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Últimas opiniões enviadas

  • Jonathan Silva

    VOLTA, QUERIDA!

    Dilma Rousseff foi a pessoa mais honesta que já ocupou o gabinete presidencial de Brasília. Quem pensa isso não é só este humilde escriba, mas qualquer um que a conhece minimamente - incluindo seus adversários políticos, como o Paulo Roberto Costa, demitido por ela da Petrobras, ou Eduardo Cunha, o mafioso do (P)MDB responsável diretamente pela abertura do 'golpeachment' de 2016.

    Se tiraram Dilma do poder, foi justamente por ela não se adaptar à sanha dessa camarilha de achacadores. A presidenta legítima do país até 31 de dezembro deste ano foi derrubada ilegalmente não por ser corrupta, mas justamente para dar lugar a verdadeiros e grandes corruptos. Com Supremo, com tudo.

    Já tendo adiantado qual é minha leitura política sobre o golpe (pouco importando, para entendê-lo como golpe, se ele veste farda ou toga) de 2016, vamos ao documentário de Maria Augusta Ramos. É uma cineasta que eu já conhecia de nome por dirigir outros documentários sobre o embates judiciários, embora ainda não tenha assistido nenhum - embora, depois de O Processo (o título é clara alusão ao livro de Kafka, citado diretamente em certo ponto do filme) tenha ficado grande curiosidade em conhecer o trabalho prévio da diretora.

    Foi uma sessão especial, para mim, em vários sentidos, alguns dos quais transcendem o filme em si. Fui pela segunda vez a Curitiba há cerca de uma semana para participar do ato permanente que chamam por lá de Vigília Lula Livre, nas imediações da Polícia Federal, onde hoje se encontra aquele que - junto com Julian Assange - é sem dúvidas o maior preso político do mundo na atualidade. Para o homem (juntamente com seu partido, claro) que eu vi tirar da fome e fazer ingressar no ensino superior tantos conterrâneos meus, essas duas presenças no ato/vigília eram o mínimo que eu poderia fazer - embora ainda pretenda fazer obviamente mais e, se dependesse só da minha vontade, não haveria um só ato pela sua libertação sem a minha presença, até que ele fosse efetivamente solto. Lula vale, e muito, nossa luta.

    Pois bem, calhou que nessa segunda visita ao ato, os manifestantes que estavam ali naquele dia decidiram que iam lotar a sala do único shopping de Curitiba onde passava a sessão de "O Processo", pra lá das 21 horas. Me adiantei um pouco pra não perder o ingresso e fui logo para o local combinado, assim que fiquei sabendo desses planos. Durante a sessão toda, a plateia participou ativamente e interagiu com as imagens exibidas nas telas, seja em tom de aprovação ou reprovação. Normalmente me incomodaria, mas aqui foi no sentido oposto, já que era totalmente adequado ao clima político tanto do que era mostrado fora das telas quanto da realidade brasileira pra além da sala de cinema. Foi uma experiência coletiva impagável, praticamente uma versão 'vermelha' de alguma das cenas nostálgicas de "Cinema Paradiso" (1989), aquele ode não só ao cinema, mas ao próprio hábito de ver filmes numa sala escura e lotada.

    Sobre o filme em si, é quase integralmente focado num recorte que cobre a passagem do 'golpeachment' no Senado Federal. Acredito que os oposicionistas (pra não dizer simplesmente golpistas) não quiseram se deixar filmar em seus gabinetes pela diretora, de modo que os protagonistas práticos dessa história acabam surgindo na pele dos senadores Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann. Outros, incluindo os não-petistas como Vanessa Grazziotin e Roberto Requião, também aparecem - mas em menor escala. O filme é mesmo de Gleisi e Lindbergh, claramente o núcleo duro da resistência antigolpista no Senado (eu já sabia disso antes, mas aqui fica ainda mais patente) e os mais combativos da bancada que lutava pela preservação do mandato legítimo.

    Quem for ver o filme esperando algo mais voltado para a própria Dilma vai quebrar a cara, já que ela aparece relativamente pouco, embora sempre de modo impactante. Nesse sentido, é interessante constatar como ela sempre tenta falar para a imprensa estrangeira, porque a doméstica é claramente golpista e vai procurar irremediavelmente dar eco às vozes pró-golpe. Lula, se tiver um minuto de presença na sessão é muito. "O Processo" é sobre o embate no Senado e é ele que interessa a Ramos. Já vão assistir cientes disso.

