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Últimas opiniões enviadas

  • Tiago Ferreira

    Um filme sensível e humano. Se o nosso imaginário é despertado quando se fala em Flórida (USA), nesse filme você é desperdado para vivenciar a realidade de famílias que vivem em motéis baratos na beira da rodovia e lutam todos os dias para pagar a diária de 35$. Até nós brasileiros temos nossa participação especial porque amamos a Disney, todo mundo sabe e é claro que o diretor não ia deixar essa demonstração de amor passar em branco sem uma cena especial. Se você for um dia lá e já tiver assistido esse filme vai lembrar da Moonee. A atriz mirim, Brooklynn Prince, que interpreta a Moonee é um "monstro" na atuação! Faz as cenas com uma naturalidade de veterana que emociona ao final. Direção de arte e fotografia me chamaram a atenção, sensível com o filme é. O olhar do diretor cria cenas simples que dizem muita coisa, cito uma: Moonee gosta de subir em uma árvore grande já caída e diz que essa é a preferida dela porque ela cresceu muito e depois caiu. Isso é uma metáfora da vida: quando somos pequenos (criança) vivemos fora da realidade, mas quando crescemos somos obrigados a encarar o mundo real, e esse mundo real vai fazer de tudo para te derrubar. Se você já "cresceu" esteja preparado para viver ou olhar para a realidade, no caso aqui, da Florida. Indo mais a fundo o diretor quer que você risque a frase: "Na Disney todos voltam a ser crianças". Sean Baker quer revelar que lá também existe um mundo real, e existe pobreza lá também. Se você não gostar do final é porque você não entendeu a mensagem. Uma dica: Moonnee ainda é uma criança, então ninguém tem o direto de arrancar ela do mundo de imaginação que ela está. Se na Florida existem dois mundos então ela prefere o da imaginação e é pra lá que ela vai. Ótimo, recomendo! Oscar para o Willem Dafoe! rs

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  • Tiago Ferreira

    Faz um bom tempo que não publico críticas aqui na comunidade, mas senti muita vontade de escrever algo sobre esse filme. E que filme, minha gente! Daquele tipo que qndo acaba, você resgata todas as cenas chaves e reflete sobre tudo que acabou de ver. Do tipo que ao deitar na cama para dormir ainda está pensando. Um filme indie que de forma simples apresenta um roteiro com grandes lições pra vida. Capitão Fantástico é o tipo de filme que provavelmente você vai retirar algumas de suas frases e postar na sua timeline mais cedo ou mais tarde, pois o roteiro é uma poesia a cada fala. A beleza de como tudo é conduzido, me falta uma frase pra descrever o quanto gostei desse filme, pois em uma só palavra, como "fantástico", não abrange todo o seu conceito.
    Pra falar de uma sociedade consumista o roteirista cita Karl Marx? Sim, e mais alguns títulos de outros seguidores para evidenciar essa guerra de classes entre capitalistas, socialistas... e mais alguns que não ouvimos por aí frequentemente: Materialista Dialética? Trotskysta?... ops! Não sou um Stalinista! Corrigindo, um Trotskyiano? Ou um Maoísta? Defina-se!
    Posso dizer que toda a estética do filme me agradou incluindo roteiro, premissa, direção, trilha, direção de arte, fotografia – e que imagens belas! – e atuações, destacando a impecável dramatização de Viggo Mortensen (dá logo o Oscar para o Aragorn!), no papel de um pai protetor, determinado, focado e com pensamentos firmes em relação à maneira como enxerga o mundo e os problemas que nós mesmos criamos para nos autodestruir por dentro – e quando digo por dentro, não me refiro somente a essa matéria descartável – e consequentemente atingindo o próximo. E essa é umas das lições que o filme tenta passar com maestria. Sua luta é proteger a sua família deste mundo caótico moldado pelo egoísmo e o consumismo. Porque como já sabemos, Coca-Cola é uma água envenenada! Certo?
    Para esse pai o jogo da vida é às claras. Se vai falar de sexo, não vamos subestimar o pensamento de um criança de 5 anos. Diga exatamente como isso funciona sem rodeios. Se for falar de morte, vamos conversar sobre isso em um jantar rodeado de crianças e adolescentes. Afinal, a morte faz parte do ciclo da vida e todos temos que enfrentá-la. E logicamente não existe idade pra ficar cara-cara com a morte. Para ele, o fim desta vida deve ser celebrada como um rito de passagem. Não tem choro nem vela! Tem música e é Sweet Child O' Mine dos Guns N' Roses em uma versão alternativa. Não preciso nem falar que a trilha sonora é ótima.
    O filme toca no assunto religião? Sim, não havia como fugir! De forma crítica e inteligente, coloca o termo “religião” como um dos piores. O filme deixa bem claro estar ligada a crença do criacionismo, basta prestar atenção nas falas exclamativas do personagem do Viggo. A contemplação da natureza e os estágios da vida ligada ao espiritual são um dos pontos que reforça essa posição. De fato existe um criador. A crítica aqui é apenas as organizações religiosas manipuladoras projetadas para induzir a obediência cega “e incutir medo nos corações de inocentes e desinformados”.
    Há uma grande diferença em você ler um livro e depois reproduzir cada linha rigorosamente se alguém te perguntar algo sobre o assunto. Até isso o filme nos repreende: “Não pedi para você regurgitar emendas memorizadas”. Você é um ser pensante! “Só me diga algo sobre elas, com suas palavras”. Uma forte crítica as instituições de ensino. PQP! Eu amo esse filme!
    Equilíbrio foi a palavra mais correta para descrever o desfecho dessa história. Não há como saber tudo somente na teoria, precisamos da prática. Como diz um dos seus filhos: “Eu sou uma aberração!”. Como pode uma pessoa saber tudo que está nos livros e ao mesmo tempo não saber nada. Evidente que nada substitui o convívio social.
    A metáfora inicial do filme em sua cena de abertura apresenta todo o conceito do filme. A vida é feita de transições, ou seja, o que é bom para você hoje pode não ser amanhã; o que você é hoje, amanhã pode não ser mais; você pode estar aqui hoje, mas amanhã não mais. Para que se preocupar e dar imenso valor a algo hoje sendo que amanhã pode não ter mais sentido? O fato é que estamos constantemente passando por transições. O filme começa e termina com essas duas metáforas da vida: um novo ciclo e a morte. O que mais eu posso falar? Na verdade não consigo nem descrever a genialidade desse roteiro. O filme é tão grandioso em suas reflexões sobre a vida que vale a pena ver e rever!
    Achou interessante? Errado! Interessante não é uma palavra! Palavra ilegal que esconde sua opinião. Exponha seus pensamentos! Eu, particularmente, achei Fantástico!

