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Últimas opiniões enviadas

  • Carlos Roberto S Santos

    Mais uma vez Ousmane Sembene não decepciona. Seu olhar preciso sobre temas relevantes e complexos que envolvem o continente Africano - e em alguns aspectos outras partes do mundo - sempre é de uma sensibilidade ímpar, apesar da crueza quase documental dos seus filmes. Ceddo trata do conflito cultural/religioso da adoção - ou melhor, imposição - do islamismo como religião oficial de uma pequena tribo num país não revelado (embora eu acredite se tratar do Senegal). A ascensão do Ímã (autoridade religiosa islâmica) no lugar cria a tensão necessária para um início de uma rebelião - que envolve o sequestro da filha do chefe da tribo - e gera diversas discussões entre os representantes da população sobre qual caminho seguir.

    Sembene não poupa críticas as religiões monoteístas - islamismo e cristianismo - que sempre agiram de forma abrupta para angariar fieis e transformar culturalmente - quase sempre de forma nociva - todos os lugares por onde passam. Ceddo é um filme da década de setenta e se passa num lugar bem específico, contudo, ainda nos dias de hoje, mostra-se mais atual do que nunca, numa época em que até mesmo o ocidente vive com o sopro da teocracia em seu pescoço, inclusive aqui no Brasil. Portanto, Ceddo torna-se ainda mais obrigatório, pois além de um ótimo filme, de quebra, nos traz uma baita reflexão.

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  • Carlos Roberto S Santos

    Complicado falar sobre um longa tão cheio de camadas como esse. Oriundo da excelente safra de filmes nipônicos lançados em 1964, A Mulher da Areia abrange diversos gêneros com maestria, tendo seu cenário - no caso a areia - como personagem de suma importância. Nunca antes tinha visto essa forma da natureza filmada de maneira tão claustrofóbica e erótica como nesse trabalho do diretor Hiroshi Teshigahara. O cineasta aguça o expectador com closes da areia nos corpos de seus protagonistas, misturados ao suor e ao calor quase insano do verão japonês. A mudança de personalidade do entomologista ao longo da projeção também é um excelente estudo antropológico de como as circunstâncias ao nosso redor mudam nossa forma de pensar e ver a vida. O final é surpreendente do ponto de vista cinematográfico, no entanto nem tanto como desenvolvimento de personagem. Sem sombra de dúvidas, um dos grandes filmes da década de sessenta. Obra-prima.

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  • Carlos Roberto S Santos

    Candidato ao Oscar de Filme Estrangeiro desse ano muito bem conduzido e contundente para os dias atuais. Um insulto - como o próprio título do filme diz - causa uma tremenda celeuma entre libaneses e palestinos, abrindo velhas feridas e revelando como é terrível a situação de um povo que é considerado pária onde quer que esteja. No entanto, apesar de bem intencionado, ao seu final, o Insulto acaba por colocar panos quentes na situação que ele tão bem abordava até então. Contudo, esse pequeno deslize não tira os méritos de um dos melhores filmes do ano passado.

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  • Pedro
    Pedro

    Olá, adorei seu comentário no último filme do Spielberg. Vi no seu perfil que viu a série WEEDS. Tenho pensado em assisti-la, você recomenda? Abraço!