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Últimas opiniões enviadas

  • Carlos Roberto S Santos

    As duas maiores qualidades de Uma Noite em 12 Anos são as seguintes: fugir do lugar comum que filmes sobre o passado de presidentes - seja de qualquer país - acabam caindo e nos incomodar e fazer refletir sobre a questão do autoritarismo e da tortura nesses tempos sombrios em que vivemos.

    Conferi o longa de Àlvaro Brechner, em tela grande, no Rio de Janeiro, ao lado da minha namorada e de uma plateia afinada com o progressismo. Me senti "abraçado" - coisa que não acontecia há muitos anos comigo na sala escura - pelos meus companheiros de sessão. E isso foi fundamental, pois Uma Noite em 12 Anos é pesado e não poupa o espectador (fora raríssimos momentos onde há um pouco de humor). Não só pela maneira realista como é mostrado os maus tratos e a falta de humanidade tão presentes nas ditaduras latino americanas como pela perda da sanidade que pouco a pouco afeta o trio de protagonistas.

    Dizem que o filme é sobre Mujica. De fato, o ex-presidente uruguaio é um dos protagonistas, contudo, por conta de sua personalidade, digamos, mais introspectiva, ele é o que menos "aparece" na película o que não é demérito nenhum, muito pelo contrário.

    Uma Noite em 12 Anos, tecnicamente, é ótimo. Brechner soube enquadrar muito bem seus protagonistas, explorando todas as mazelas que a tortura física e psicológica pode causar. Ao mesmo tempo, eleva o espírito da resistência, mostrando que a determinação e o amor pela causa, mantém, até o mais frágil dos homens, inquebráveis.

    Ao final de uma hora e quarenta de projeção o que nos resta é uma sensação conflituosa, onde saímos do cinema emocionados por conta da empatia que criamos com os três protagonistas e ao mesmo tempo com um sentimento forte de repulsa e coragem de gritar para o mundo que nunca mais vamos permitir que algo do gênero volte a acontecer no nosso continente. E eu sinto, eu sei, nós não vamos deixar.

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  • Carlos Roberto S Santos

    Outro filmaço de Fatih Akin onde questões culturais/imigração entre Turquia e Alemanha vem a tona. O grande protagonista de Do Outro Lado é o acaso e suas consequências. Algumas coincidências do roteiro podem até parecerem forçadas, todavia o diretor conduz as rédeas de seu filme tão bem que consegue escapar, com louvor, das armadilhas em que esse tipo de artimanha da escrita pode levar, principalmente no seu final, que ficou bastante satisfatório. Se esse filme tivesse sido rodado em Hollywood, com certeza, teríamos um resultado clichê e cheio de chorume. Ao invés disso, temos um drama bem construído onde questões familiares e políticas caminham harmoniosamente.

    O elenco é excelente, com destaque para Nursel Köse, cujo papel acaba sendo - infelizmente - pequeno, porém extremamente marcante, principalmente por conta de sua atuação, onde a atriz consegue expressar suas emoções através de um único olhar. Não a conhecia de outros trabalhos e imediatamente me tornei fã.

    Esse é o terceiro longa de Fatih Akin que assisto. Os três são ótimos, fato que me fez ficar atento quanto a seus futuros trabalhos. Temos aqui mais um nome para a lista dos grandes diretores surgidos nos últimos vinte anos.

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  • Pedro
    Pedro

    Olá, adorei seu comentário no último filme do Spielberg. Vi no seu perfil que viu a série WEEDS. Tenho pensado em assisti-la, você recomenda? Abraço!