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Últimas opiniões enviadas

  • Raphael Georg Klopper

    Não sei se repararam, mas fazia um bom tempo que eu não via um título de uma continuação, ainda mais de um blockbuster, que vai direto ao ponto se colocando como o "2" ou segundo capítulo de sua história já iniciada. Sem nenhuma abreviação como "Parte 2" ou "Volume 2" ou algum subtítulo disfarçando seu caráter de continuação direta ala Star Wars ou Senhor dos Anéis. Mas não com Deadpool que tivemos o bom e velho "2" no final de seu título. Mas ainda assim, isso não garante que o filme irá escapar da sombra ou maldição que acompanha os filmes continuações de grandes sucesso por anos até hoje. E com isso, creio que "Deadpool 2" será outra daquelas continuações em que as expectativas dos fãs ditam a "qualidade" final do produto, mas não o que ele realmente é ou se propõe à ser.

    Talvez termine por sendo uma questão de gosto pessoal ou minhas datadas memórias positivas do primeiro filme, que ainda acho ótimo, mas que esse seu segundo capítulo consegue superar de diversas maneiras diferentes. Primeiramente por fugir de (quase todas) expectativas que os fãs fanáticos depuseram em querer ver no segundo filme, algo "maior e melhor", e sim priorizar sua atenção em expandir e evoluir tudo de qualitativo em seu primeiro filme e se arriscar em explorar percursos diferentes do que se pode ser esperado do personagem e seu universo à essa altura.

    E é exatamente o que temos aqui, um filme do Deadpool com o humor negro ainda mais forçado e as piadas toscas mais alongadas que você verá desde as últimas temporadas de "Família da Pesada"; o dobro do banho de sangue que você viu no primeiro filme e nem tanto quanto em Logan; e um estudo dramático de um personagem em busca da sua perdida felicidade e a descoberta do valor da família...Pera...isso é um filme do Deadpool? (PODE APOSTAR SEU CU QUE SIM MEU CARO AMIGO! - Você de novo aqui? - RELAXA SUAS TETAS E BORA COM ESSE TEXTO LOGO, E É MELHOR IR ELOGIANDO! - Farei o meu melhor).

    O fato é que criticar filmes tão autoconcientes de si mesmo, como ambos os filmes de Deadpool, é uma tarefa um tanto complexada (VOCÊ ADORA USAR PALAVRA DIFÍCIL EIN, PUTA QUE PARIU). Sempre realçando os problemas que (propositalmente? - AM...SIM CLARO) comete nas suas estruturas de filme de super heróis e fazendo constantemente piada de si mesmo, para depois se improvar e reformular em alguns percursos narrativos inesperados para onde leva seu personagem tão vivo e autoconsciente e surpreende positivamente muito mais do que pode vir a desagradar. Isso é Deadpool 2!

    Um filme resultado do sucesso consagrado do seu primeiro hilário e divertido filme, livre para ser violentíssimo e desbocado como seu personagem tanto requeria. Mesma liberdade que viria a ser concedida para Logan e sua história tão sombria, íntima e dramática, o que só destacou ainda mais os filmes da Marvel Fox do resto dos outros universos de super heróis e da própria Marvel Studios. E Deadpool 2 é essa contínua amostra de ambos desvencilhamento e autoria criativa dentro de sua própria franquia e personagem.

    Se por um lado é um frenético e ultra-violento filme de ação bem nos melhores moldes oitentistas, é por outro também uma comédia metalinguística desbocada e hilária (ambos esses últimos EM DOBRO de dose na versão Super Duper Cut - PELO MENOS NÃO FOI UMA VERSÃO ESTENDIDA PRA SALVAR O FILME QUE NEM O SEU AMADO...- não começa! - DESCULPE MARTHA). E surpreende sendo também um pequeno drama íntimo e envolvente sobre amor e família, como o próprio Deadpool diz. Onde as escalas do conflito nunca se agravam para conflitos mundiais como outros do gênero, e sim internos entre seus personagens de destaque, realçando aqui fortes temáticas sobre perda e redenção.