    A ala a favor do golpe é captada pela diretora nos espaços públicos, de modo que ela vai montando a narrativa do outro lado a partir daí. Nota-se que ela viu no senador Cássio Cunha Lima a voz mais articulada do golpe, enquanto outros como Aloysio "300 Mil" Nunes e o agrofacínora Ronaldo Caiado, aparecem mais para dar rosto ao lado virulento e midiatizado do golpe. O menino mimado de 50 anos, Aébrio Never, tem participação relativamente discreta.

    Quem rouba a cena, todavia, é a figura patética e histérica de Janaína Paschoal. Dá pra imaginar Ramos gargalhando na sala de montagem com o festival de espetáculo burlesco que a 'mentora' do golpe (literalmente paga pelo PSDB para isso) ofereceu em doses generosas para suas lentes - mesmo dando todo aquele siricotico circense em espaços públicos (imagine então o nível que essa surtada deve chegar falando em espaço fechado com a turma dela!). A tomada de Paschoal tomando toddynho na 'pausa dramática' do golpe, por si só, já vale o ingresso - e a plateia do cinema onde eu estava caiu logo no riso quando apareceu. Como se não bastasse, ainda tem toda aquela bazófia envolvendo religião e carolice dela. Janaína é um retrato emblemático do como esse golpe, aceitem ou não seus apoiadores, vai ficar registrado pela História.

    Resta ainda um adendo mais polêmico, todavia absolutamente necessário, que cabe fazer aqui. É pertinente notar como se comporta de maneira esguia e duvidosa a figura de José Eduardo Cardozo, na época advogado geral da união (numa função que seria muito melhor exercida por Wadih Damous - o qual faria a defesa jurídica E POLÍTICA da presidenta). Cardozo, a meu ver, é o maior responsável interno pelo golpe. E é pertinente notar como mesmo num filme a priori favorável a sua atuação à frente da AGU, acaba escapando para as câmeras um comportamento indolente e apático, descabido num processo cujo embate era eminentemente político.

    A imagem que fica é a dele literalmente chorando por conta da fala de Paschoal a respeito dos netos de Dilma, ao invés de reagir com a indignação altiva que caberia ali. Há um abismo separando Cardozo - esse engravatado insosso - da resistência e perspicácia que notamos em Lindbergh ou Gleisi até nos momentos em que, aparentemente, eles sequer lembram que são filmados. Ouvi um senhor mais esperto na plateia, logo ao meu lado, vociferando compreensivelmente sobre o papel de Cardozo de 'amaciar' o golpe. E não é pra menos. Se as acusações de crime de responsabilidade e corrupção não foram erros de Dilma, porque ela simplesmente não os cometeu, por outro lado não dá pra negar que ter cedido tanto espaço a Cardozo foi um erro sim. E grave.

    Esse é daqueles filmes cujo assunto me interessa tanto que dava pra ficar falando por mil parágrafos sobre ele, então vou parando por aqui e terminar recomendando que você assista NO CINEMA (nada de pirataria!) e veja na tela grande o que fizeram com o país em 2016. Se você puder juntar uma turma pra clamar pela liberdade de Lula no lado de fora da sala de cinema, como eu tive o prazer de ver acontecer comigo, melhor ainda. Lula vale a luta e as alternativas reais postas hoje são ou sua candidatura, ou a continuidade do golpe que Ramos captou tão bem em "O Processo".

    E que deus tenha misericórdia dessa nação...

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  • Jonathan Silva

    PIADA REPETIDA

    Tá ficando meio chato notar como qualquer adaptação de quadrinhos cai nas graças da crítica e do público como sendo a nova reinvenção da roda. Quase todo lançamento desse filão comercial que Roliúde explora desde o começo do século vem recebendo esse endeusamento tão logo sejam lançados - e a verdade é que poucos deles realmente são bons.

    Eu já tive a impressão de exagero elogioso quando o primeiro "Deadpool" foi vendido como se fosse uma espécie de "Shrek da Marvel", o filme que ia revolucionar a p*[email protected] toda através de metalinguagem e auto-referência humorística ao próprio gênero. Só que se no caso de "Shrek" tínhamos mesmo um longa inovador que transgredia e até subvertia os clichês solidificados pelos filmes da Disney, na franquia "Deadpool" - vamos encarar a realidade - o que temos é principalmente a Marvel tentando encher a bola dela mesma e 'agregar valor' a seus outros produtos.

