão, mito vs lenda, a luz contra escuridão que Rian Johnson tão bravamente propõe aqui. Nunca vimos o personagem dessa forma, moralmente quebrado, ideologicamente confuso e misterioso. Para no final, sua jornada íntima e pessoal revelar o verdadeiro grande e inesquecível personagem que é Luke Skywalker em alguns dos momentos mais épicos de toda a saga.

    Muitos também já devem ter notado as grandiloquências visuais que George Lucas implementou na sua trilogia prelúdio, aproveitando todas as capacidades que a tecnologia moderna poderiam lhe permitir de criar amplos mundos e diversas criaturas, aumentando as lutas de sabres de luz, deixando assim para trás o básico e o prático do passado. Mas a nova fase da franquia vem mostrando ser a mistura do melhor dos dois tempos e Johnson prova seu fascínio pela criação do prático em suas criativas novas criaturas (os Porgs são um clássico instantâneo).

    Não só nisso, como também amplia o universo em novas escalas jamais imaginadas. Não só em sua inchada duração, que ainda assim permite ampla atenção para a maioria de seus personagens, como garante momentos de verdadeiro arrepio na espinha. Ação excitante, batalhas enormes, embates de alto grau de emoção, fugas frenéticas, esse é o espetáculo do escapismo de Star Wars sendo feito com total esmero, no filme que ousa ser talvez o mais divertido e porque não um dos mais emocionantes filmes de toda a saga. George Lucas está orgulhoso assim como os fãs também deveriam ficar. A força é realmente forte com esta nova trilogia de Star Wars!

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Raphael Georg Klopper

    Creio que seja justo dizer que Aaron Sorkin é um daqueles raros roteiristas como Charlie Kaufman ou até Dalton Trumbo que conseguiram ter seu nome amplamente bem reconhecido em fama, tanto para com os dentro do ramo quanto no meio público graças ao seu incrível trabalho por detrás da escrita de alguns ótimos filmes. Então, era de se pensar que quando um autor como esse, por detrás de tão ricos roteiros de filmes bem reconhecidos (Rede Social, Jobs, Moneyball), viesse assumir pela primeira vez a direção de um de seus textos, sua verdadeira essência autoral poderia florescer na tela graças à sua ótica pessoal finalmente comandando tudo. Bem, sim e não.

    Pois se por um lado temos (como sempre) um roteiro que cumpre com proeza sua proposta de explorar o submundo dos jogos de sorte com una elegância invejável em seus muito bem escritos diálogos. Tomando base na narrativa auto-explicativa dos filmes de crime de Scorsese (mas sem nunca soar cansativo) e conseguindo ir além ao explorar um até complexo estudo de personagem com sua incrível protagonista Molly Bloom, interpretada com carisma e alma por Jessica Chastain, dividindo cena ainda com dois ótimos Idris Elba e Kevin Costner, ambos em seu melhor.

    Enquanto por outro lado temos uma direção sem muita inspiração e se baseando muito no básico e automático de seus planos, e se estendendo até demais em uma montagem sem freio, mas que não alcança o status de cansativo graças à riqueza do texto e às excelentes performances. E com Sorkin ainda conseguindo mostrar em suas entrelinhas, seu resquício de autor à dar muito mais camadas emocionais e dramáticas do que se poderia imaginar aos seus personagens de atos moralmente questionáveis, ainda que não sejam devidamente explorados.

    Mas é notável e louvável ver aqui uma boa história de uma rica persona que desperta interesse e atenção instantâneos e faz-nos questionar o moralmente legal e certo em um mundo operado pela sorte do destino e pela proeza humana que sua personagem carrega. Só tente ousar mais em sua direção na próxima vez senhor Sorkin, pois enquanto no texto o senhor ainda nos presenteia ricamente.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Luiz Felipe
    Luiz Felipe

    Estranho pois eu havia curtido essa lista, aparecia o seu nome - por isso vim até o seu perfil -, e quando nela entrava, aparecia que o acesso estava restrito e agora ela sumiu. Se foi um erro de sistema do Filmow, peço desculpas pelo equívoco, mas que seu nome estava lá, como criador, estava.

  • Luiz Felipe
    Luiz Felipe

    Você restringiu o acesso a sua lista de filmes perturbadores?

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/