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Últimas opiniões enviadas

  • Jonathan Silva

    IMAGEM, SOM E GÊNERO

    Surpreendeu um punhado de gente a qualidade deste filme, que fez (merecido) sucesso de bilheteria. É um cinema "de raiz", de gênero bem definido (terror e suspense estilo Shyamalan), com alto estatuto de imagem e som. Daqueles pra você se esbaldar lembrando o quanto produtos televisivos, ou mesmo séries da Netflix, nunca vão alcançar o padrão narrativo audiovisual da sétima arte conforme produzido por filmes assim.

    John Krasinski, que dirige e também atua, se revela curiosamente melhor por trás das telas, função na qual tem menos experiência. Como ator ele é ok, porém insiste demais na 'cara de coitado assustado e prudente' durante praticamente todo o filme, enquanto as atrizes - uma deficiente auditiva dentro e fora das telas chamada Millicent Simmonds e sua esposa também na vida real, Emily Blunt, arrebentam a boca do balão com ótimas performances. Simmonds comove na relação conflituosa com o pai. Mas o maior nome do elenco é mesmo Blunt, que conduz as cenas de maior suspense - com destaque para a do parto - com máxima apreensão.

    O roteiro prevê boas costuras e reviravoltas, como a morte de um personagem da família logo no começo. Corretamente não se complica correndo riscos desnecessários explicando a origem dos monstros guiados pela audição, que aparecem visualmente quase sempre de modo discreto e prendem a atenção mais por quanto estão fora do que dentro do enquadramento - maturidade inesperada por parte de um diretor pouco experiente.

    Há, todavia, algumas lacunas no roteiro que o impedem de ser tão bom quanto a direção (Por que carajos foram escolher viver num lugar tão aberto e exposto? E aquele prego que só afeta um personagem? E o bebê que sempre chora só nas horas 'seguras'?) e encerra o filme, a meu ver, de modo caça-níquéis e já de olho na possível sequência.

    A música, composta por Marco Beltrami (compositor de nível bom, cujo trabalho eu conhecia de "Exterminador do Futuro 3"), é satisfatória e dá conta do recado, apesar de se escorar às vezes em clichês manjadíssimos tipo simulação de batida cardíaca. Mas pra quem já conhece de outros carnavais o mundo das partituras compostas para cinema, não dá pra deixar de imaginar como gente da velha guarda e especialista nesse tipo de filme, caso do falecido Jerry Goldsmith (de "Alien" e "A Profecia'), ia nadar de braçada aqui, compondo alguma partitura antológica pra um filme de gênero como "Um Lugar Silencioso".

    Por sua vez, a engenharia de som é muito boa, não só tecnicamente, mas sobretudo narrativamente. Ruídos a priori banais aumentam ou diminuem conforme seu significado na história. E é daqueles filmes com longas cenas de silêncio que pedem do expectador máxima atenção visual, o que leva a um trabalho necessariamente cuidadoso e planejado do uso da imagem (chupa, televisão!).

    Fora isso, é reforçar o merecido boca a boca e recomendar que você, que ainda não viu, vá ver antes que saia de cartaz. Cinema de gênero do bom!

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  • Jonathan Silva

    DIVERSÃO EXAUSTIVA

    Fui assistir com uma expectativa boa esse novo "Vingadores" por causa dos diretores, que acertaram nos dois longas anteriores que filmaram para a Marvel. O salto qualitativo do primeiro para o segundo longa do Capitão América, por obra e graça dos irmãos Russo, é inegável. E aqui mais uma vez eles comprovam o talento para a ação e o entretenimento - muito embora, como aconteceu também nos dois outros filmes deles, novamente tenha causado um alvoroço muito acima do que merecia.

    A verdade, por mais que os fanáticos alardeiem uma obra-prima irretocável que o filme passa longe de ser, é que "Guerra Infinita" não é uma obra-prima do gênero e tem defeitos substanciais. Novamente a Marvel aposta num clima de muitas piadas e (auto)referências disparadas por segundo, as quais nem sempre funcionam - aliás, a única vez em que funcionaram plenamente foi no "Vingadores" de 2012. Além do mais, o clima de leveza cômica excessiva, num roteiro que podia se dar ao direito de ser mais sério e trágico por conta do (ótimo) clímax, acabou transformando personagens inteiros em meros alívios cômicos, caso de Bruce Banner (o Hulk mal aparece - e fez falta), Drax e Peter Parker. Boa parte das piadas ficam sobrando e simplesmente não funcionam.

    O visual dos mil planetas à mostra no universo Marvel também é sempre muito parecido, sem inovações e ousadias - talvez por cagaço de deixar tudo naquela modorrenta 'névoa azulada/acinzentada' que é marca dos filmes de Zack Snyder para a DC. A maquiagem e o figurino se permitem individualidades mais marcantes - pena que a cenografia (basicamente toda em CGI) não acompanhe e seja tão previsível e repetitiva.