    Seja na perda amorosa do anti-herói, na perda da família de Cable (de um sempre ÓTIMO Josh Brolin - VOCÊ SEMPRE FALA ESSAS PORRA ASSIM), onde ambos encontram a solução de sua dor no jovem Russel/Firefist, com diferentes métodos é claro, e com o resultado de suas ações para com o menino sendo a resolução de seus conflitos pessoais em fazer um bem maior do que eles. Algo muito mais intrigante e envolvente do que termos uma figura de vilão genérico e lida dramaticamente o emocional complexo de dois personagens. Isso dentro de um filme do Deadpool? Da onde isso veio???!!! (BEM, SE A GENTE AUMENTASSE A DOSE DE HUMOR OU SERÍAMOS CHAMADOS DE COPIADORES DA MARVEL OU LEVARÍAMOS UM PROCESSO POR INJÚRIA RACISTA E HOMOFÓBICA - bem colocado).

    Até os outros personagens secundários compartilham do mesmo tema e tem seus arcos individuais à se desenvolver. Seja na perda de confiança na amizade do Colossus para com o Wade; na busca de Dopinder para ser alguém importante, um super herói, posto que lhe é constantemente negado; ou com Domino em sua busca pela sua razão cósmica de estar na X-Force ajudando ao Deadpool (com uma muito boa e carismática Zazie Beetz em cena - E COM A SUVACA PELUDA, REPAROU? SEXY - e que merecia muito mais de tempo em cena!). Um filme de super heróis com personagens coadjuvantes bem delineados e que recebem seu momento para brilhar? Quem disse que só Vingadores na Marvel sabia fazer isso? - TODOS OS CRÍTICOS QUE CHUPAM O MCU ATÉ NÃO DAR MAIS).

    Tudo poderia funcionar perfeitamente seguindo esta base pequena e íntima do filme, o que segue em sua maior parte e é ótimo. Mas Deadpool 2 também obedece as leis de mercado de super heróis e para agradar seu público traz sim algo maior e com tudo que o público gostou do primeiro filme, talvez até demais. Não necessariamente algo maior em escala orçamentária, que sim está presente e até de forma bem conservada e focada, mas no intuito de trazer tantas piadas hilárias para o personagem e linhas dramáticas à se explorar para os personagens, o filme acaba ficando sobrecarregado.

    Basta apenas comparar ambas as versões do filme e nota-se as diferenças de materiais usados ou substituídos e nunca formam uma mistura completamente perfeita. Ao ponto de deixar o sentimento de algo estar faltando na forma com que o filme se estrutura. Um primeiro ato lento, uma intercessão apressada para o segundo ato, e depois tudo flui bem até o final. Desejaria uma Ultimate Cut onde pudéssemos ter o melhor de cada versão e assim termos um definitivo Deadpool 2 (VOCÊ JÁ TÁ EXIGINDO DEMAIS E LEVANDO ESSA PORRA DE TEXTO MUITO PESSOAL - tenho meu direito como fã à reclamar por service bem feito - QUOTANDO O ÉRICO BORGO AQUI? PUTZ).

    Outro quesito que o filme deixa "à desejar" é a direção de David Leitch. Vindo da ótima dupla que dirigiu o primeiro John Wick (ao lado de Chad Stahelski - NINGUÉM SE IMPORTA) que lançou sua carreira como diretor, Leitch até agora se mostrou ser um pouco sem gosto ou sal de essência para sua direção, isso tendo em conta apenas seu único trabalho solo de direção que foi o mediano Atômica, mas que lá pelo menos conseguia fazer a ação brilhar e elevar o filme. Aqui ele se beneficia do bom roteiro do trio Rhett Reese, Paul Wernick e...Ryan Reynolds (?! - OU YEAH, CHAME ISSO DE PRETENSIOSO, HEHE), e comanda muito bem a essência do material e é bastante inventivo nas cenas de ação (a montagem intro é EXCELENTE e ainda melhor na versão Super Duper Cut, embora desacelerada em ritmo). Embora use alguns cortes um tanto frenéticos em certos momentos que deixa as cenas um pouco embaralhadas e até frenéticas demais em momentos pontuais.

    Mas em mesmos pontos pontuais, temos algumas ÓTIMAS sequências. Os clássicos embates anti-herói vs anti-herói entre Deadpool e Cable são perfeitinhos; as cenas mostrando os poderes da Domino possuem uma inventividade cênica e de montagem claramente inspirada em Buster Keaton com alguns steroids e CGI; tudo envolvendo a aparição do Fanático é um fan-service delicioso; e o screen-time devotado à equipe X-Force e eles entrando em ação é puro ouro!

