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Últimas opiniões enviadas

  • Raphael Georg Klopper

    Um universo onde o "mito" dos vampiros se personificam na forma dos grandes artistas, pensadores, filósofos, compositores contemporâneos e universais, vivendo na atualidade graças ao seu místico dom da imortalidade?! Como não se apaixonar por uma idéia tão criativa e aberta à ricas explorações temáticas que tanto podem se configurar como filosóficas ou existencialistas. Mas isso vindo da mente de um autor tão imprevisível como Jim Jarmusch era de se esperar algo no mínimo de peculiar.

    Não querendo dizer que este não é um filme que aproveita muito bem seu conceito base, mas o interesse do diretor está pouco em querer fazer uma representação gótica de vampiros modernos com um casal que transborda uma sensualidade gótica/hipster com Tom Hiddleston e Tilda Swinton. E sim, uma silenciosa e horas angustiante e dolorosa meditação sobre a fragilidade de nossa mortalidade frente aos vícios tanto materiais quanto químicos (ou nesse caso sanguíneos) no qual baseamos cegamente toda nossa existência e conforto.

    Como qualquer filme de Jarmusch, o serne de sua mensagem e tema não é um que agradará ou se comunicará para com todos os gostos. A trama é simples e quase nula, suas reflexões são silenciosas e quase contemplativas. O tipo quase similar de trama no qual Abel Ferrara explorara em seu Os Viciosos. A existência de criaturas sobre-humanas de grande intelecto íntimo e ínfimos desejos carnais, vivendo nos confins do submundo da nossa realidade.

    Lutando contra aquilo que os torna em monstros ao se saciar em seus vícios, ou sucumbir a sua tediosa e secante mortalidade que drena todas suas forças e inspirações. É por isso que Amantes Eternos facilmente é um dos melhores filmes sobre vampiros, por exatamente ser uma alegoria da crise existencial humana tão realista e palpável.

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  • Raphael Georg Klopper

    Existe uma beleza. Uma beleza presente à nossa volta. Uma beleza no tudo. No tudo que olhamos, ouvimos e sentimos. Seja no ontem, no hoje e no amanhã. Talvez uma beleza por muitas vezes ignorada ou despercebida, mas que pode ser encontrada onde menos esperar ou sequer valorizar. Numa simples caixa de fósforos, no dirigir de um ônibus, em uma simples caminhada para o trabalho, numa conversa cotidiana escutada de longe, em simples trocas de palavras com um amigo ou conhecido, em pequenas trocas de toques e conversas cotidianas com uma pessoa íntima ou amada. Ou até mesmo em breves palavras escritas, criações de frases vindas de um fundo inspiracional inexplicável por nós, que provém apenas do nosso coração e mente. Talvez não uma beleza presente nessas palavras aqui descritas, mas uma beleza que Jim Jarmusch aqui em um de seus mais belos (e melhores) filmes, busca e consegue retratar com uma pureza e sensibilidade tão raras de se encontrar no cinema hoje.

    Por nos fazer seguir o cotidiano de Paterson (um desde sempre ótimo Adam Driver), Jarmusch busca através da palpável sensibilidade e humildade de seu protagonista "gente como a gente", demonstrar a beleza verdadeiramente poética presente no mundano e no cotidiano do dia a dia comum. Realizando o raro feito de nos fazer encantar por cada pequeno momento de desventuras banais e diárias dos seus personagens. E em meio de um ritmo tão calmo e suave que casa com o tom poético de seu texto, e que muito lembra o drama cotidiano do cinema de Ozu, faz desejar aos mais abertos por um cinema de sentimentos íntimos e contemplativos, por mais e mais cenas e momentos onde tal beleza é descoberta e exposta, e seus momentos de humor e de tristeza também.

