filmow.com/usuario/terceiro_olho/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > terceiro_olho
(BRA)
Usuário desde Janeiro de 2012
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Third Eye ¢§

    Como estava muito por fora do Critics Choice Awards 2021, o melhor que podia fazer era acompanhar os indicados na categoria de Melhor Telefilme. Inicialmente fui totalmente envolvido pelos trechos musicais e a forma teatral bem feita, todavia, lá pela metade do filme já estava fadigado de toda a dinâmica e só fui voltar a terminar depois de dias, muitos dias.

    A qualidade musical é mesmo incomparável e mereceu todas as premiações de recebeu, como o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical. Minhas canções favoritas foram “My Shot”, “The Story of Tonight”, “What Comes Next?” (Essa do rei sádico e cômico é demais, kkk), “One Last Time”, e aquela canção de luto de Hamilton, me fez chorar.

    Outro detalhe da peça é a técnica da coreografia, afinação perfeita das vozes e harmonia musical. Tudo na mais perfeita sincronia. Impossível não se admirar com tamanho bom gosto e desempenho, um opíparo timing.

    Ao meu ver, um dos grandes pontos falhos da obra é a longa duração, é pra quem gosta de musical mesmo, entretanto, para quem não está acostumado com o gênero, com o passar do tempo vai fadigar. As músicas são ótimas, não obstante, tem algumas que não fariam a menor falta. Procrastinei muito para terminar o filme, porém, quando terminei, a fita entrou bem para a meu arsenal de gosto musical.

    Hamilton é um musical totalmente diferenciado, merece um lugar ao sol.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Third Eye ¢§

    Ok, motherfuckers! Vamos para mais uma temporada de Dexter. Uau! Quanta coisa, quanta loucura. Quanta baboseira também e quanta “burrice” do protagonista em alguns momentos. Não obstante, posso dizer que até mesmo nessas “burrices” ele é um gênio da autoanálise, tem plena consciência de tudo que está fazendo, inclusive dos riscos. Acredito que foi uma temporada mais para mostrar o lado sentimental que foi desenvolvido em Dexter e consequências disso, principalmente para dá ainda mais impacto ao “plot twist” na aceitação da Deb (falarei disso abaixo). No mais, uma boa temporada, sim, me causou raiva e decepção em algumas situações, todavia, creio que a série conseguiu se virar bem e contornar o que antes não seria visto com bons olhos.

    SPOILERS, MOTHERFUCKERS!!
    O Plot Twist usando a Deb como recurso principal foi mesmo marcante, em temporadas passadas jamais imaginaríamos que ela um dia compartilharia do Dark Passenger do irmão. Hoje em dia ela não só fala disso, como encobre tudo, avisa ao Dex o que estão investigando e chegou até a pedir um “favorzinho” para ele. Essa é a grande virada. Até esse momento o Dexter estava caidinho pela cretina da Hannah, o que é um absurdo e subestima a inteligência do espectador com aquele papo repetido de que ela o aceitava inteiramente. Oras, a Lila e a Lúmen também o aceitou e não ficou tão perceptível essa “paixonite” toda. Não consigo deixar de ter a impressão que tudo isso surgiu somente no meio da produção, os roteiristas devem ter pensado que ficaria interessante se o Dexter se apaixonasse para gerar um conflito na Deb, no sentido de que, se antes a irmã desaprovava o que ele fazia, agora tinha ela implorando para ele fazer o que faz. Para ele fazer justiça! E o mais legal é que ficamos do lado da Deb, porque a maioria de nós também queria a Hannah morta. Pensando por essa perspectiva, passei a não implicar muito com essa paixonite, pois foi só recurso de roteiro.

    Algo também a se ressaltar foi a possibilidade do Dark Passenger não existir. Na verdade, sendo apenas uma forma piedosa do Dex conseguir viver bem com o que faz, o que geralmente não tem muito sentido se for considerar psicopatas, pois eles não sentem remorso. Porém, Dexter sente. Como assim? É como se o ser humano normal estivesse bem escondido dentro dele e nesses momentos é patente esse lado. Talvez o Dexter não seja um genuíno psicopata, somente uma pessoa extremamente traumatizada. Nunca vi o Dark Passenger como uma “entidade”, do mesmo modo que o código Harry personificado pela imagem do pai não seja algum espírito externo auxiliador, entretanto, sua própria consciência. O Dark Passenger seria somente a compulsão do vício, por esse prisma, é lógico que ele existe. Eu tenho o meu Dark Passenger assim como a maioria de vocês se formos pensar em termos de vício em alguma coisa, que se não controlado devidamente, nos trará muitos problemas.

