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Viajante do tempo, cinéfilo e nostálgico. Fã de filmes de terror, pizza de pepperoni e Ferris Bueller.

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Últimas opiniões enviadas

  • @resenha100nota

    A vida não é feita apenas de boas escolhas. Ao tomarmos uma decisão, precisamos aceitar as consequências do caminho escolhido e lidar com as mudanças.
    Em "Aurora" (1927), clássico do cinema mudo dirigido pelo alemão F. W. Murnau, um homem casado é convencido por sua amante a assinar a esposa e fugir para a cidade grande, mas no último instante se arrepende e tenta reconquistar o amor da mulher.

    "Aurora" é o primeiro filme hollywoodiano do cineasta que ganhou fama pelos trabalhos calcados no expressionismo alemão. Vencedor de três Oscar, o filme está sempre presente entre os dez melhores filmes da história, segundo as listas mais respeitadas do cinema. Grandes nomes como Martin Scorsese, John Ford e François Truffaut já elegeram o longa de Murnau no topo de suas preferências e um verdadeiro "poema visual".

    Apesar de se tratar de um romance, Murnau imprime sua marca e traz elementos do expressionismo que caracterizam sua filmografia pregressa. Sombras, ambientes distorcidos e movimentos de câmera inovadores, engrandecem o filme e consolidam "Aurora" como uma obra extremamente influente.

    A história, relativamente simples, é uma espécie de renascer de um casal, após a fraqueza de um homem.
    Após a tentativa de homicídio, o marido sofre o martírio da culpa.
    A cena da igreja é emblemática e as imagens falam por si. Fazer sofrer a quem nos ama é infligir a si mesmo o fracasso das responsabilidades do coração.

    Remediar a tragédia anunciada, nem sempre é possível. Às vezes abrir uma janela é suficiente para que a sedução das palavras e fantasias nos faça esquecer daquilo é real e quando menos percebemos já estamos presos numa armadilha que nós mesmos armamos. Quando a fantasia se desfaz - e ela sempre se desfaz - resta o campo seco, onde antes o verde se perdia com o horizonte.
    Mas, felizmente o sol nasce diariamente esperando o nosso despertar. Quanto mais cedo enxergamos a terra improdutiva, logo voltamos a caminhar em direção a novos campos e colinas. Lugares em que poderemos aplicar o aprendizado das más escolhas para colher os frutos da maturidade.
    No passado ficam arrependimentos e desculpas nunca ditas, mas que servem de adubo para um futuro fértil.

    8.5

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  • @resenha100nota

    Divertido, emocionante e afinado com os novos tempos, "Homem-Aranha no Aranhaverso"(2018) é uma grata surpresa cheia de ousadia e respeito com o amigo da vizinhança.
    A animação produzida pela Sony em parceria com a Marvel Entertainment​​​​​​​ traz uma história inovadora, cheia de liberdades artísticas, costuradas com criatividade por um roteiro esperto, que traz o jovem Miles Morales assumindo o uniforme do Homem-Aranha ao descobrir a existência de outros heróis iguais a ele em universos alternativos, que entram em colapso após o plano do vilão Wilson Fisk, o Rei do Crime.

    Em "Homem-Aranha no Aranhaverso", temos a chamada jornada do herói galgada pelo protagonista Miles. Nesse sentido os roteiristas souberam trabalhar bem a construção do heroísmo, as dúvidas e a redenção do personagem, que no decorrer do filme aprende lições valorosas. Como ensinava o saudoso Stan Lee, criador do personagem e merecedor de justas homenagens durante longa, qualquer um pode vestir a máscara e ser um herói. Basta acreditar, sentir e nunca desistir diante dos grandes obstáculos que a vida impõe.
    Mas se nos momentos de fraqueza duvidarmos das nossas forças, devemos lembrar que não estamos sós. Existem pessoas com quem podemos contar. Pessoas que passam pela mesmas dificuldades e compartilham dos mesmos sentimentos. Essa é a grande força do filme, que pode te emocionar, te fazer sorrir e pensar.

    O humor, que permeia o longa, consegue encaixar todas as piadas e trabalha a favor da trama, que também tem o grande mérito de ser inclusiva sem soar como panfletagem social. Em "Aranhaverso" há espaço para todas etnias, raças e gêneros de uma forma tão natural e fluida que é impossível não exaltar o respeito com a diversidade e sua importância na cultura pop.

    Esbajando qualidade, "Aranhaverso" é um acerto gigante como entretenimento além do entretenimento, e abre um leque de possibilidades para a franquia.

    Que possamos conviver com todos os universos que existem...

    9.0

    *Instagram: resenha100nota

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  • @resenha100nota

    No pacato bairro de Suburbicon dois bandidos invadem a casa de uma tradicional família americana e dão início a uma rede de conspirações e mortes. Enquanto isso, a população local se revolta com a chegada de uma família afro descendente, temendo a perturbação da ordem, e por isso, passam a hostilizar os novos vizinhos.

    Atrás das câmeras, George Clooney senta na cadeira de diretor e utiliza a típica estética dos shows das TVs americanas, que mostravam sempre os núcleos familiares perfeitos e felizes da época, mas adicionando ironia e acidez em tom de crítica social. Essa é a tônica de "Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso"(2017).

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    A trama, cunhada em um suspense com requintes de humor nonsense, vai desnudando o ambiente perigoso que vive o pequeno Nicky e a falsa calmaria de seu núcleo familiar, desaguando em um terceiro ato propositadamente surtado.

    Matt Damon interpreta o pai moralista que insiste em vestir o manto do "homem de bem" para uma sociedade de plástico, pronta para consumir o cultural sonho americano.
    Numa das cenas mais sarcásticas do longa, o pai ensanguentado e envolvido em uma série de crimes recomenda que o filho não ande com o amigo "de cor", insinuando a má companhia do garoto.
    Essa foi mais uma ótima tirada do roteiro, que a todo instante nos lembra como aquela situação é o retrato do preconceito que traça estereótipos do bom e do mau.
    Apesar da boa interpretação de Damon e da participação quase discreta de Julianne Moore, que encarna dois papéis, o destaque fica por conta do jovem Noah Jupe, já visto no lacrimoso drama "Extraordinário" (2017).
    Noah vem acumulando bons trabalhos e mostra que tem talento para seguir uma carreira de sucesso na indústria cinematográfica.

    Clooney, por sua vez, continua mostrando firmeza na direção e personalidade para assumir projetos que tenham algo a dizer. "Suburbicon" reabre feridas históricas, escondidas em um suspense satírico para nos lembrar que a maldade não tem cor, nem endereço, por isso desfaça as imagens e construa amizades.

    8.0

    *Disponível na Amazon Prime Vídeo

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