    Porém encarando os fatos, e sua sobrecarga de conteúdo que talvez não seja a mistura mais perfeita, Deadpool 2 é sim a rara continuação que dá um passo adiante no quesito de evoluir e explorar seu personagem tão bem conhecido por caminhos talvez surpreendentes para os fãs. E mesmo em meio de tantos outros filmes desgastados do gênero e até outros do mesmo que já quebraram a quarta parede e se arriscaram no R-Rated muito antes de Deadpool, ambos os filmes até agora se provaram como sendo algo muito especial e com voz única para se manter vivo e fresco por muito tempo ainda.

    Seja pelo casamento perfeito e insubstituível entre ator e personagem que Ryan Reynolds tem com Wade/Deadpool; seja pelo bravo trabalho de sua equipe criativa em balancear o humor politicamente incorreto de seu personagem título junto de seu drama íntimo, e de cada um dos personagens, fazendo o púbico tanto rir alto quanto simpatizar de verdade com Deadpool e sua peculiar família.

    Isso que me leva a encarar o quanto ambos os filmes do Deadpool resgatam muito do espírito dos filmes originais dos X-Men de Bryan Singer (e até dos mais recentes, apenas uma opinião pessoal - NINGUÉM LIGA PRO LIXO QUE VOCÊ GOSTA), pois enquanto eles sendo blockbusters de orçamento considerável, nunca se elevaram tanto para um percurso de altas pretensões megalomaníacas e sim sempre mantiveram sua atenção narrativa para os conflitos pessoais de seus personagens, sem deixar de explorar seus poderes de mutantes super-heróis de forma divertida e escapista. E isso tudo Deadpool 2 realiza com proeza de sobra (ORA ORA, MUITO OBRIGADO. - O prazer foi meu, nos vemos em X-Force agora? - SE O MCU NÃO FUDER COM A GENTE DEPOIS DESSA COMPRA DE ESTÚDIOS AÍ...).

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  • Raphael Georg Klopper

    Agora sim, É ASSIM que você faz um verdadeiro filme de espionagem ÉPICO. E o "épico" da palavra tanto vem de sua escala orçamentária quanto os níveis ambiciosos de ação e narrativa que o filme tenta (e nesse caso aqui, consegue) nos levar. E sim, essa é minha forma de dar um sutil pitaco comparativo com outro filme de espionagem de uma franquia bem famosinha, cujo último filme entregou algo muito abaixo do esperado, e por ironia veio no mesmo ano em que Missão Impossível tinha seu quinto ÓTIMO filme sendo lançado, e que lidera agora com seu ainda melhor sexto filme enquanto a franquia do 007 continua num hiatus temporário.

    Claro que isso não quer dizer que não tive minha boa dose de diversão com "Spectre" e sua escala gigantesca e constantes excelentes cenas de ação que seu diretor Sam Mendes se provou saber comandar e conceber tão bem. Mas aí quando você vê as tentativas dramáticas e temáticas que a narrativa tenta forçadamente empurrar para dentro do filme, você depara com uma trama boba, atrapalhada e quase idiota que foi concebida ali. Um belo resultado das falhas tentativas da franquia 007 em tentar adicionar elementos demais de "O Cavaleiro das Trevas" de Nolan para seus últimos dois filmes, no intuito de buscar ser mais "tenso", "sério", "REALISTA", "dramático" e "eletrizante" ao mesmo tempo que tentava ser o velho Bond blockbuster de ação divertido e descolado do passado. Em "Skyfall" isso até funcionou em grande parte enquanto em "Spectre"...nem um pouco.

    Busco não exagerar em dizer e atestar em como "Missão Impossível - Efeito Fallout" despretensiosamente mostra que É POSSÍVEL sim você fazer um excelente filme de ação e espionagem com os requisitos de blockbuster de diversão e humor junto dos orçamentos milionários e durações (as vezes) bem alongadas que os fazem parecer verdadeiros épicos, e na mesma medida ter personagens e história intrigantes bem escritas e que conseguem se levar à sério sem soarem enfadonhos e ser dramaticamente envolvente do início ao fim.