    Mas o maior defeito do filme sem dúvida é o excesso de personagens - problema que também acomete várias HQs famosas da própria Marvel, como "Os Supremos 2". Por conta desse 'over' todo congestionando os segundo ato, alguns personagens são relegados a condição de quase figurantes, inclusive alguns do time original dos Vingadores, como Capitão América e Viúva Negra. Tudo pra acomodar esse desfile interminável de mascarados que precisam aparecer na tela (agora com acréscimo dos "Guardiões da Galáxia" e seu humor adolescente) para fazer o requerido 'fanservice'. Nem duas horas e meia dão conta de acomodar um espaço bom pra tanto personagem (e o final aponta que a sequência pode ter menos problemas nesse aspecto).

    Dito isso, vamos aos méritos - que são muitos e, felizmente, ultrapassam com folga os problemas. A direção dos irmãos Russo continua show de bola nas cenas de ação, vide a batalha de Wakanda, trazendo novamente aquele uniforme 'anabolizado' do Homem de Ferro visto numa das poucas boas cenas de "Era de Ultron", o filme anterior dos Vingadores. O melhor de tudo é mesmo o vilão Thanos, vivido com entusiasmo por Josh Brolin, dando feições convincentes a um personagem digital. A Marvel, depois do Abutre e sobretudo Killimonger, começa a acertar em cheio nos antagonistas (um antigo calcanhar de aquiles do estúdio no cinema - mas não nos quadrinhos).

    Thanos tem motivações que vão além das unidimensionais e é capaz de amar e chorar. As cenas com a 'filha' Gamorra tem densidade dramática inesperada e talvez inédita para um filme da Marvel. Todas as melhores cenas são dele - e foi um acerto em cheio ter concentrado o roteiro na sua jornada em busca das joias do infinito (ajudando a filtrar um pouco o 'over' de heróis que vão congestionando o roteiro), o que culminará num final devastador e corajoso, embora evidentemente desconfiemos desde já que vão inventar qualquer prerrogativa mais furada que queijo suíço pra reverter esse acontecimento na sequência. Não deixa de ser curioso constatar uma evolução na comparação com o que era o Loki no primeiro filme da franquia: se no longa de 2012 Loki basicamente era saco de pancada de TODOS os heróis, aqui a situação se inverte e os mocinhos é que aparecem basicamente pra tomar - um a um - uma sova federal do antagonista, a cada reviravolta que passa mais invencível. Dizer mais que isso seria entregar os temidos spoilers que, claro, não vou redigir aqui.

    No fim das contas, entre mortos e feridos (ou 'desintegrados', se preferir), o melhor filme da Marvel continua sendo o primeiro "Vingadores". "Guerra Infinita" e "Soldado Invernal" brigam pela medalha de prata.

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  • Jonathan Silva

    AÇÃO BEM FILMADA

    "A Espada da Maldição" é um dos filmes de samurai mais bem cotados do IMDb. Depois de ver o filme, me pareceu que esse auê todo é um pouco exagerado e a parte dramática do filme (a história em si prevista no roteiro) é meio boba e datada, não indo tão a fundo na competição entre espadachins quanto poderia. Mas o que chama a atenção e prende o espectador, garantindo que ainda hoje seja um filme bom (mesmo estando longe de ser genial) são as cenas de ação, lindamente conduzidas pelo diretor Kihachi Okamoto - do qual, até então, nunca tinha ouvido falar.

    Felizmente, as embasbacantes cenas do espadachim introvertido Ryunosuke não são o único mérito do filme. Somos aqui brindados novamente com a presença daquele que talvez seja o melhor ator japonês de todos os tempos, o sempre ótimo Tatsuya Nakadai (vocês PRECISAM conhecer a performance desse cara na trilogia "Guerra e Humanidade", dirigida por seu parceiro habitual Masaki Kobayashi). O venerável Toshiro Mifune também participa, mas num papel relativamente pequeno.

    A última cena de ação começa de um jeito meio tosco, com aquela ladainha dos 'espíritos' e botando Nakadai basicamente pra rasgar cortinas por vários minutos. Todavia, melhora bastante depois, quando vira ação entre espadachins de fato, dando aquela sensação de personagens cansando enquanto lutam até a morte. Ah, e a direção de fotografia é muito bonita!

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  • Ccine10
    Ccine10

    Olá Jonathan

    Sou o fundador do site Ccine10 e estou buscando alguém de São Paulo para entrar para equipe do site.
    Essa pessoa irá nas cabines de imprensa que em geral acontece na parte da manhã e também poderá entrevistar, diretores e atores sobre os lançamentos dos filmes.
    Esse trabalho a princípio não é remunerado, mas o site que já existe a 9 anos serviu de vitrine para diversos amantes do cinema que hoje estão trabalhando em grandes veículos.
    Caso tenha interesse me avise para explicar em detalhes.

    Abraços.

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Azizam
    Azizam

    Olá, tudo bem?
    Nossa! Adoro os seus comentários. Você é um dos poucos que nota o lobby nojento e sionista em Hollywood. Bem, fora a sua lista. Chega nem perto da minha. E lendo alguns comentários seus sobre indicados ao Oscar, mais uma vez me convenço que a única categoria que de fato merece ser conferida, é a de melhor filme em língua estrangeira.