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29 years Alvorada - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Victor Damião

    Uma das primeiras produções do Alvoroço Filmes com parceria com a Prefeitura Alvorada e a SMED, em conjunto com várias Escolas do Município de Alvorada.

    A mensagem do curta é uma sátira / brincadeira / piada, sobre o Tabu de ninguém imaginar que todos "detonam" no banheiro como o Curta menciona, como Artistas de Cinema e outros. O curta brinca com esta questão, com uma narrativa muito simples com a intenção do expectador se simpatizar com o protagonista, tentando demonstrar algo que todos fazemos, mas de uma forma bem simples em forma de comédia.

    A trilha sonora é um dos pontos que mais me chamou a atenção positivamente pois a direção conseguiu colocar em momentos certos da narrativa.

    Detalhes como o "Inicio" do filme me incomodaram muito pois a 'brincadeira' sobre títulos de filmes que de certa forma se pareceria com este curta, não funciona em nada na execução final, sendo totalmente desnecessária, mas não chega a atrapalhar o que representa o curta.

    Uma Curiosidade interessante deste curta foi que ele ganhou o Prêmio de Melhor Curta na Mostra Independente de Porto Alegre/RS em 2009.

    No geral o "Tem Gente!" é muito bom, onde na sua proposta que é fazer rir sobre uma situação que qualquer um já passou, ou até mesmo presenciou outra pessoa tendo que é 'temível' dor de barriga. Um curta despretensioso que vale a conferida, por ser feito com baixo orçamento e sendo totalmente independente, onde incentiva jovens a embarcarem neste mundo do cinema, que não por menos que este curta ganhou o Prêmio de Melhor Curta na Mostra Independente de Porto Alegre/RS em 2009.

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  • Victor Damião

    O filme é uma adaptação do livro homônimo do próprio diretor do filme, Evandro Berlesi, e faz parte do projeto Alvoroço Filmes realizado na cidade de Alvorada, no Rio Grande do Sul.

    Uma comédia que ri de uma realidade que foi bem presente nos anos 2005 até 2011, antes do Orkut ter sido encerrado em 2014. O Segundo Filme do Alvoroço Filmes após o filme de 2008, "Dá Um Tempo!" do mesmo Diretor Evandro Berlesi, é uma mistura de criatividade impecável, digo que em certos pontos me surpreendeu até na questão de não terem tido um grande orçamento, eles conseguirem vários artistas famosos da Globo para participarem do filme e até mesmo o "efeito visual" do 'Download' ficou muito boa.

    Posso dizer que o empenho e a dedicação de todos os envolvidos é louvável, pois não houve uma cachê para os atores, mesmo o roteiro não ser tão elaborado ele é um filme que te diverti e entretém até o final. A trilha sonora estava ótima já que foi uma mistura de nostalgia para mim, pois as músicas fizeram partes da minha adolescência, já que também sou de Alvorada/RS.

    Um dos detalhes mais interessantes do filme é ele abordar a questão temática sobre o excesso de tempo em redes sociais e o que eles podem fazer com pessoas que não conseguem mais de "deslogar" deste mundo virtual e os efeitos que elas ocasionavam nas pessoas, o que no filme é representado pela plataforma "Orkut" em uma forma de comédia.

    Um caso interessante de se mencionar é que não há nenhum outro filme que menciona o Orkut ou que fala sobre ele como este filme. Querendo ou não este filme se tornará uma pérola do Cinema e visando se tornar um filme histórico e de extremamente importância tanto para a cidade de Alvorada/RS como para qualquer cinéfilo que já passou da casa dos 20 anos que viveu e compartilhou está "Era" do Orkut, mesmo sendo um filme sem muitos recursos ele aparenta um estilo trash.

    Gostei muito de atores famosos terem feito uma participação neste filme independente como Antônio Carlos Falcão, Jairo Mattos, Júlio Rocha e Luana Piovani, até mesmo a modelo Jessica, sem procurarem lucro ou renda profissional já que o filme foi "bancado" apenas pelos Diretores.

    Um dos detalhes negativos do filme foi algumas questões técnicas que foi a captação de áudio que não estava nas melhores condições pela quantidade de eco e ruídos que se escutava em algumas cenas, a câmera também em certos momentos sacudia e girava demais em cenas que eram paradas, a quantidade de tempo do filme de 129 min também torna fatigante as vezes devido a certos pontos como ritmo das cenas pois deixa a desejar em alguns momentos.

    No geral ele é um filme que pode ficar no meio do muro, naquela velha questão ou você ama o filme ou você odeia ele, é um filme cheio de graça mas que ao mesmo tempo não tem tanta graça, é um filme que te faz gostar dele por ele ser descompromissado, ele é apenas aquilo que ele se oferece a ser que é te divertir, relembrando a era Orkut que você nem lembrava mais, porém a quem assistir poderá dizer que ele é ruim, mas nesse caso então ele é aquele filme ruim que passar a ser divertido.

    Indico assistirem pela Nostalgia pura de quem presenciou a vida no Orkut, filme é encontrado completo canal do Youtube, dos próprios realizadores ou até mesmo pelo Cine Brasil TV que têm o filme volta e meia passando em sua programação.

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  • Victor Damião

    Tarantino é sem dúvida um dos melhores diretores de todos os tempos e talvez o melhor dos anos 90. Foi indicado para tantos Oscars que ainda acho difícil acreditar que só tenha um: Melhor roteiro original, tirando o tanto de outros prêmios que ganhou e foi nomeado.