    E isso é mais uma prova de como um dos grandes trunfos característicos da franquia Missão Impossível ainda é o seu grande aliado desde o primeiro filme até hoje, e que marca seu grande diferencial entre tantas outras franquias de sucesso hoje em dia: seus diretores. Tirando os exageros estilizados de John Woo no segundo filme (que particularmente não acho nem de longe completamente desastroso como tantos dizem), cada diretor da franquia mostrou ter uma voz própria para cada filme da franquia, o que trazia esse grande charme diferencial em tom e estilo entre cada filme, mas sempre mantendo os mesmos personagens (em boa parte) até hoje. Christopher McQuarrie mostrou junto de Tom Cruise tão bem isso, que mesmo este sendo o único diretor até hoje à voltar para outro filme da franquia, ele mostra querer trazer algo diferente e novo para o sexto capítulo da franquia do agente Ethan Hunt.

    Similarmente à "Spectre" do Bond, "Fallout" também é o capítulo que tenta costurar todos os filmes até agora em uma linha única de continuidade narrativa e história, ao mesmo tempo que resgata vários dos trunfos passados de cada filme e busca juntar-los em um só filme. Possuí a mesma trama intricada em mistério e reviravoltas como o primeiro filme de Brian De Palma, que pede ao público prestar atenção em cada linha de diálogo sendo dita e que mostra como cada peça é importante para a trama que está sendo construída; é assim como no terceiro filme de J.J. Abrams, uma história movida tanto às constantes reviravoltas inesperadas mas principalmente pelo drama íntimo do personagem e como as consequências de seus atos e escolhas tanto servem para construir os perigosos desafios que seus antagonistas o põe para enfrentar, assim como moldam as características do ótimo protagonista que é Ethan Hunt e que mais uma vez volta aos holofotes dramáticos da franquia. Diferente de seus dois antecessores que, embora ótimos, priorizaram a diversão escapista bem realizada antes de tratarem sua trama e personagens com mais foco e carinho (embora "Nação Secreta" tenha conseguido fazer isso bem melhor na minha opinião).

    Não negando o fato de que ambos "Protocolo Fantasma" e "Nação Secreta" ainda marcam influência aqui no que diz respeito à criação de verdadeiro espetáculo visual catártico e escapista, extremamente bem concebidos e COMPLETAMENTE divertidos. Se franquias como "Velozes e Furiosos" (boa em sua própria e diferente maneira) fazem o seu público indagar como vão superar as cenas de ação que à cada novo filme desafiam um novo tipo e nível de "ridículo", temos em contrapartida com Missão Impossível que, embora busque fazer o mesmo, sempre manteve seus pés no chão da realidade o máximo que pode, mas sem se auto impedir de entregar alguns dos mais insanos e incríveis trabalhos de coreografia de ação da indústria até hoje. Com cada filme conseguindo mesmo superar o último nesses quesitos, e Fallout é sem dúvidas o filme da franquia com as melhores cenas de ação da franquia (pelo menos até o momento).

    E isso tanto graças à persona Jackie Chan americano que Tom Cruise vêm assumindo por anos com seus trabalhos de coreografia de ação (quase) sem dublês, que ajudam à criar a palpabilidade física e a tensão enervante que as cenas de ação causam nos espectadores; quanto também ao olho criativo e inventivo de McQuarrie em saber dirigir TÃO bem seu filme. Tanto nos movimentos de câmera sempre precisos e carregados de adrenalina, e o uso de belíssimos planos abertos tanto em lugares fechados como a inesquecível e brutal porradaria no banheiro, que parece uma coreografia de Buster Keaton em steroids, quanto em uma grandiosa perseguição de helicópteros nos alpes indianos. Criando não só uma tensão e adrenalina visual como também sonora auxiliado pela trilha de Lorne Balfe, que toma inspirações bem Hans Zimmerianas com as batidinhas repercutivas causando uma tensão sonoplastica como se estivesse controlando as batidas de nosso coração e o uso pontuais do bom e velho BOOOOM. Talvez a melhor e mais memorável trilha sonora da franquia ouso dizer.

    Tudo isso junto resulta em fazerem algo impossível em filmes de ação hoje em dia, fazer com que cada cena de ação passe a sensação de que é um clímax eletrizante, o ponto mais alto de adrenalina e testosterona do filme, isso tudo só que divido em pelo menos umas sete vezes ao longo do filme. Para quem disse que esse era o melhor filme de ação desde "Mad Max: A Estrada da Fúria", você está absolutamente certo!

