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Últimas opiniões enviadas

  • Thomaz

    Um filme com uma proposta muito boa porém com alguns pontos negativos, o que atrapalha bastante em seu resultado final. Da minha parte, alimentei uma grande expectativa em cima do filme após a leitura da sinopse, realmente me interessei muito. Me decepcionei um pouco mas conclui que o filme ao menos cumpre o que propõe, mesmo contendo algumas lacunas.

    O roteiro basicamente é sobre Mario e seu interior, da primeira parte do filme até a metade se foca bastante em sua rotina, na ocidentalização já tão cravada em sua pessoa e na distância para com a sua "verdadeira" origem. Depois disso é um festival de acasos que acabam o destinando de forma um tanto aleatória. Perturbado, ele se deixa levar nesse rumo de forma irresponsável e perdida. Se embrenha pelas misteriosas ruas do bairro da Liberdade (que aqui vemos um dos principais pontos do filme, tendo o bairro quase como um personagem e um "papel" além do real bairro).

    Tecnicamente o filme é muito bonito, com enquadramentos precisos e um belo trabalho de fotografia. A direção é muito boa porém alguns elementos escolhidos acabam sendo maçantes para um publico em geral. Os diálogos curtos juntamente com a bela edição criam uma linguagem muito própria do filme, o que é um dos grandes pontos positivos da obra. Seria um grande filme, não fosse a fragilidade do roteiro e no vazio que o final proporciona. Não é um filme com uma história genial que vá prender o público mas em termos de estética cinematográfica está de parabéns.

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  • Thomaz

    Caramba, que baque! Não poderia começar a falar sobre esta obra sem citar o sentimento de familiaridade que já comecei a sentir logo nos seus primeiros minutos, cresci em uma cidade no interior de MG, à algumas centenas de quilômetros de Cataguases, onde o filme se passa. Quando comecei a reconhecer as falas e os costumes, já sabia que o diretor foi crescido no interior, assim como o escritor do livro, Luiz Ruffato (que é da própria Cataguases), só alguém daqui poderia expressar tão bem as pessoas daqui, desde uma simples fala como um "Vai lá na rua que o sinal é melhor" ou até uma chacota ligada à um machismo extremamente entranhado. A caraterização é impecável, sem nenhuma exceção.

    O filme é um aprendizado de audiovisual, desde a fotografia impecável de Walter Carvalho até a mixagem e edição de som. Tecnicamente o filme não deixa nada à desejar, não é um filme para qualquer um, é preciso assisti-lo com ambição mas não somente ao roteiro, ele funciona melhor como um todo. O roteiro tem como personagens protagonistas dois antigos amigos que se reencontram ao acaso, tendo como ponto de tensão uma tragédia no passado. Os dois passam a véspera de natal por altos e baixos (ou melhor: baixos e baixos?), relembrando os tempos de amizade e se reconhecendo quanto à vida adulta. É perceptível a oscilação que a nostalgia causa, entre felicidade e conflito. Como principais coadjuvantes temos a mãe de Gildo, Dona Marta, e a mulher de Luzimar, Toninha. A atuação das mulheres é excepcional no filme, Dira Paes e Cássia Kiss dão simplesmente uma aula de atuação. A tragédia durante o filme também trás uma enorme carga pesada e as situações e personagens são coisas tão reais/próximas que chega a ser triste e doloroso.

    Por fim, acho interessantíssimo essa ligação dos principais personagens: conectados no passado, separados após uma tragédia e acabam distantes seguindo diferentes rumos na vida. Um vivendo em SP e o outro ainda na mesma cidade em que os dois cresceram. A questão de quem fez a melhor escolha e a dor imposta com isto.

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