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"O Cinema tem o poder de conceber toda a subjetividade humana e pode preencher os espaços vazios da vida ao tornar momentos de solidão em solitude." (W.F)
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“Filmes são sonhos, filmes são música. Nenhuma arte passa a nossa consciência na forma como o filme passa, e vai diretamente para os nossos sentimentos, no fundo escuro salas de nossas almas.”
― Ingmar Bergman

Últimas opiniões enviadas

  • Willker

    Pela tradução literal seria: Cavalos e Solidão: Por dentro da vida de um Gaúcho” é o nome do curta metragem que foi criado pela National Geographic. Disponível no canal deles no youtube. Essencialmente lindo e bem produzido, apesar de bem conciso.

    No vídeo, muito bem produzido, há a narrativa da origem do termo: "Gaúcho" e como foi que o termo começou a ser usado pelos sulistas. Fiz uma pesquisa e descobri que: Quanto á origem da palavra, há muitas divergências. Alguns autores afiram que o termo gaúcho vem do guarani. Significaria "homem que canta triste", aludindo provavelmente à "cantinela arrastada dos minuanos". A maioria dos autores rio-grandenses, no entanto, aceita outra explicação: seria uma corruptela da palavra Huagchu, de origem quêchua, traduzida por guacho, que significa órfão. Também há dizeres que designaria os filhos de índia com branco português ou espanhol.

    É Incrível como uma produção americana consegue captar tão bem a cultura, tradição e valores de um povo diferente do seu. parabéns aos produtores desse curta. A cinematografia da National Geographic é impressionante. O trabalho captou a essência do homem tranquilo, com a solidão em sua querência, mas destemido por sua coragem e guarra. Este é o Gaúcho,

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  • Willker

    Primeiro, acredito que todos deveriam parar por um instante a fim de aproveitar e refletir sobre esse curta metragem intocável. Após vê-lo, vamos chorar abraçados ao travesseiro ao analisar as entrelinhas do vídeo. Um quê de poesia para arte e a seu respeito: sua beleza está na simplicidade, pureza e sensibilidade. São diversos simbolismos a respeito do tempo e memória. É falar da sua nostalgia e olhar o enredo da sua vida, analisando-o; Neste caso, de forma atemporal, "A casa dos pequenos cubinhos" nós da um beliscão. Mais específico no filme é fazê-lo no final da vida. É sobre olhar os acontecimentos "em minha vida" antes do epitáfio e entender, no fim, o quão raro e belo é viver.

    Na arte cinematográfica há trabalhos com o poder de provocar profundos questionamentos e eles são pontes para inicio de um desenvolvimento pessoal. “A casa dos pequenos cubinhos” é um dos melhores exemplos. Desse modo, o referencial da narrativa é o reflexo da passagem do ciclo da vida e persistência da memória. A alegoria da destruição que o tempo causa é, aqui no filme, muito criativa. A água vai consumindo tudo, como o tempo faz. E ela não para, pois o tempo não espera ninguém. Mas e o mergulho, o que ele representa? O mesmo que a música "In my Life", da maior banda de todos os tempos, representa. É o velho homem procurando, no final, suas lembranças mais preciosas: "Todos esses lugares tiveram seus momentos. Com amores e amigos que eu ainda me lembro". E mesmo já afundadas no tempo, a memória ainda está intacta. Pois, como já diz Mario Quintana: “A saudade é que faz as coisas pararem no tempo”. Continuando a citação da música: "Algumas para sempre, não para melhor. Algumas se foram e algumas permanecem."