    Mas pra mim, onde McQuarrie faz de Fallout um filme tão novo e diferente dentro da franquia, e ouso até dizer no cinema de ação geral atual, não é só por ele voltar a resgatar manejos de trama e pedaços de tonalidade dos filmes anteriores de forma a agradar aos fãs de longa data e talvez assim conquistar novos, mas também por conseguir misturar todos estes elementos dentro de uma narrativa onde um não prejudica ou afeta o outro. Temos bastante doses de humor e tiradas descontraídas na narrativa graças à sempre ótima presença do Benji de Simon Pegg (que infelizmente aqui fica bem mais como coadjuvante cômico do que no filme anterior), mas também consegue manter um bom nível de seriedade e foco na sua trama de espionagem, e sem mostrar um pingo de pressa em querer desenvolver ambos trama e personagens com igual e devida atenção.

    É um espetáculo blockbuster catártico de um lado, e do outro um filme de espião que volta a lidar dramaticamente com o lado emocional e psicólogico de seu protagonista como peça chave para todo o drama que decorre à ele e aos personagens à sua volta. O que proporciona surpreendentes momentos emocionantes envolvendo os personagens de Luther de Ving Rhames e a ex esposa Julia de Michelle Monaghan, como também a performance mais dramática de Tom Cruise dentro da franquia desde o terceiro filme. Permitindo também que a Ilsa Faust de Rebecca Ferguson, ainda mostrando sua forte presença em cena, tanto na ação quanto também no drama, mostre novas camadas de sua personagem e sua complexa conexão com Ethan Hunt.

    Ao mesmo tempo em que McQuarrie volta a explorar, de forma bem interessante, o personagem de Ethan Hunt como sendo quase uma figura alegórica de um herói Grego, como Ulysses (

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    acharam que ele mostrou A Odisséia de Homero no início junto de Ethan era à toa?!)

    , alguém disposto a lutar contra qualquer adversidade catastrófica ou monstruosa de sua viagem para poder voltar para a esposa amada. Ou no melhor estilo Tom Cruise, um verdadeiro Aquiles (ou também acharam que o tornozelo se quebrando nas filmagens foi à toa? Hehehe).

    Isso servindo como uma alegoria muito interessante que McQuarrie levanta sobre a real natureza de Ethan Hunt, suas habilidades de enfrentar os obstáculos mais insanos que Tom Cruise se submete à cometer para criar o efeito entretenimento em seus filmes e se solidificar como uma estrela do cinema de ação de todos os tempos, que torna o personagem não em um simples super herói espião e sim um homem que age e se move como uma força da natureza imparável para conseguir alcançar seus objetivos, mas com uma linha tênue moral que mostra que ele faz o que faz para salvar e proteger os inocentes e aqueles que ama.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Ou como o Walker do Henry Cavill resume bem o que todos nós do público pensamos: "PORQUÊ VOCÊ NÃO MORRE?!" - em contextos diferentes claro.

    Falando no bigodon polêmico, devo admitir que finalmente à franquia trouxe vilões memoráveis de volta para seus filmes, e isso não acontece desde o terceiro filme, que ainda continua insuperável nesse quesito em particular graças à inesquecível performance de Phillip Seymour Hoffman. E o Solomon Lane do Sean Harris embora ainda não me convença ou conquiste completamente, ele mostra sim ter uma presença até mais bem aproveitada e melhor desenvolvida aqui do que sua esquecível vilania no quinto filme, com o personagem também servindo como uma decente alegoria do mal que vai perseguir e atormentar Ethan Hunt para sempre. Mas pelo menos McQuarrie junta à mistura de antagonistas do filme uma breve mas boa Vanessa Kirby com sua Femme Fatale britânica, e que promete muito mais presença no futuro.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    E Henry Cavill claramente se divertindo no papel de mocinho brutamontes inicial determinado à tirar Hunt do seu caminho caso seja necessário para cumprir sua missão, para depois revelar suas verdadeiras garras, embora quisesse ter visto bem mais dele no filme.

