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Últimas opiniões enviadas

  • Ricardo

    Pegue um roteiro afiado, atuações marcantes e uma produção matadora e você tem Killing Eve. A série é a paródia dos filmes de espionagem mais sombria dos últimos anos. Sandra Oh é Eve Polastri, uma agente do Serviço Secreto Britânico, que caça Villanelle, uma assassina implacável de figurões da política e dos negócios na Europa. O que faz de Killing Eve algo especial é o protagonismo das mulheres. Essa é uma série feminista nada convencional. O que significa que aqui as mulheres estão livres para ser o que quiser. E então elas aproveitam para seguir suas intuições, errar feio, expressar sua sexualidade, não ligar para a opinião dos outros, desobedecer ordens, ser chatas, não sorrir, manipular. Todo o elenco feminino está em primeiro plano. Há personagens masculinos bem desenvolvidos, mas eles não são o foco. Eve e Villanelle não lutam contra os homens. Elas os amam, os ignoram ou os mata. A mente por trás da série é a atriz, roteirista, dramaturga e produtora britânica Phoebe Waller-Brigde. A mistura de humor pastelão, ironia perversa, gore e suspense dramático traz um frescor desconcertante. Sandra Oh é a estrela da série, mas quem rouba a cena é a Villanelle de Jodie Comer. Ela é tudo que um homem mais teme numa mulher: bonita, charmosa, segura de si e cheia de um humor ácido. Mas ela é também confusa e carente. A grande sacada da série é fazer um spy thriller cheio de estilo, com fotografia de cinema, montagem dinâmica, desing de produção misturando elementos dos anos 60 à atualidade e locações reais. A trilha sonora é viciante, composta por canções do pop francês do passado (Anna Karina, Brigitte Bardot, Françoise Hardy) e do pop contemporâneo, principalmente, o som da banda americana Unloved. A trilha sonora é mais um personagem na série, com cada canção entrando no momento certo para intensificar ou ironizar o que é mostrado. Killing Eve é divertido, sanguinolento e nos faz pensar sobre o estado das coisas.

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  • Ricardo

    Homecoming é uma série estrelada por Julia Roberts. Na verdade, é a estreia dela na "TV" como protagonista. Vocês podem pensar que, pelo título e pela fama de queridinha da América da atriz, a série seja uma comédia água com açúcar. Mas vocês vão ficar de queixo caído já no primeiro episódio. Homecoming é um thriller tenso pra burro, com todos os episódios dirigidos por Sam Esmail, o criador de Mr. Robot. Aqui Julia Roberts é uma terapeuta, coordenadora de um centro de recuperação para veteranos de guerra. Sua função é ajudar esses jovens traumatizados a lidar com as sequelas psicológicas dos horrores vivenciados no campo de batalha. Mas, aos poucos, alguns clientes, como os soldados são chamados, começam a desconfiar dos reais propósitos da empresa que financia o projeto. Homecoming se passa em duas linhas temporais, nos dias de hoje e em um futuro próximo. A série funciona muito bem porque as partes que a compõem formam um todo coeso e intrigante. São dez episódios com cerca de 30 minutos cada. A tensão está presente do primeiro ao último minuto de cada episódio. Os roteiros dos criadores da série Micah Bloomberg e Eli Horowitz têm diálogos ora penetrantes, ora casualmente irônicos, além de montar um quebra-cabeça que, ao final, faz sentido e de, certa maneira, explode nossas cabeças. A direção estilizada de Sam Esmail eleva a qualidade do texto. Esmail pegou, sem nenhum pudor, a estética dos filmes de conspiração dos anos 70, misturou com outro tanto de Hitchcock, um pouquinho de cyberpunk, bateu e saiu com escolhas visuais e sonoras que são ao mesmo tempo homenagem, paródia e evolução de filmes como Todos os Homens do Presidente, Maratona da Morte e Três Dias do Condor. Julia Roberts está muito bem, despida de qualquer glamour, num personagem bastante humano, ou seja, ambíguo. O final da série é surpreendente porque quebra expectativas ao entregar o que o espectador não pediu, mas que é interessante mesmo assim. O perigo é real, só que não do jeito que você pensa. A cena pós-crédito do season finale deixa um belo gancho para a 2ª temporada, que já ganhou o sinal verde.

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  • Ricardo

    Houve muitos comentários sobre essa série, mas eles ficaram restritos ao fandom brasileiro e ao americano. Final Space é uma "dramédia" espacial ágil, divertida, mas com momentos tensos. O grande barato aqui é o carisma dos personagens, que se parecem com outros já conhecidos. Assistindo à criação do ator, youtuber e cartunista Olan Rogers, as referências pipocam na tela: Star Wars, Star Trek, 2001, Buck Rogers, Rick and Morty, Futurama, Douglas Adams etc. Mas Rogers consegue fazer algo próprio, tanto no design dos personagens quanto com a narrativa. Às vezes, o humor é bem bobo, nível Homer Simpson. Mas, em algumas cenas dramáticas, a série alcança uma maturidade impressionante. O worldbuilding não é muito desenvolvido, porém a qualidade da animação torna Final Space uma aventura espacial dinâmica e cheia de cores.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

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