    Com certeza não é o típico filme que agradará à todos os gostos particulares de uma simples conferida despretensiosa ao cinema em busca de diversão, ou aqueles que buscam uma obra com alguma complexidade artística repleta de camadas interpretativas. Não é um filme onde a ação é o que opera as ordens dos acontecimentos ou determina grandes desafios ou consequências, o máximo que você verá aqui é um ônibus dando problema e a travessura de um cachorro causando grande raiva do público (isso foi duplamente cruel senhor Jarmusch). O alvo de Jarmusch aqui, assim como em todos os seus outros filmes, fora de intrínsecar suavemente o serne de nossas existências e o que realmente nos faz ser humanos no mundo em que vivemos.

    Seja num road movie com o destino de seus personagens sendo traçados pelas estranhas coincidências do destino como em Estranhos no Paraíso; seja em um faroeste sobre morte e espiritualidade como em Homem Morto; em um filme sobre um assassino de aluguel guiado pelos seus costumes samurais como em Ghost Dog; seja em um mundo onde vampiros existem e refletem sobre sua frágil imortalidade e sanidade como em Amantes Eternos. E agora aqui, na nossa cotidiana realidase, recoberta pelas inspirações poéticas de seu autor cineasta e com um leque de doces e relacionáveis personagens com suas situações e diálogos que todos já ouvimos uma vez na vida.

    Tudo isso torna Paterson talvez não a experiência mais reassistível, mas uma que emerge o coração do público em enxergar a beleza no tudo à volta, dentro e fora do filme, e talvez só por isso o torne em um dos filmes mais belos e cheio de pureza que já vi e alguém verá.

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  • Raphael Georg Klopper

    Bem, quem pode culpar Steven Soderbergh em ter que apelar pra refazer o quase mesmo exato tipo de heist film, que é praticamente sua marca mais conhecida graças aos filmes dos Onze Homens e um Segredo, como seu retorno para as grandes telas. Crédito seja dado, ele não recicla truque por truque da sua trilogia de sucesso e realmente faz algo mais interessante com sua versão caipira de Onze Homens e um Segredo.

    Começar pelo elenco de caricaturas sulistas estereotipadas (aparentemente propositalmente) parecidos tirados de um filme dos irmãos Coen, com um texto que permite cada um seu momento de hilária lábia e improvisos carismáticos. Pena que todo o talentoso elenco feminino com nomes como Katie Holmes, Katherine Waterston e Hilary Swank, seja subutilizado. Enquanto por compensação temos Adam Driver, Daniel Craig e um surpreendente Seth McFarlane arrancando risadas quando aparecem em cena.

    Mas todos parecem estar de férias e se divertindo em suas interações, e os irmãos Logan liderados por um ok Chaning Tatum até conseguem criar certa empatia em suas motivações criminais e nos fazer torcer pelo seu sucesso e ser surpreendidos com algumas inesperadas reviravoltas.

    Por um lado seja um tanto bizarro certas técnicas que Soderbergh adota na construção de seu novo heist filme de pouco orçamento. Nem estou falando da fotografia bem polida e uma encenografia de ambientes até bem rica e acima da média para filme desse porte e gênero, como também do estranho ritmo lento quase com um Q de 'filme art-house' contemplativo. Não sei se foi uma artimanha de brincadeira de um diretor claramente se divertindo junto do elenco, ou um tremendo de um erro de tom fora de hora.

    Pelo menos não é sempre que vemos ambas as facetas experimentalistas de tonalidades sérias e descontraídas do diretor se unindo em um só filme. Mas particularmente nada que estrague o resultado final de uma garantida diversão. Mas longe de ser um de seus mais memoráveis.

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  • Luiz Felipe
    Luiz Felipe

    Estranho pois eu havia curtido essa lista, aparecia o seu nome - por isso vim até o seu perfil -, e quando nela entrava, aparecia que o acesso estava restrito e agora ela sumiu. Se foi um erro de sistema do Filmow, peço desculpas pelo equívoco, mas que seu nome estava lá, como criador, estava.

  • Luiz Felipe
    Luiz Felipe

    Você restringiu o acesso a sua lista de filmes perturbadores?

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/