    Comecei a tomar ranço pela Laguerta desde o momento em que ela se sujeitou a dormir com o marido de sua substituta somente para desestabilizar sua rival (isso ainda lá na primeira ou segunda temporada), aliás, antes disso, quando percebi sua falta de polidez quando as coisas vão contra a sua vontade. Isso me deixou indignado com a personagem. À medida que a história avançava ela ficava cada vez pior no mau caratismo, a ponto de que não era só eu o único hater, contudo, grande parte dos espectadores. Como assim o roteiro teve a grande ideia dela ser a responsável pela captura do Bay Harbor Butcher? Inadmissível. Ela não mereceria tal honra. Acho que foi até melhor a trama nos fazer ter ódio por ela e não se sentir penalizado nem um pouco com a sua morte, podem me julgar, mas não senti nenhuma pena dela. Aliás, sentimos mais pena da “assassina” que propriamente da vítima. Coitada da Deb por entrar naquele dilema, agora sim ela está totalmente quebrada por dentro.

    A caçada de LaGuerta me lembrou demais daquela adrenalina de pulsar o coração para fora da boca, assim como foi aquela deliciosa segunda temporada. A minha preferida até agora. Saudades desse arco da série. Juro que acreditei que o episódio final “Surprise, Motherfucker” fosse um grande sinal de que o Dexter seria mesmo preso, não passou de uma genial trollagem, a inteligência do Dexter de se livrar é mesmo impressionante, sentia aquela agonizante sensação de que tudo era armação da LaGuerta e ele seria encurralado bem no final do episódio. O “Surprise, Motherfucker” toi totalmente para a Deb.

    Esse trauma da Deb em ter que fazer o que fez é a prova de que ela não poderá mais ter envolvimento com o Dexter. Seria até mais cabível que o Dexter fosse para outro lugar ou mesmo a Deb. Mais lógico da parte dela, evitar trabalhar no mesmo lugar que a LaGuerta trabalhou. Deveras, uma barra muito pesada a Deb irá enfrentar. É uma das personagens mais “fodidas” da série, inclusive, até mais que o Dex em alguns quesitos. Dex matou, matou e matou, não obstante, a pessoa que menos se encaixava no código, aliás, que não tinha traço nenhum de compatibilidade com o código, foi morta pelas mãos de Deb. A série soube construir direitinho todo esse desenrolar até a derradeira tragédia, tiro o meu chapéu pra essa engenhosidade.

    E Hannah, hein? Seria uma ponta solta ou um Cliffhanger? Fugiu e deixou uma suspeita planta na porta de Dexter. Tenho uma fortíssima impressão que ela vai vim com tudo para cima dele, em busca de vingança. Também pode descobrir que foi ele que matou seu pai. Seria um final a lá “Romeu & Julieta” entre Dex e Hannah? Espero que não.

    Mais uma vez, atuações maravilhosas do Michael C. Hall e Jennifer Carpenter. Fã do Michael eu já sou, da Jennifer eu estou me tornando, vou precisar assistir os outros trabalhos dela. C. Hall até mesmo andando rouba a cena, reparem na classe dele desfilando algemado ao lado da LaGuerta no último episódio. Aquela cena da Jennifer em que a Deb confessava está apaixonada pelo irmão foi mesmo comovente, uma surreal mesclagem de aflição, vergonha alheia, decepção, “broken inside”, incesto, síndrome de estocolmo ao gostar muito do irmão mesmo sabendo do seu Dark Passenger e muita complexidade, somente uma grande atriz poderia causar tais sensações.

    O plot do Quinn foi mais para encher linguiça e não teve relevância nenhuma para a trama, somente em mostrar o quanto ele é capaz de fazer merda, todavia, também exibe que ele pode ter um bom coração ao se preocupar com uma prostituta e até mesmo querer ter um relacionamento com ela. No geral, é mais uma relação de amor e ódio com a personagem. Angel esquecido no churrasco, com certa crise existencial e de profissão.

    Não poderia deixar de comentar sobre o Isaak Sirko, que considerei um dos antagonistas para carismáticos até agora. Frio, calculista, casca grossa, letal, ordinário e psicopata. O fato dele ser gay só deu ainda mais charme ao personagem. Em outras circunstâncias ele poderia facilmente ter uma boa amizade com o Dexter. Os diálogos entre eles foram ótimos, que o amor está acima de qualquer razão, mesmo que o seu amor tenha cometido erros graves que justificasse tal fim fatídico, ainda assim era inevitável sentir ódio pelo seu assassino, era isso que Sirko queria que Dexter entendesse. Temos outro Plot Twister com o próprio Sirko pedindo auxílio ao Morgan. Aquela cena dos dois conversando no bar gay, onde o Isaak confessa pela primeira vez a sua orientação sexual, foi demais. Tipo, ambos muito perto fisicamente um do outro, os dois querendo matar um ao outro, porém, a classe era maior e nada podiam fazer. Pessoas de classe são outro nível.