    Mesmo que isso não afete em nada o resultado final que "Missão Impossível - Efeito Fallout" alcança como sendo um dos filmes mais bem redondinhos e coesos da franquia, embora seu final abrupto me desagradou um tanto e talvez me impediu de dar uma nota maior. Mas tudo até ali, se mostrou como um filme sendo concebido com total cuidado, dedicação e carinho, tanto do seu ótimo diretor e grande estrela, pelo personagem de Ethan Hunt e o pequeno legado que sua franquia vem criado desde o seu primeiro filme em 1996 e continua a comprovando Missão Impossível até hoje como uma das melhores franquias de ação de todos os tempos. E que mostrou aqui, mais uma vez, ter energia de sobra para poder continuar surpreendendo com um futuro imprevisível, mas que com certeza poderemos contar desde já com as loucuras e dedicação invejável de Tom Cruise no papel em que ele pode ser o que ele é de verdade: uma complexa força da natureza que não vai parar até entregar tudo aquilo que o seu público quer: um divertidíssimo espetáculo de adrenalina e insanidade, mas sem esquecer do seu coração pulsante.

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  • Raphael Georg Klopper

    Não é de hoje que sempre ouvi os mesmos tipos comentários envolvendo este filme em específico do extremamente subestimado Michael Cimino, como sendo talvez o melhor filme que o Oscar já premiou em sua principal categoria, entre outros grandes valores artísticos da obra, claro. Mas tal questão sempre circuncidou minha mente ao encarar ao filme antes de vê-lo pela primeira vez. O que havia de tão grande e especial para tornar esse filme como tal obra-prima clássica do cinema se eu mal sequer ouvira sua citação no meio público e poucas vezes entre meus vários conhecidos do meio cinéfilo. O que resultou em uma primeira sessão na hora errada (eu estava cansado e com sono no dia, não me julguem) e não muito benéfica para minha visão do filme. Que me fez caluniar por um bom tempo o chamando de um clássico superestimado, ritmicamente datado, altamente pretensioso e que se perdia em banalidades e cenas esticadas mais do que o necessário. Após uma hora de filme ainda estamos no casamento do personagem de Steve de John Savage antes de sequer vermos algo relativo ao Vietnã ou ao próprio significado do título.

    Mas alguns anos de experiência depois, assistindo mais e mais filmes e os inserindo em minha bagagem de cinema como faço até então, e também me familiarizando com os filmes e estilo do diretor (e acabando por me apaixonar por completo pelo seu ultra esnobado "Portal do Paraíso"), revendo o filme FINALMENTE hoje, pude enxergar o que há de tão grande nessa obra-prima de Cimmino: absolutamente tudo sobre ele! Poucos não serão os elogios que devo em dar aqui então arrisque-se em ler por conta própria ou vá encarar o filme por conta própria.

    Cimino se mostra ao longo de todo o filme ser um herdeiro digno e possuir características de alguns dos mais ricos moldes clássicos do cinema de alguns mestres em particular. Possuí em seu serne um afeto cultural e social dignos do cinema de John Ford ao mostrar saber capturar a essência cultural da pequena comunidade cristã ortodoxa onde seu grupo de personagens protagonistas inicialmente convivem em tamanha e palpável harmonia; sabe retratar o sentimento tanto cômico quanto trágico de seu ambiente e do convívio dos personagens de forma tão realista e palpável que quase lembra os clássicos de Vittorio De Sica, e sem um pingo de pressa em sua construção rítmica possuindo uma ótica quase contemplativa digna do cinema de Luchino Visconti (com uma de suas cenas introdutórias na refinaria parecido retirada de "Deuses Malditos" do mesmo diretor); e consegue tornar toda a triste trajetória de sua história tão íntima em uma escala verdadeiramente épica, grande e imersível como só Sergio Leone saberia fazer tão bem.

    Aliás, esse com certeza será o mais próximo que veremos de Sergio Leone versão guerra do Vietnã, ou vocês achavam que a tortuosa e tensa cena de roleta russa na confinada prisão Vietcong serviu apenas como uma fiel e brutal retratação histórica? Bom, sim também, mas só a criação de tensão pela constante troca de olhares suados e com emoções explodindo só pela força dos olhares cabulosos de medo e raiva, e a bela carnificina habilmente montada que se sucede, remetem lindamente aos gloriosos dias de Era uma vez no Oeste com um realismo em sua violência bem palpável, e brutal.

    Mas as comparações com suas ricas inspirações Leoninas ou Viscontianas não param por aí. Tanto na forma com que Cimino propositalmente e naturalmente estica a história de Mike e seus grupos de amigos no pré, durante e pós Vietnã, se usando dessa estrutura de três longos atos para construir uma retratação do progredir da vida desses indivíduos quase como um documentário dramático, e fazer o espectador sentir cada impacto dos acontecimentos e desenrolares na vida de cada um. Enquanto por detrás, vemos a América como um palco vivo e que progride e evoluí assim como seus personagens, ressoando sutis semelhanças com o outro Era uma vez de Leone...na América. Uma América aqui que se de início parte de um meio de pluralidade étnica e cultural cheia de alegria e esperança, no final vemos se desenvolver em um local cada vez mais frio e vazio de fé ou esperança.

