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Últimas opiniões enviadas

  • Renata

    O filme é visualmente lindo, mas meu deus como é chato, chega a ser repetitivo, não me levem a mal, a história real é linda e tudo mais, mas o filme pecou ao não passar emoção e empatia, ele só mostra atos e nem só de fotografia bonita viverá um filme.

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    Eu não aguentava mais ver a novela deles subindo no barquinho e o barco afundava, nadando pra outro, afundava, um barco ia ao resgate, afundava, tentavam ir para um bote e nem preciso dizer o que aconteceu né. Parecia que eu tava vendo a cena do Titanic afundando, só que com zero magnitude que o Titanic tem e com 0 personagens que eu me importava. Parecia que o filme nunca avançava. Tudo isso intercalado com cenas aéreas de três caças tentando impedir que os caças inimigos afundem os barquinhos, que são legais, mas depois fica repetitivo. E a historia do civil no barco dele que é convocado ao resgate, estão cheio de boa vontade o que é bonito, acabam resgatando um dos pilotos que caiu na água e o piloto ta transtornado, empurra um dos dois moleque, que toma um tombo, se quebra todo, morre na metade do caminho e vai parar no jornal como herói de guerra, eu fiquei com dó desse garoto, sei que era pra ser algo emotivo, mas dei de ombros. Acontecem situações de perigo, mas você simplesmente não se importa, porque você não conhece a historia de ninguém, você até se importa, mas do mesmo jeito que se importa com os figurantes, você quer que tudo dê certo, mas quando você vê eles falhando e se fudendo, você não sofre, não te envolve, então vira algo massante. ÚNICA parte do filme que me tocou, foi a cena que milhares de barcos civis chegam em Dunkirk para salvar os soldados e você ver a alegria geral e a união e as frases finais do filme lidas do jornal. De resto... Parecia que eu tava anestesiada

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  • Renata

    Eu gostei bastante do filme e principalmente da contextualização que o Del Toro dá sobre época, do que estava acontecendo, mas sem precisar se aprofundar, é sutil. E é um filme que quanto mais você pensa nessa sutileza, melhor ele fica.

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    Coisas retratadas no filme como o fato de que com a popularização da TV as pessoas terem parado de ir ao cinema na época e teve a quebra de vários cinemas. A era dos musicais, tem musical pra todo lado na TV, eles escutam muita música, tem sapateado, tem até o momento que a Elisa está em um musical. O machismo e patriarcado da época, o jeito que o marido da Zelda usa ela como servente e o Strickland usa a mulher dele do mesmo jeito, ainda mais naquela cena de sexo, que ele ta pouco ligando pra ela, ela ali é só um objeto de prazer, não interessa se o dedo podre dele sangra na cara dela, se está ruim pra ela, ela tem que fazer silêncio. E na mesma dinâmica familiar tem o filho do Strickland que mostra o pensamento daquela era, que achava que na nossa era estaríamos vivendo um "The Jetsons". A guerra fria também é bastante presente e sutil no filme.
    A segregação, racismo e homofobia que eram algo tido como normais e moralmente aceito na época, e que são vistos tanto na cena do restaurante que o Giles vai sozinho paquerar e sofre homofobia e o casal negro é impedido de sentar no balcão (o que é bem simbólico), quanto na cena que Elisa e Giles assistem a TV e Giles pede para a Elisa mudar de canal pois não quer ver as cenas da repressão policial contra os negros, também é visto nas diversas vezes que Zelda é discriminada pelo asqueroso do Strickland. Esse ódio e a rejeição ao diferente que é o que a Criatura sofre da nossa sociedade, também é o que a Zelda sofre, a Elisa sofre e o Giles sofre, só que por razões diferentes.
    E se formos analisar a figura do Strickland, o homem que não lava as mãos porque é frescura e não é coisa de "macho", o homem que come a mesma bala simples, porque coisas diferentes são frescura e não é coisa de "macho", me lembra certos seguidores de certo político endeusado por ai.
    Enfim se botar tudo isso em paralelo com nossa realidade muita coisa mudou, e ao mesmo tempo, outras permanecem a mesma, muda-se o tempo, mas permanece os dilemas de anos atrás.
    Os protagonistas do filme são os diferentes, seja por ser um humano diferente ou uma criatura não humana, e o vilão é o homem branco racista machista patriarcal, o que conversa muito com o que vivemos atualmente, e mostra que o amor diferente e as pessoas diferentes encontram seu jeito de vencer, juntos, Zelda, Giles, Elisa e a Criatura conseguiram fazer o amor acontecer mesmo contra tudo que queria impedir.


    É minha imaginação ou o Doutor é a cara de um dos jurados de 12 homens e uma sentença (12 angry men) seria uma homenagem do Del Toro escolher logo aqueles óculos ou viagem minha porque aquele óculos estava na moda, eis a questão. Porque o filme é daquela mesma época, fiquei até esperando a hora que o Doutor ia tirar o óculos da mesma forma e coçar o nariz na marca do óculos como no filme, mais alguém reparou nisso?

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  • Renata

    O filme é muito divertido, mas não assistam achando que vai ser uma obra-prima, nem tudo precisa ser uma obra-prima pra ser bom, é o caso desse filme. Eu vi umas críticas colocando o filme em um pedestal e acho que isso estraga e experiência de qualquer filme, até dos que são obra prima, felizmente eu soube baixar a expectativas antes de assistir.
    Baby Driver é uma obra de arte pelas músicas e pela montagem, que tornam o filme interessante e é uma ótima forma de entretenimento dos bem feitos. Tem cenas de ação lindas, personagens interessantes e empáticos, você consegue se importar com eles.

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    Porém, tem seus defeitos, o que eu tenho para reclamar do filme é que as personagens femininas estão ali basicamente pra ser a namoradas, e elas são simpáticas, você gosta delas, mas elas não tem profundidade, nem a Deborah ganha muita profundidade. Elas são resumidas as namoradas bonitas e legais, só que a Deborah é mais recatada e a Darling é mais malandra. A outra reclamação é a cena do Doc resolvendo ser o salvador do casal, não comprei a motivação, ele ameaçou as pessoas próximas do Baby, o obrigou a fazer um trabalho, e ai de repente ele decide em uma conversa de elevador se sacrificar, por sua vida em risco, para os dois poderem fugir? Não engoli muito, mas ok.

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