    No mais, de forma intencional, a obra ataca a particularidade de cada um. Assim, pode haver, também, uma interpretação levando em consideração um pessimismo. Para este ponto, a "Hurt", imortalizada na voz do J.Cash,é uma ótima tradução: "Sob as manchas do tempo os sentimentos desaparecem. Você é outra pessoa e eu ainda estou bem aqui". Talvez nenhum de nós entenda realmente o que viveu ou pense que não teve bastante tempo. Acredito que é nesse ponto que a obra é gritante. Sobre a importância do agora. Falando de aproveitarmos ao máximo os bons ou momentos ruins. Isto antes que se tornem apenas lembranças. Pois, o avançar do relógio tudo consome, exceto o pensamento de "devia ter"... "Devia ter amado mais; ter chorado mais; ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais; Ter feito o que eu queria fazer”

    Em suma, poucos minutos de audiovisual, sobre um velhinho que vive solitário em uma cidade inundada, conseguiu ser, por completo, um emaranhado de interpretações. Estas podendo ter um viés otimista ou pessimista. Particularmente, após assistir, me lembrei de um poema: “Terra lhe conheci estranha, despeço-me amigo”. Não o compreendia, mas, levando em consideração a teoria da "morte do autor" e fazendo minha interpretação em paralelo com o curta metragem; a palavra terra passou a significar vida. Espero, então, me sentir assim ao "mergulhar" em lembranças. Grato com a vida; ter sido seu amigo. E me despedir, portanto, com ótimas memórias, por último.

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  • Willker

    "Ei, você aí fora no frio ficando solitário, ficando velho você pode me sentir?" Dizia Pink Floyd na genial "Hey you" e eu não deixei de fazer um paralelo com o filme. Assim como a música esse filme tem toda uma filosofia bela sobre a solidão e o existencialismo. O cinema independente é maravilhoso demais. A pauta sobre o pensamento existencialista, singular e subjetivo é contemplativo, contemporâneo e reflexivo.

    Filme com uma forma simples, assim como uma narrativa leve e encantadora. É como uma poesia em audiovisual. Só nos basta, ao longo da perfeita forma da obra, fruir intensamente. Anos atrás, quando eu ainda estava no ensino médio, assisti-o,mas na época não entendi muita coisa. Embora a falta de compreensão, algo da obra ficou marcado em mim. Foi só anos depois, quando sentei para rever, que descobri o que há nesse filme de marcante.

    Obra intensa, empática e dolorosa sobre a vicissitude da vida e as consequências na nossa personalidade. A solidão retratada chega a ser palpável. No mais, muito funciona no longa. Muito bem dirigido, roteirizado e interpretado, embora eu tenha sentido a falta de profundidade em algumas tramas. Ademais, a trilha sonora e mixagem são perfeitos complementos de narrativa e sentimentos. Os momentos em que ela é desligada, nas quais ficamos imersos na história, assim como quando utilizada torna-se Incrível!

    Na revisão do filme descobri o porquê tinha ficado marcado... É, pois, uma história sobre a vida humana crua e real. Da maneira como somos expostos as experiências e transformados. Principalmente sobre a particularidade de cada um. Todos somos incríveis com cada qualidade particular. Cada singularidade vem de uma experiência vivida. A gente simplesmente existir, gostar disso e ousar viver já é incrível. Além disso, uma filosofia também presente é a empatia. O título genial é uma dica? A solidão dos números primos seria respectivamente a falta de empatia de todos nós? Voltando ao primeiro paralelo... "você pode me sentir?"

    Enfim, fique com esse trecho espetacular, da solidão dos números primos:
    "Números primos podem ser divididos somente por eles e por 1. Eles são números especiais, Duvidosos e solitários. Alguns números primos ainda mais especiais: são chamados de “gêmeos.” Um par de números primos que subtraídos resultam em 2, como 11 e 13 ou 17 e 19. Mas os números primos gêmeos nunca se tocam, pois eles sempre estão separados por um par."

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  • Jamile
    Jamile

    vou assistir com certeza, colega!! assim que eu assistir te dou o retorno :-)

  • Jamile
    Jamile

    wilker, e aí td bem? feliz natal p vc!!! venho aqui agraciá-lo com indicações valiosas; assista creep. é um filme fantástico, tanto o primeiro quanto o segundo da franquia. ahh eles estão no catálogo da netflix. se já tiver assistido me fala oq vc achou!

  • Alan Guimarães
    Alan Guimarães

    Olá, Willker, obrigado pelas curtidas das minhas listas e espero que tenha gostado delas. Abraços.