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29 years, São Paulo (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Vanz Pëter

    O título de Mudbound não poderia ser mais claro: de uma forma ou de outra, todos acabaremos na lama eventualmente. É um drama intenso que consegue ser incrivelmente épico e dolorosamente íntimo. É sobre as coisas que mantêm as pessoas separadas e as juntam.

    Um extenso conto de segregação racial. O cenário do filme reflete um momento perturbador na história dos EUA, quando os homens brancos obrigaram seus estados a contornar a 14ª Emenda da Constituição Americana criando leis que consideravam pessoas de cor, ou negras "iguais, mas separadas", resultando em racismo sistematizado que durou até 1964 (no papel).

    Oferece mais do que um drama de direitos civis. A trama explora a raça, a classe e a misoginia, conscientes de seu impacto em uma escala individual, em um mundo à beira da mudança, mas em um ambiente isolado demais para sentir qualquer uma dessas mudanças. O uso da narração dá a este filme sua voz única - uma maneira de apresentar esses personagens que, em sua maior parte, mantêm silêncio em sua dor neste ambiente duro e supressivo. É literário, mas executado perfeitamente.

    Estabelece a diretora Dee Rees como uma voz a ser ouvida, pois é uma produção rara onde as técnicas literárias e cinematográficas não estão em desacordo umas com as outras, onde, de fato, se envolvem e se complementam de maneiras que são gratificantes para o espectador. Retrato de um país complexo e contraditório. Sua resolução é dolorosa, trágica, inevitável e ainda esperançosa. Celebra a resiliência e a empatia diante da violência. É um bálsamo muito necessário para esses tempos violentamente antagônicos e altamente tribais.

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  • Vanz Pëter

    Enquanto admiro muito os filmes que abordam temáticas controversas, Layla M. é nada menos que decepcionante. É um filme que aspira muito e realiza pouco, devido à sua investigação inadequada sobre a natureza da radicalização e a caricatura plena que realiza de seus personagens.

    Apresenta outra visão direta de como alguém poderia encontrar-se lutando por uma causa, mas, a trama se perde dentro dela sem nada para falar. É tratado mais como um passeio em uma montanha-russa virtual. Claro, você entende de onde os sentimentos provêm, mas dentro, sabe do perigo simplesmente por ser um perigo

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  • Vanz Pëter

    A trama é verdadeiramente uma viagem diabólica ou um pesadelo de néon através de uma série tumultuosos eventos, onde os lugares mais brilhantes são os mais sombrios, e as pessoas mais significativas são as mais perigosas. Robert Pattinson em uma elogiosa performance, no qual consegue injetar coração e alma em um personagem incomumente diferente que na verdade é um saco de sujeira.

    Sem dúvida, rouba o show. Apresenta um caráter fantástico, quase paradoxal, que é impulsionado por um amor legítimo por seu irmão, mas não pode abster-se de ir mais e mais longe no horrível buraco de coelho que ele cavou para si mesmo. O resultado não é apenas realista, mas um dos personagens mais interessantes e credivelmente defeituosos que vi na tela em algum momento. Facilmente um dos melhores filmes do ano de 2017.

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