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Viajante do tempo, cinéfilo e nostálgico. Fã de filmes de terror, pizza de pepperoni e Ferris Bueller.

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Últimas opiniões enviadas

  • @resenha100nota

    "Tábula Rasa" (2018) é uma série belga de suspense, com ares de novela das 21 horas. Apesar da abertura, de gosto bem duvidoso, a produção chama a atenção pela sinopse interessante.

    Annemie, é uma mulher que sofre de amnésia de eventos recentes, após um grave acidente de carro que pôs fim a sua carreira de dançarina. Quando um morador da região desaparece, Annemie pode ser a única pessoa a saber o que aconteceu, mas para isso terá que recorrer às suas lembranças inconstantes.

    A série flerta com o terror sobrenatural, mas no final se revela uma grande novela com uma trama que se arrasta, dando doses homeopáticas de pistas para o espectador, suficientes apenas para mantê-lo interessado em ver o próximo episódio.
    O início promissor contrasta com o desfecho rocambolesco.
    A direção é confusa ao assumir um tom soturno e contido, e em seguida mudar o estilo radicalmente para algo exagerado, que parece deslocado do resto da trama.
    Fica a impressão que tentaram colocar várias marcas visuais sem qualquer identidade com a história contada. São diversos os simbolismos de "Tábula Rasa".
    O papel de parede que denota o labirinto que é a mente da protagonista instantaneamente me remeteu a "O Iluminado" (1981), de Stanley Kubrick. Ainda consegui pescar uma explícita referência a "Poltergeist" de Tobbe Hopper (1981) e "Donnie Darko" (1998).
    O uso das cores é outro artifício do diretor para manipular as emoções do espectador. Seja o vermelho que envolve a pequena Romy emulando o sentimento de perigo, ou os tons escuros das vestes de Benoit que dão um ar de mistério e solidão ao personagem.
    Tudo fumaça para pouco fogo.

    Sempre alternando entre o instigante e o cafona, Tabula Rasa se revela um produto genérico com uma embalagem que seduz a princípio, mas logo soa como propaganda enganosa.

    5.0

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  • @resenha100nota

    Jason Reitman, diretor da simpática comédia "Juno", retoma a parceria com a roteirista Diablo Cody para contar a história de uma mãe de três filhos exausta com as responsabilidades e sobrecarregada pela pouca participação do marido.
    Após a insistência do irmão, Marlo (Charlize Theron) concorda em contratar uma babá noturna para ajudar com o bebê recém nascido.
    Tully (Mackenzie Davis), a babá, vai além de suas atribuições e passa a melhorar a vida pessoal de Marlo, que passa a se sentir mais leve e disposta.
    O filme de Reitman conta com ótima interpretação de Theron e um roteiro afiado, pronto para nos fazer refletir sobre expectativas e companheirismo.
    Nos momentos de pressão, quando as obrigações parecem exigir mais do que podemos suportar, buscamos refúgio nos lugares que trazem segurança. Buscamos a força e a energia para salvar o mundo. O mundo particular que construimos.
    Às vezes só precisamos de alguém pra dividir, compartilhar. O difícil fica mais fácil. O pesado, mais leve. E a vida...Bem, essa só multiplica...

    8.5

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  • @resenha100nota

    Na Romênia comunista, vários anônimos furam o bloqueio do governo, que censurava a comunicação e informação de todo o povo, através dos filmes e da magia que podiam proporcionar em tempos de mão de ferro.
    No documentário, que mescla depoimentos e reconstituições, nos deparamos com histórias interessantes e absurdas, como a dubladora Irina Nastir que dava voz a todos os personagens nos filmes ou o órgão censor que cortava uma cena em que havia uma mesa farta, visto que seria um contraste com a realidade dos romenos. Tudo para manter a ordem social.
    Numa época em que um vídeo cassete custava o preço de um carro novo, a fitas VHS eram contrabandeadas como cigarros e drogas, para abastecer aqueles que só queriam embarcar nas aventuras de Chuck Norris ou se divertir com Dirty Dancing.
    É lamentável ver como um pensamento político tentou restringir o acesso a cultura a milhões de pessoas. Talvez os homens no poder soubessem que um filme não é apenas um filme. Nunca foi. O cinema inspira e pode mostrar que o mundo pode ser um lugar melhor.

    10.0

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