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Últimas opiniões enviadas

  • Jonathan Silva

    FRENCH REASONS WHY

    Há poucas horas, este humilde escriba completou exatos 30 movimentos de translação da Terra desde que nasceu. Quis aproveitar a ironia divertida de ver justamente agora um filme com esse título, "Trinta Anos Esta Noite", muito embora o título original (Le feu follet) seja bem diferente, mais adequado para a situação emocional do protagonista, vivido numa performance aceitável por Maurice Ronet.

    Não sou nem de longe admirador de Louis Malle, cujos filmes variam entre ruins e razoáveis ("Perdas e Danos" e "Sopro do Coração") , sendo alguns francamente chatos e superestimados, como "Adeus, Meninos" e "Atlantic City". O melhor de todos é sua estreia premiada em Cannes, o documentário "O Mundo do Silêncio", com o merglhador Jacques Cousteau. Esse "Trinta Anos" é da fase que ele andava metido com uma escola cinematográfica que, salvo exceções, me causa bocejos: a nouvelle vague francesa, responsável por parir gente como Godard e Truffaut (e relegou obras de gente mais talentosa, como Clouzot e Carné, ao segundo plano).

    "Trinta Anos Esta Noite" não foge à regra dessa escola: é mais um daqueles filmes looooongamente psicológicos e 'filosofais', todo centrado em dramas de relacionamentos e afetivo dos personagens. No caso, um certo Alain Leroy, que teve um malfadado amor nos Estados Unidos e agora volta para a França para tratar clinicamente do problema do vício alcoólico. Reencontra velhos amigos e conhecidos que, percebendo ou não, mais o atrapalharão do que ajudarão. Na prática, é um filme sobre depressão e escalada rumo ao interesse no suicídio, quase um "13 Reasons Why" na estética da nouvelle vague.

    Pessoalmente, não vou mentir, tenho um distanciamento de identificação grande com depressivos e/ou suicidas de modo geral. Principalmente quando as motivações me parecem francamente fúteis, do tipo cume da pirâmide de Maslow, com personagens tratando assuntos a meu ver banais e muito pequenos como "fim do mundo" e se doerem demais com "palavras ferinas" de outrem, a ponto de cogitarem mais e mais o suicídio por isso. Não dá pra me identificar com esse tipo de drama, a meu ver, patético e superficial. E a tragédia de Alain Leroy não foi exceção.

    Aliás, voltando ao motivo que me levou a ver esse filme, o que ele acaba me passando é justamente uma satisfação de constatar como minha situação psicológica está muito mais sadia e alegre do que a de seu protagonista. Meus trinta anos nesta noite, felizmente, não foram com amargura e vazio como os de Leroy, mas vivendo como sempre a paixão da cinefilia - ainda que não tenha sido com um filme particularmente memorável...

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  • Jonathan Silva

    BOZO ENCONTRA STRANGER THINGS

    Cheguei a assistir a versão de 1990 da adaptação do tijolaço de mais de mil páginas de Stephen King, quando passou - se bem me recordo - no Cine Trash da Band, há coisa de uns 20 anos atrás. Não lembro quase nada daquele filme, de modo que fica difícil para mim compará-los. De qualquer maneira, resolvi arriscar a conferida no filme, meio sem saber o que esperar. Só achei estranho um livro tão longo render só duas horas e pouco de filme - o que só ficou explicado pra mim no final, quando é revelado que se tratava de "capítulo 1" (mais um caça-níqueis planejado pra ter sequência já de cara, PQP!).

    Apesar de gostar bastante do cinema dos anos oitenta, não é sempre que gosto de filmes protagonizados por crianças dessa década, caso de "Conta Comigo" e "Goonies", pra ficar nos exemplos mais óbvios. Tendo a achar razoáveis e limitados, embora não me desagradem. E parece que Hollywood vem entrando numa espiral nostálgica (ou será só falta de criatividade mesmo?) relacionada a isso, afinal, desde "Super 8" até a série "Stranger Things", parece que tá rolando uma vibe de retorno àquela estética e temática oitentista da 'aventura sinistra com grupos de crianças'. Esse "It - A Coisa" é mais um que vem se somar à esse filão - e, como todos os filmes e séries referidos aqui, tem resultados medianos. Não causa maior impressão, mas também não é um desperdício total de tempo.

    O pior sem dúvidas é o fato de que o filme late, late, late, mas nunca realmente morde (exceto na cena inicial, antes dos títulos, muito boa) e vai construindo a impressão de que, afinal, o tal Pennywise não é tão ameaçador assim e não vai causar maiores danos ao clube de 'losers' que são vítimas de bullying na escola e fora dela. Há um apelo muito recorrente e manjado a recursos de 'susto fácil', com mudanças repentinas de efeitos sonoros altíssimos ou simulações de batidas cardíacas em cenas de tensão. Saudade de quando se construía esse tipo de suspense/terror com mais sugestão e calma, estilo "Alien" ou "Tubarão"...

    O elenco infantil é satisfatório, embora nenhum deles tenha particularmente me impressionado. Atrapalha um pouco no intuito do terror a tentativa de colocar cenas leves e cômicas demais, causando uma mistura mal ajambrada entre os gêneros. Ou você faz rir, ou você causa medo, de modo que se investir demais na seara da comédia com a criançada 'aprontando altas confusões', não só no primeiro ato mais reincidentemente, fatalmente vai comprometer a parte da ameaça e da apreensão, obrigando o diretor Andy Muschietti a sempre recorrer ao já citado recurso do 'susto fácil' pra tentar compensar isso.

    Mas apesar de todas essas desvantagens, muito sérias, o filme tem seus bons momentos. Justamente como comédia (voluntária), especialmente relacionada ao garoto hipocondríaco, funciona. A performance de Bill Skarsgård - em que pese não ter me causado nenhum medo - é carismática e cativa, de modo que ficamos torcendo pra ele aparecer mais vezes na pele do bizarro palhaço antagonista. A maquiagem dele é ótima e, ao menos nesse sentido, sei que dá de goleada na maquiagem de Tim Curry na versão de 1990. Também gosto bastante da subtrama entre a menina ruiva e o pai, embora não tenham coragem de ir muito a fundo nela. A música incidental, quando não quer cavar sustinho mecânico e forçado, é competente.

    Entre mortos, feridos e manetas, "It - A Coisa" é razoável. Se merece o sucesso comercial que vem fazendo? A meu ver, sinceramente, não. Palhaço por palhaço, sou mais o nosso "Bingo - O Rei das Manhãs", do que essa versão meia-boca de Bozo com Stranger Things.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Azizam Parvane
    Azizam Parvane

    Olá, tudo bem?
    Nossa! Adoro os seus comentários. Você é um dos poucos que nota o lobby nojento e sionista em Hollywood. Bem, fora a sua lista. Chega nem perto da minha. E lendo alguns comentários seus sobre indicados ao Oscar, mais uma vez me convenço que a única categoria que de fato merece ser conferida, é a de melhor filme em língua estrangeira.

  • Mariane
    Mariane

    Obrigada Jonathan.