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25 years Bragança Paulista - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Vitinho

    Democracia em Vertigem é o segundo documentário original Netflix de produção nacional, é dirigido pela Petra Costa e tem como fio condutor toda a tragetória turbulenta da democracia sob o cenário político do Brasil. O que mais chama a atenção aqui é a abordagem para os fatos se desenrolar de forma sensível e sublime, é uma edição macia e cautelosa que espelha tanto a visão e a relação íntima e particular da diretora com a politica, quanto faz um panorama transparente sobre todas as mazelas governamentais que vem acontecendo descontroladamente há anos. Funciona tanto como um documento histórico de extremo valor, quanto um angustiante thriller político, grande mérito da trilha sonora sutil e cuidadosamente inserida nas sequências necessárias sem jamais descaracterizar o peso genuino de tais acontecimentos, é um forte e eficiente recurso para evocar uma carga dramática. O intuito do documentário é convidar o público a uma profunda reflexão sobre preceitos e conceitos já estabelecidos, sobre as marcas de um passado violento que nunca foram apagadas e deixaram sequelas até hoje, sobre como o sentimento de controle é ilusório assim como a democracia que acreditamos fazer parte, sobre como os alicerces da nossa sociedade é tão frágil quanto o orgulho e o ego da classe privilegiada. A narrativa passa por diversos períodos políticos da nossa história, estabelece uma relação complexa de fatos desde a ditadura militar até o cenário político atual, e é intrigante perceber como essa linha do tempo parece mais um ciclo, uma roda, do que de fato uma caminhada em linha reta, sempre avante, sem olhar para trás, e isso é assustador.

    Este é um filme poderoso que reflete um retrato de nós mesmos, é difícil de assistir, mas necessário, independente de qual lado você esteja.
    Felizmente já é um dos frontrunners na categoria de Melhor Documentário para o Oscar de 2020. Já tem minha torcida.

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  • Vitinho

    É sempre muito bom acompanhar as histórias mirabolantes da mente do Charlie Brooker, criador de Black Mirror, mas fica cada vez mais notável o desgaste que a série vem arrastando sutilmente desde a quarta temporada. Vemos aqui algumas ideias recicladas, alguns desfechos anticlimáticos, algumas tramas ilógicas, mas acredito que a essência da série ainda se faz presente.

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  • Vitinho

    O acidente nuclear de Chernobyl que aconteceu em 1986 é algo que sempre me intrigou, eu já assisti alguns materiais sobre o tema, mas além de poucos documentários, nunca houve nenhuma produção oficial que o abordasse muito a fundo ou que usasse a cidade como cenário, nada além daquele filme de terror horroroso "Chernobyl Diaries". Acredito que agora sim temos uma versão definitiva sobre o acontecido, e que porrada na cara é essa minissérie! Extremamente informativa, a narrativa toma um viés político muito forte que desmascara a forma irresponsável como os governantes soviéticos lidaram com esta que veio a ser uma tragédia sem precedentes na história da humanidade, o preço pego para manter a imagem de que era "apenas um acidente já controlado" foi alto demais. Para os leigos, a série consegue ser incrivelmente didática sem subestimar a capacidade do público de compreensão, ao abordar assuntos complexos sobre química, física e radioatividade de forma acessível e verossímil. Em relação aos aspectos técnicos: a reconstrução de época, os planos de fundo que compõem os cenários e paisagens de Chernobyl e Pripyat, os efeitos visuais e especiais, a maquiagem, a trilha sonora, o figurino e a cinematografia de tons frios são simplesmente impecáveis. E por fim, o trio de protagonistas: Jared Harris, Stellan Skarsgård e principalmente a Emily Watson, entregaram interpretações fortíssimas! Que elenco espetacular! Os três merecem e com justiça um Emmy e um Golden Globe. Chernobyl, mais do que uma série que nos alerta sobre perigos radiológicos e sobre um fato histórico, é uma série que descarna o lado mais sujo do homem, da incompetência, da covardia, do abuso de poder, da ganância, da apatia e da falta de humanidade. É doloroso, é corrosivo, é sofrido, mas é um soco de realidade que todos deveriam experimentar. Deixo aqui as últimas llnhas de diálogo da cena final que são palavras valiosas aplicáveis em qualquer momento da vida.

    "Ser cientista é ser ingênuo. Focamos tanto na procura pela verdade que não consideramos que poucos querem que a encontremos. Mas ela está sempre lá, quer a vejamos ou não, escolhamos ou não. A verdade não se importa com o que queremos. Não se importa com os nossos governos, ideologias, religiões. Ela ficará à espera para sempre. E isto, por fim, é a dádiva de Chernobyl. Já temi o preço da verdade, mas agora apenas pergunto, qual é o preço das mentiras?"

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