    Até agora não entendo porque dizem que Dexter acaba na 4ª temporada. Tanto desenvolvimento aconteceu desde então, uns errinhos aqui e acolá, entretanto, tá tudo bem. Dexter é uma personagem tão interessante e complexa, que somente ele já bastaria para manter o meu interesse, ressaltando a atuação do Michael C. Hall que conta bastante.

    Continuo firme e forte com Dexter. Vamos para a última temporada e espero mesmo que não seja tão ruim quanto dizem.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Third Eye ¢§

    Bem, para não dizer que não assistir nada dos indicados ao Critics Choice Awards 2021, vou tentar pelo menos ficar por dentro na categoria de Melhor Telefilme. Estreando minha maratona com esse bom filme, nada tão gritante ou que mereça maiores aplausos, não obstante, a qualidade técnica, as atuações, fotografia, são mesmo impecáveis. Diria que a obra fez bem em nos fisgar logo nos primeiros minutos, apresentando um superintendente da Roslyn High School (Hugh Jackman) vaidoso, elegante, dizendo poucas palavras contraditórias em seu privado. Mesmo quem não conhecia o caso (como eu), já poderia de cara deduzir que se tratava de um sociopata, esse foi o gancho da película para mim.

    O nosso cinema atual abrange uma narrativa que propositalmente mostra um “plano de fundo” vazio, com mínimos estímulos para os sentidos, um toque de classe, sem exageros, sem a mínima intenção de impactar, buscando a delicadeza, a arte fina. Por alguma razão, lembrei de filmes como “Encontros e Desencontros” (2009 / Sofia Coppola), “Garota Exemplar” (2014 / David Fincher),“Ela” (2013 / Spike Jonze) e “O Grande Hotel Budapeste” (2014 / Wes Anderson), filmes que têm mais ou menos essa maneira de narrar, modesta de explicação e estímulo dos sentidos, mesmo que tenha muito, só sem a compulsão de fazer mais do mesmo. Gosto disso, embora em alguns momentos eu sinta falta de algo mais chamativo que agrade a dopamina fácil de um mero cinéfilo, rs.

    PARE DE LER, SPOILERS
    “Bad Education” é ágil, não perde tempo, faz o que tem que fazer e pronto, tendo gostado ou não. Não sei se é porque me desacostumei a assistir longas-metragens, contudo, achei tudo muito rápido aqui. Logicamente em primeira instância vemos o Frank Tassone super querido por todos, um exemplo de moral a ser seguido, inclusive pelos próprios colegas de trabalho, para poucos minutos depois toda sua máscara cair, sucumbindo numa prisão. Começa estimulando uma jovem a ir além da mediocridade e acaba pagando um alto preço por isso. Fiquei admirado que casos de corrupção nos Estados Unidos são tratados como crimes hediondos, eles levam muito a sério esses crimes, aqui no Brasil chega a ser até “normal”, “tá tudo bem”. Ambas as partes tem a impunidade, porém, no Brasil é insuperável. Senti falta de uma “luta” maior por parte do protagonista, ele simplesmente foi descoberto e pego. Tive a impressão que o roteiro quis polemiza-lo ainda mais por se envolver com dois homens, mostrando os casos como forma de surpresa e com elementos narrativos chocantes, no tocante à vida dupla, secreta, dizendo ser viúvo há mais de 30 anos. Sim, é baseado em fatos reais, no entanto, o elemento surpresa é deliberadamente inserido.

    Adorei a atuação do Hugh Jackman, veemente e moderado, pura simpatia. Quase entrando na categoria de grandes atores como Michael C. Hall, Sean Penn, que se entregam totalmente à Sétima Arte, interpretando papéis de homossexuais. Isso ainda me deixa muito admirado. Todo o elenco está muito bem, a coadjuvante Allison Janney dispensa comentários, embora não faça nada além do que é preciso. Destaque maior fica para Hugh Jackman com uma boa performance, tranquila, sem grandes motivos para maiores alardes.

    Em alguns momentos tive que interromper para “printar” cenas da película, que mais pareciam quadros de uma belíssima pintura. Excelentes enquadramentos que fizeram um opíparo par com a trilha sonora e narrativa, intercalando ópera com uma faixa sonora minimalista pulsante, fina, intrigante nos lances de suspense, indicando que a bomba iria estourar... E estourou.

    “O crime não compensa.” - Assim poetizou algum poeta, rs. Hugh Jackman transmite muito bem a sensação de ficar no fundo no poço, de perder tudo o que conquistou e que nada que fez de sórdido valeu a pena. Nem sempre o melhor é o caminho mais fácil. Quantas vezes já desejamos voltar desesperadamente ao passado para consertar algum grave erro que cometemos? Esse final é tudo isso e talvez a melhor mensagem moral da fita. Obrigado aos que leram e até mais.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.