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  • Talita

    Genial.
    Me fez lembrar muito - e pensar ainda mais sobre - o livro Amor Líquido, do Bauman.
    Especificamente o capítulo "Sobre a dificuldade de amar o próximo". Se liga:
    "Com efeito, é suficiente perguntar 'por que devo fazer isso? Que benefício me trará?' para sentir o absurdo da exigência de amar o próximo — qualquer próximo — simplesmente por ser um próximo. Se eu amo alguém, ela ou ele deve ter merecido de alguma forma... 'Eles o merecem se são tão parecidos comigo de tantas maneiras importantes que neles posso amar a mim mesmo; e se são tão mais perfeitos do que eu que posso amar neles o ideal de mim mesmo... Mas, se ele é um estranho para mim e se não pode me atrair por qualquer valor próprio ou significação que possa ter adquirido para a minha vida emocional, será difícil amá-lo.'" (pág. 97).
    Afinal, o relacionamento de David se destacou entre os dos outros? Se sim, de que modo? Aquele era um amor genuíno ou se revelou mais um relacionamento com o intuito de evidenciar ao espectador a tendência narcisista do ser humano de buscar a si mesmo nos outros?
    Essa busca por nós mesmos nos outros não mostra a nossa preguiça emocional de lidar com as diferenças? Não é muito mais fácil se relacionar superficialmente/"estar conectado" do que engajado em um relacionamento com laços estreitos que, por sua vez, exige muito mais dos parceiros?
    Essas reflexões também me lembraram as do filme Her (o narcisismo nas relações me trouxe à mente aquilo que Catherine diz sobre o Theodore: "você não consegue lidar com emoções reais").
    Alguns defendem a escolha de permanecer sozinho. Mas será que essa solidão não debilita ainda mais a nossa capacidade de estabelecer relações profundas/lidar com as diferenças do outro/empatia? Será que não alimenta ainda mais o narcisismo e o egocentrismo?
    O ser humano é um ser social. Todo mundo tem a necessidade de se sentir amado (no capítulo que mencionei Bauman também fala sobre o amor-próprio, recomendo a leitura) mas ninguém quer (aprender a) amar.
    The Lobster dá muito o que pensar.

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