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Últimas opiniões enviadas

  • Vanz Pëter

    Provavelmente um dos filmes mais desagradáveis, perturbadores e necessários que assisti.A violência e a brutalidade em exibição aqui são tão cruas e implacáveis - Certa hora senti como se eu pudesse vomitar a qualquer momento. Eu esperava que isso fosse intenso, mas nada poderia me preparar para isso. A diretora Kathryn Bigelow certamente consegue evocar uma forte resposta emocional de seu público.

    A manutenção da tensão por um longo período é rara, e isso por si só é louvável. Claro, a trama não é um mero exercício de tensão. A política aqui é clara. Os cidadãos negros na cidade americana de Detroit sentem que têm uma arma apontada para eles em todos os momentos - a brutalidade policial é um problema tão desenfreado que se torna uma expectativa de qualquer encontro com um oficial. É dito alto e claro: a criminalidade policial deve ser tratada como qualquer outra criminalidade. O abuso e o assassinato são atos criminosos, e usar um distintivo não pode desculpar isso, os cidadãos negros de Detroit não mereceram o tratamento que foram submetidos.

    A câmera de Bigelow ocasionalmente se sente pouco simpática com seus assuntos. Começa como uma lição imersiva de segregação, antes de se transformar em uma longa peça de invasão, onde somos mantidos em cativeiro e observamos inertes sem poder fazer absolutamente nada. É a lição elementar de suspense de Hitchcock: dar ao público uma informação que um lado desse conflito não possui só que nunca será descoberto, levando a uma escalada de atos violentos. É um filme afiado, brutal, violento e inquietante do início ao fim. A resolução é um lembrete do pesadelo do racismo sistemático. Um dos melhores filmes de 2017.

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  • Vanz Pëter

    É um filme permeado por confrontos e forças de oposição: Tradição versus Modernidade, Heterossexualidade versus Homossexualidade. No centro da trama há uma história de amor complexa, muito mais ampla permeada por um conflito cultural.

    O que se segue é uma exploração intrincada e íntima da masculinidade. No qual, a própria idéia de masculinidade é questionada. O espectador provavelmente tentará julgar os personagens em alguns momentos, mas o filme reflete o julgamento típico ocidental e nos faz perceber que não é apenas algo que podemos condenar e julgar.

    Inquietante a estréia do cineasta John Trengove, se revela um exame fascinante e pungente de gênero, classe e sexualidade em um lugar onde a modernidade e a tradição podem ser irreconciliáveis.

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  • Janis Oliveira
    Janis Oliveira

    adoro que você já viu todos os filmes negros possíveis <3

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