    Isso não significa, todavia, que o filme é um desperdício completo. Longe disso. Tem muita piada que funciona (embora a maioria não e frequentemente só repetem a fórmula do primeiro) e uma ou outra cena de ação bem feita. Gosto da presença do Fanático, por exemplo, embora aqui ele seja usado só como alívio cômico e contraponto em CGI ao Colossus. E tem aquela verve mais adulta no sentido de violência gráfica que o selo de 'politicamente incorreto' parece autorizar a Marvel a permitir na franquia "Deadpool".

    O elenco está ok, sem deixar maiores impressões. Matam uma personagem importante no começo, de modo totalmente deslocado e estranho, gerando cenas dramáticas que a gente nem sabe se leva a sério ou fica esperando vir mais alguma piadinha adolescente em cima. E tem algumas boas tiradas envolvendo a carreira do próprio Ryan Reynolds na divertida cena pós-crédito.

    Agora, cá pra nós, é só isso. Esse negócio de entoar loas a qualquer filme da Marvel, pintando como se fosse a última bolacha do pacote, já deu, né galera? Se nem o último "Vingadores" é essa perfeição toda que pintaram, esse aqui menos ainda, sendo apenas razoável, embora ainda divirta apesar de não acrescentar nada de novo nem ao cinema do gênero, nem dentro da própria franquia.

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  • Jonathan Silva

    FERIDA ABERTA

    Passou meio batido esse longa-metragem do diretor em começo de carreira, Taylor Sheridan, que traz os atores conhecidos por dar vida a Feiticeira Escarlate e Gavião Arqueiro numa trama policial no interior dos EUA. Todavia, merecia mais atenção, embora não seja um filme nem de longe genial.

    Traz de novo uma velha ferida ainda aberta nos EUA, a respeito de como o povo indígena é tratado por lá desde que os colonos ingleses chegaram até hoje. O longa podia então ter caído fácil numa estética meio 'western', mas não: Sheridan (que fora roteirista do ótimo "A Qualquer Custo") sai da zona de conforto traz um inferno gelado no meio do nada, reforçando a sensação de isolamento não só do local onde a ação se passa, mas da própria causa dos crimes que serão apresentados.

    É para esse cenário literalmente gélido que a agente Banner (Olsen, competente) é mandada com descaso, como que só pra cumprir tabela por um Estado que está pouco se lixando para a queixa de assassinato de uma indígena local. Ela será nossos olhos e ouvidos num ambiente no qual uma violência subterrânea vem emergindo em escala crescente, sendo os pais da garota morta e o caçador traumatizado Cory (Renner) os mais claramente afetados, ainda que inicialmente de modo apático.

    Sheridan, como sua carreira em "A Qualquer Custo" e agora com este "Terra Selvagem" vem sugerindo, parece um cineasta interessado nessas cicatrizes dos "EUA profundos", que constituem a identidade nacional mas são negados insistentemente (inclusive - talvez sobretudo - no próprio cinema lá produzido) em prol de fazer circular uma pretensa identidade 'cosmopolita e globalista' que acolhe a tudo e todos de forma igual. Oras, se nem os verdadeiros donos daquelas terras são tratados com essa 'generosidade' toda, imagina se os demais seriam!

    Claro que não é um filme perfeito e de vez em quando perde o rumo narrativo ou fica confuso demais antes de explicar alguns pormenores. Mas tem um elenco seguro (o ótimo Jon Bernthal - o Shame de "The Walking Dead" - aparece aqui) e um roteiro idem. Vale bastante a assistida.

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  • Ccine10
    Ccine10

    Olá Jonathan

    Sou o fundador do site Ccine10 e estou buscando alguém de São Paulo para entrar para equipe do site.
    Essa pessoa irá nas cabines de imprensa que em geral acontece na parte da manhã e também poderá entrevistar, diretores e atores sobre os lançamentos dos filmes.
    Esse trabalho a princípio não é remunerado, mas o site que já existe a 9 anos serviu de vitrine para diversos amantes do cinema que hoje estão trabalhando em grandes veículos.
    Caso tenha interesse me avise para explicar em detalhes.

    Abraços.

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Azizam
    Azizam

    Olá, tudo bem?
    Nossa! Adoro os seus comentários. Você é um dos poucos que nota o lobby nojento e sionista em Hollywood. Bem, fora a sua lista. Chega nem perto da minha. E lendo alguns comentários seus sobre indicados ao Oscar, mais uma vez me convenço que a única categoria que de fato merece ser conferida, é a de melhor filme em língua estrangeira.