Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.

filmow.com/usuario/ricardoescreve/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > ricardoescreve
40 years
Usuário desde Agosto de 2015
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Ricardo

    Esse filme é uma espécie de fábula sobre quem vive à margem nos EUA. É sobre aqueles que não usufruem da opulência do american way of life. E isso fica bem visível nessa história passada na Flórida, num motel barato, a poucos metros da Disney, um dos maiores símbolos de consumo do sonho americano. A força desse filme está em mostrar uma realidade cruel sob o ponto de vista, principalmente, de crianças. Elas são livres, soltas, rebeldes, de certa maneira independentes. Já deixaram a inocência para trás, mas ainda se encantam com as pequenas maravilhas do mundo, como compartilhar um sorvete de casquinha, apreciar um show de fogos de artifício e correr na chuva. O naturalismo da proposta é quebrado pela atmosfera de faz-de-conta, como se o filme fosse uma incansável brincadeira, cheia de cores, cheiros, texturas e possibilidades. Mesmo que não haja elementos fantásticos. Mesmo quando a violência física e psicológica invadem o cotidiano dessas pessoas. Os personagens são marcantes, sustentados por interpretações incríveis. Willem Dafoe faz o papel do discreto e bondoso gerente do motel, alguém que você sempre espera aflorar o lado sombrio, mas que continua mantendo-se firme. Dafoe teve uma merecida indicação ao Oscar este ano. Outro destaque é a estreante Bria Vinaite, que faz a jovem mãe da garotinha Moonee. Uma pessoa difícil, sem juízo, mas que luta como uma leoa para sustentar a filha. E temos a própria Moonee, o charme do filme. A atriz mirim Brooklynn Prince arrasa fazendo uma menina incontrolável e tagarela, com suas tiradas desconcertantes. Esta não é uma fábula da Disney, amenizada para não chocar. É uma fábula sem moral no fim.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Ricardo

    Este filme vai te deixar, ao mesmo tempo, fascinado e puto da vida. No seu filme anterior, The Lobster (2015), o diretor criou uma comédia do absurdo cruel, mas com uma possibilidade de reconforto. O Sacrifício é mais vago e aberto, porém não deixa dúvidas sobre a intenção de tirar o chão do espectador. Aos poucos, a superfície de normalidade e tédio vai dando lugar a um incômodo crescente, chegando ao seu final de puro desespero. E a atmosfera de terror psicológico funciona tão bem devido a evolução de Lanthimos como diretor. Sua maneira de filmar e de editar som e imagem estão mais arrojadas e precisas. Não que haja tomadas extravagantes ou cena grandiosas. Alguns críticos apontaram semelhanças com o estilo de Kubrick, algo de O Iluminado. As tomadas abertas, os travellings, a simetria. Mas ouso dizer que O Sacrifício é mais perturbador do que O Iluminado, por ser um filme mais simples e por utilizar o inexplicável de maneira menos convencional. A estranhíssima trilha sonora passa muito bem o clima de perplexidade e impotência dos personagens. Aliás, outra força de O Sacrifício são as atuações. Ultimamente, Nicole Kidman tem voltado a fazer papéis mais desafiadores, lembrando os tempos de Dogville. Assim como Colin Farrell, que sabiamente está se descolando de seu passado de galã e mostrando mais coragem como ator. Agora quem rouba o filme é o jovem Barry Keoghan. O seu personagem, aparentemente, mostra-se um garoto carente e meio bobo. Mas, na verdade, ele é misterioso e complexo. Se você quiser apenas se divertir, fuja desse filme. Agora se você quiser ser desafiado a pensar, esse filme é uma ótima pedida.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Ricardo

    Só agora fui ver Anomalisa (2015), o filme em stop-motion de Charlie Kauffman, co-dirigido pelo animador Duke Johnson. Outros diretores já mostraram o potencial da animação como um meio narrativo complexo e inovador. Kauffman dá a contribuição dele, num filme com bonecos melancólico, tenso e, acima de tudo, bastante humano. Acompanhamos o protagonista, um palestrante motivacional, que se hospeda em um hotel para uma apresentação. Inicialmente, parece que ele tem a vida sob controle, um homem de sucesso. Mas, aos poucos, somos apresentados ao seu desespero interior. Não é exatamente simpatia o que sentimos por ele. O cara é falho. Tem gente que o chamaria de escroto. Mas seu desespero é bastante real. Kauffman mistura o registro da vida comum com delírios kdickianos para falar sobre conexão e desconexão com o mundo, o que nos deprime e nos encanta. É um filme ora tocante, como um sincero drama romântico. Ora assustador, com um claustrofóbico clima de pesadelo. Sem dúvida, a co-direção de Duke Johnson serviu para dar fluidez à narrativa. A produção da animação é de encher os olhos. O fascinante no filme é ver uma história tão profunda numa atmosfera tão artificial, tão fake. Esse contraste torna Anomalisa algo único.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/