    Uma das primeiras cenas de "Pulp Fiction: Tempo de Violência" mostra dois homens discutindo o que um Big Mac é chamado em outros países. O diálogo deles é espirituoso e divertido, e também é desarmante, porque faz com que esses dois bandidos pareçam normais demais. Se você não soubesse melhor, você poderia assumir que esses caras eram pessoas comuns conversando sobre seu caminho para o trabalho. Além da recompensa cômica no final da cena, em que eles usam partes dessa conversa para insultar suas vítimas, a conversa deles não tem relevância para nada no filme, ou para qualquer outra coisa. No entanto, sem tais cenas, "Pulp Fiction" não seria "Pulp Fiction". Tenho a impressão de que Tarantino colocou no filme o que quer que lhe agradasse e, de alguma forma, o produto final não é apenas coerente, mas maravilhosamente texturizado.

    Não é de admirar que os fãs passem tanto tempo debatendo o que estava na mala, vendo muito mais na história do que Tarantino provavelmente pretendia. O filme é tão intrincadamente estruturado, com tantos detalhes surpreendentes, muitos dos quais você não vai pegar na primeira vez que assistir, que parece clamar por alguma explicação mais profunda. Mas não há explicação mais profunda. "Pulp Fiction", como o título indica, é puramente um exercício de técnica e estilo, ainda que brilhante e em camadas. Contendo numerosas referências a outros filmes, é como uma grande obra de arte abstrata, ou "arte sobre arte". Tem todas as características que associamos a ótimos filmes: boa escrita, atuação de primeira classe, personagens inesquecíveis e uma das narrativas mais bem construídas que já vi em um filme. Mas para que fim? A história independente não parece ter relação com nada além de si mesma.

    O filme se torna um pouco mais fácil de entender, uma vez que você percebe que é essencialmente uma comédia de humor negro vestida como um drama criminal. Cada um dos três tópicos da história principal começa com uma situação que poderia facilmente formar a subtrama de qualquer filme padrão de gangsters. Mas algo sempre dá errado, um pequeno acidente inesperado que faz com que toda a situação desmorone, levando os personagens cada vez mais desesperados a medidas absurdas. A originalidade de Tarantino deriva de sua capacidade de se concentrar em pequenos detalhes e segui-los onde eles lideram, mesmo que afastem a história dos desenvolvimentos de enredo convencionais.

    Talvez nenhum roteiro tenha encontrado um melhor uso para digressões. De fato, todo o filme parece consistir em digressões. Nenhum personagem fala nada de maneira simples e direta. Jules poderia simplesmente ter dito a Yolanda: "Seja legal e ninguém vai se machucar", que é exatamente o tipo de linha que você encontraria em um filme de ação genérico e comum. Em vez disso, ele se diverte sobre como Fonzie é. Tarantino saboreia cada palavra de seus personagens, encontrando um potencial piada em cada afirmação e infundindo o diálogo com referências inteligentes da cultura pop. Mas as linhas não são apenas espirituosas; eles estão cheios de observações inteligentes sobre o comportamento humano. Pense na declaração de Mia para Vincent: "É quando você sabe que encontrou alguém especial."

    Qual é o propósito do filme exatamente? Não tenho certeza, mas lida muito com o tema do poder. Marsellus é o tipo de personagem que paira sobre o filme inteiro enquanto é invisível a maior parte do tempo. O ponto principal da grande sequência de datas, que é a minha seção favorita do filme, é o poder que Marsellus tem sobre seus homens, mesmo sem estar presente. Esse poder é o que faz com que Vincent aja de maneiras que você normalmente não esperaria de um gângster idiota e bêbado diante de uma mulher atraente cujo marido foi embora. O tema do poder também ajuda a explicar um dos aspectos mais controversos do filme, seu uso liberal da palavra-N. Neste filme, a palavra não é usada apenas como um epíteto para descrever os negros: Jules, por exemplo, em um ponto aplica o termo a Vincent. Tem mais a ver com poder do que com corrida. Os poderosos personagens proferem a palavra para expressar seu domínio sobre os personagens mais fracos. A maioria desses gangsters não é racista na prática. De fato, eles se misturam racialmente e alcançaram um nível de igualdade que supera os hábitos de muitos cidadãos cumpridores da lei em nossa sociedade. Eles recorrem a epítetos raciais porque é um padrão que estabelece sua separação do mundo não-criminal.

    Há uma boa progressão moral para as histórias. Nós presumimos que Vincent hesita em dormir com Mia por medo e não por lealdade. Mais tarde, o ato de heroísmo de Butch poderia ser motivado pela honra, mas nunca teremos certeza disso. O filme termina, no entanto, com Jules fazendo uma clara escolha moral. Assim, o filme parece estar explorando se bandidos violentos podem agir de forma diferente da autopreservação.

    Ainda assim, é difícil encontrar um significado maior para unir essas histórias excêntricas. Nenhuma das histórias é realmente "sobre" qualquer coisa. Eles certamente não são sobre os homens de sucesso pontificando sobre hambúrgueres. Nem o filme é realmente uma sátira ou uma farsa, embora contenha elementos de ambos. Às vezes, parece um conto que não precisa ser contado, mas, por qualquer motivo, esse filme conta e faz um trabalho melhor do que a maioria dos filmes do gênero, ou de qualquer outro tipo.

    Em suma, quando as pessoas dizem que este é provavelmente o melhor filme dos anos 90, é fácil perceber porquê. Fundamentalmente um filme verdadeiramente notável, é imperdível para qualquer um que se considere um aficionado por filmes e possa lidar com assuntos gráficos.

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