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  • Tiago Ferreira

    Que filme excelente!!! Sempre fiquei de conferir, mas acabei demorando mais de um ano para assisti-lo! Pensando no filme depois que sobe os créditos vc percebe a simplicidade da história, não há grandes acontecimentos ou situações ameaçadoras - tirando o incêndio, q foi o mais simples de resolver e sem exageros dramáticos, ao contrario disto, teve uma “carguinha” cômica no estilo para aliviar (o cachorro). Começando pela simples metáfora e fácil de entender, o personagem abre a “primeira cena na cena de um filme” sendo obrigado a falar algo sigiloso e mesmo sendo torturado não diz nada. Isso é o resumo de seu personagem durante o filme todo, a fala, o som, se tornará sua tortura. Saindo de uma metáfora simples vem um simples roteiro que nem se preocupa em apresentar a vida dos personagens, suas raízes, ou seja: Quem são? O que faziam antes de começar o filme? E essas explicações não fazem falta nenhuma, os roteiros desta época não se preocupavam como os de hoje. A história é sobre um romance, o orgulho de um homem e como pano de fundo o cinema Preto e Branco mudo. Ponto! A impressão que ficou em mim é q tudo se passa em um dia/horas: Resultado da simplicidade. Realmente não precisa de diálogos para entender o que cada personagem quer comunicar, pois as atuações foram sensacionais. Nos momentos metalinguísticos, onde se faz cinema dentro do filme, os atores fazem as expressões q realmente se faziam na época: expressões exageradas para suprir a ausência do áudio. Na cena da dança em que George entra no personagem “mudo” e por várias vezes se esbarra em Peppy... é sensacional, se não a melhor!... rs. Fora a atuação do cachorro que é uma das melhores, tinha q levar prêmio também.
    A fotografia é muito boa mesmo: Une o q há de recurso hoje e com o q era feito no passado, o resultado é um cenário com uma iluminação perfeita ao preto e branco. Como achei a fotografia muito boa, fui pesquisar, e descobri q o filme foi todo rodado em cores e só depois convertido para o P/B isso explica a perfeita manipulação dos contrates.
    Na cena final, depois de passar todo o filme sem escutar um diálogo se quer – o que pode ser uma tortura p alguns – nem me dei conta que os atores tinham áudio nas falas, então percebo que realmente não precisava delas. E claro que esso desfecho também teve seu significado dentro da história: O personagem vence seu orgulho e aceita o mundo com som.
    Uma frase para resumir o filme: Belo e simplesmente bem conduzido. Recomendo! Mais de um ano depois, digo isso: Mereceu melhor filme. rs

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Arthur
    Arthur

    Add aceito

  • Lillian
    Lillian

    olá ;)

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