    Querem algo mais a cara de Luchino Visconti do que o palco histórico de seus personagens afetaram brutalmente todas as suas vidas?! E Cimmino realiza isso com uma maestria e domínio narrativo raros de até mesmo outros diretores de sua época. Onde dentro de toda essa sua grandeza visual e em escala histórica, no qual Cimmino não poupa em querer denotar e elevar em seu filme. Usando e abusando da cinematografia operística de Vilmos Zsigmond em talvez no trabalho mais deslumbrante de sua carreira. Partindo do caloroso ambiente de conforto natural do início, indo para o calor fértido e sarnento das brutalidades do conflito, e o retorno frio e distante de um lar agora não mais familiar no final. E por vezes o visual documentado do caos social que a câmera captura com inúmeros figurantes tormentado um caos vivo em cena como um verdadeiro épico moderno.

    Mas com destaque pessoal de seu brilhantismo ficando pra mim nas duas breves, porém marcantes, sequências de caça à veados (remetendo ao seu título original) revelando uma escala paisagística tão imensa e de caráter operístico quando a bela trilha sonora de Stanley Myers ecoa com seus corais altos e evocativos ao fundo. Mas é também em seus momentos de acordes leves que revelam a leveza e a intimicidade com qual Cimmino consegue trabalhar tão bem o drama de cada um dos personagens em seus breves e pequenos momentos, sem nunca soarem banais ou apelativos, e sim extremamente reais e puros em suas demonstrações de sentimentos de forma tão singelas e verdadeiras. Onde o puro silêncio e pequenas trocas de olhares contam e falam mais do que qualquer linha de diálogo sobre a relação íntima entre cada um, e deixando cada nome do elenco brilhar em algum momento, alguns mais que outros claro.

    Ter um grande elenco em mãos também facilita esse trabalho, com grandes nomes que vão desde uma jovem Meryl Streep em um de seus primeiros grandes papéis no cinema, o grande John Cazale na última grande performance de sua curta carreira, e claro De Niro na década de seu ápice no cinema e que poupa elogios como de usual, e deixa todos os holofotes dramáticos e emocionantes do filme ressoarem tanto na Linda de Streep quanto em Nick de um FANTÁSTICO Christopher Walken, com o seu personagem sendo o reflexo mais trágico e maior vítima de toda a história que afeta cada personagem de uma forma diferente. As consequências fatídicas de um conflito que se de início partiam com um intuito heróico, saíram para sempre marcados no final.

    Sinceramente, devo compreender também o fato de que esse não seja mesmo um filme para todos os gostos e agrados. É por vezes silencioso e minucioso na dialética de sua história e no que procura transmitir sobre o impacto da guerra na vida desses indivíduos tão facilmente identificáveis, pois eles são exatamente qualquer um de nós dentro dessa história. Mas sem perder uma descaracterização individual ou perca de personalidade, tanto humana como cinematográfica, de cada personagem ou do filme como geral graças à todos os talentos envolvidos. Alguns dos melhores atores de todos os tempos sob o comando de um dos melhores diretores de todos os tempos, onde todos reunidos formaram este que é pra mim sem sombra de dúvidas não só um dos melhores filmes sobre a guerra do Vietnã, não só um dos melhores filmes de guerra de todos os tempos, mas também um digno épico cinematográfico. Tanto em sua escala e ambição, e também íntimo, trágico e singelo em seu serne. Uma devida obra-prima por completo e que sem sombra de dúvidas merece ser melhor relembrada e celebrada como tanto merece.

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  • Luiz Felipe
    Luiz Felipe

    Estranho pois eu havia curtido essa lista, aparecia o seu nome - por isso vim até o seu perfil -, e quando nela entrava, aparecia que o acesso estava restrito e agora ela sumiu. Se foi um erro de sistema do Filmow, peço desculpas pelo equívoco, mas que seu nome estava lá, como criador, estava.

  • Luiz Felipe
    Luiz Felipe

    Você restringiu o acesso a sua lista de filmes perturbadores?

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/