filmow.com/usuario/wakkanai/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > wakkanai
142 years
Usuária desde Junho de 2018
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

“love……,”
he recited in a soft voice.
and for the first time in his life, he realized what a lovely sound the word “love” possessed.

Últimas opiniões enviadas

  • 北海道

    no inicio, o filme quase se torna insuportável. é literalmente uma guerra de egos e egoísmos, cansa.
    de alguma maneira, a trama vai se tornando mais tangível e você passa a ter mais empatia pelos personagens, eles se tornam mais 'pessoas reais' e menos um amontado de clichês/dramas. você entende o que se desencadeou e tenta encaixar a situação. faz uma retórica interessante a respeito do amor maternal e o seu sentimento em modo cru. há uma certa beleza no questionamento e egocentrismo jovem, a ilusão de ter noção de tudo.

    senti uma leve inspiração do wong kar wai (?) e o Xavier acabou registrando o seu estilo, mostrando muito talento ainda que bem novinho.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • 北海道

    é surpreendente como o diretor conseguiu tornar do simples e mundano algo especial.
    e quando falo isto, quero dizer que o filme tinha tudo para ser tedioso (por vezes, quase consegue) só que cada cena tem um quê que te deixa curioso, se perguntando o que leva cada personagem a fazer o que faz.
    a fotografia não tem grande impacto, apesar de agradável. os lugares são comuns, as falas são comuns. e isso torna o filme mais humano, como se você observasse todo aquele vazio de perto. em base, uma distancia melancólica. você sente que cada errinho volta com um impacto muito grande sobre eles, e cria empatia por cada um.

    me encantou o paradoxo criado com o corte de cenas e personalidades da trama. bagunça/organização. vitima/agressor. vida/morte. não há julgamentos, só o silêncio e o questionamento contemplativo. outra coisa bacana é que o roteiro é totalmente inesperado e por flertar com o humor negro não deixa tudo dramático em demasiado. é confuso; o tempo e espaço parece se perder. um mistério ambulante.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • 北海道

    "severina" tem um ar poético em cada tomada de cena, você se sente calmamente se dirigindo ao ambiente que o diretor constrói por meio das cores frias e dos relances de emoções. é claramente uma atmosfera solitária: o personagem se perde entre o real e o imaginário ao encontrar uma bela garota ladrona entre suas estantes de livros. quanto mais o mistério sobre ela é alimentado, mais sua espécie de 'caos romântico' piora.
    para quem gosta de muita ação ou dinâmica poderá ficar entediado, o filme se baseia no subjuntivo, quase no silêncio que diz por si só.
    há diálogos dignos de adoração, referências inteligentes e um roteiro deveras surpreendente para a premissa. ele é leve e merece um olhar mais cuidadoso para que possa ser apreciado. pode pecar em relação as cenas mundanas, a aleatoriedade de determinadas coisas.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Filipe
    Filipe

    Fico feliz que tenha gostado, eu escrevi essa umas duas vezes, esta é a segunda, na primeira vez era só uma história, na segunda tinha que significar algo sobre mim; ainda não tenho certeza o que é. Adorei seus comentários, adoro ver outra perspectiva.
    Eu ando tentando escrever mais, contudo, nunca vou parar exatamente onde quero.

    Ah, conhece o http://www.spcineplay.com.br/ ??
    É um streaming gratuito, só precisa ter conta no Looke, mas o cadastro é gratuito, não precisa assinar o serviço de verdade.

  • Filipe
    Filipe

    Vou anexar o primeiro capítulo da história no fim da mensagem, tá bom? Eu gosto de compartilhar ela, mas ao mesmo tempo acho um tantinho pessoal, não sei bem defini-la, espero que goste.
    As histórias mais densas que tenho visto ultimamente tem vindo de algum país asiático ou do Brasil mesmo, lembrando em como eu fiquei em choque após "Confissões" por exemplo, meus favoritos são quase todos japoneses.

    ----
    1
    Este conto jovial que começava com “hoje eu decido” esteve compartilhando suas raízes comigo em toda minha adolescência, não lembro a primeira vez que tive conhecimento, parecendo se arrastar ao meu lado desde a infância. Abrangia toda e qualquer área da minha vida. A pequena garota que cansada de sua vida, fugiu para Tóquio, atravessando mil anos entre plantações para deitar-se sobre luzes de néon e música alta. Não era sobre onde ela acabou parando, e sim sobre o porquê. Não havia o lobo que punisse sua desobediência. Nunca, no resto de minha existência, contaram-me outra história onde a rebeldia terminasse de maneira tão simbólica e impune, afinal era natural, e todos que a amavam de alguma forma, acabaram seguindo seus passos.
    Estou aqui. A roupa úmida dependurada no varal de chão na sacada. Meus vasos encostados na parede branca da cozinha, o verde se diluindo na pintura. E ali, na janela com seu aparelho velho de música, o homem com quem me casei. O ruído saia tão alto de seus ouvidos que nem sequer me ouviu chegar, coloco as sacolas sobre a mesa e nem sequer desvia o olhar para minha presença. Acostumada, puxo uma cadeira me sento. Observo sua silhueta contra o vidro embaçado e aproveito este momento que ele não tem ciência sobre mim para então respirar. Pouco restou ali, de alguma forma. O que me apaixonou. Nunca foi um homem desonesto, porém, repleto de elipses. Jamais sufocante, contudo, sempre distante. Isto normalmente tornaria a convivência insuportável, infelizmente, já não havia essa palavra. Era como se não estivéssemos do lado um do outro.
    — O que trouxe? — Me desprendo do meu fluxo momentaneamente ao notar que ele descobriu outra pessoa na sala.
    — Nada de importante, apenas fiz algumas compras para o jantar.
    — Jantar, uh? — Disse apalpando algumas verduras. – O que vai fazer?
    — Você verá! — Digo em tom divertido, não recebendo nenhum sorriso de volta.
    Ele se joga na sua poltrona com violência, vou até onde estava repousando antes tranquilo, abro o vidro. Lá fora, a rua está calma e crianças não brincam como costumam brincar, há alguns carros estacionados do outro lado da rua e estico a mão na direção de uma árvore distante, como se por um momento, pudesse tocá-la, me assusto quando sinto algo em meus dedos. É uma joaninha, sua asa está machucada, então viro o dedo esperando que ela se agarre, mas despenca por metros, sumindo de minha vista. Uma voz francesa surte das caixas de som da televisão.

  • Filipe
    Filipe

    Eu escrevo bastante, recentemente tenho escrito uma história que criei após ver "A Mesa de Jantar de Noriko", começa com a mesma ideia de Noriko, um parágrafo sobre uma história de uma garota que fugiu para Tóquio.
    Não vi ainda não, mas tenho "Helter Skelter" baixado, deixo ele sabendo que é bom, esperando pelo momento certo, mas uma noite desse mês ainda vou assistir. Não tem um mangá? Parece bom, se eu gostar do filme, vou procurar para ler.

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.