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Últimas opiniões enviadas

  • Adriano Zumba

    Eis um filme complexo que engloba conceitos políticos, relacionamentos familiares e métodos de ensino. Ele descreve com lucidez o mundo juvenil que é muito organizado e racionalizado, o revelando como a réplica de uma sociedade vazia e cruel. Antes de introduzir o filme há um termo bastante relevante que é necessário ter compreensão para o bom entendimento do roteiro : autocracia. Esta palavra deriva do grego e significa autogoverno (auto=próprio e kratia=poder). Neste tipo de governo, o indivíduo ou o grupo que lidera tem poder ilimitado para mudar as leis às quais devem obedecer a massa dominada. Algo diretamente relacionado à ideologia do fascismo italiano de Mussolini ou ao nazismo alemão de Hitler. O filme foi baseado em acontecimentos reais em uma escola secundária na Califórnia em 1967.
    Em uma escola na Alemanha, haverá uma semana de projetos relacionados à temas políticos. Uma turma escolheu a autocracia e a outra, a anarquia. O foco do filme é a primeira turma e seu professor, Rainer Wenger. Após fazer um “brainstorming” com os alunos e fazê-los entender as características da autocracia e de regimes ditatoriais, o professor resolve trazer estes conceitos para a vida real e implantar em sala de aula um regime parecido porém ficcional. Ele foi eleito o mandatário do regime e os alunos seriam a população. Tal movimento recebeu o nome de “A onda”. O problema foi que isto tomou uma proporção maior que o imaginado e, inclusive, ultrapassou os muros da escola. “A onda” saiu levando tudo que via na frente. A organização ficou com cara de gangue e as pessoas com cara de soldados.
    Temos instalados problemas de cunhos sociais e familiares pois a reação de cada jovem à implantação desta experiência é intrinsicamente relacionada a seu dia-a-dia com suas famílias. Os que têm limites impostos por seus pais acabam por repudiar ou questionar a nova ordem da sala de aula e os que, de alguma forma, têm carência de autoridade acabam influenciados muito mais facilmente e até alienando-se. Vemos também que pessoas com suas capacidades intelectuais ainda mal formadas podem ser influenciadas a ponto de seguirem ideologias totalmente contrárias ao que eles, precariamente, pensavam. O período de desenvolvimento da identidade de cada um é bastante importante e não pode ser negligenciado porém isto é algo muito comum entre as famílias, deixar a educação de seus filhos nas mãos da escola.
    Resumindo de forma rápida a narrativa, vemos quão alienados ficaram os alunos e que a experiência educacional que, à princípio foi bem aceita e até teve um viés inovador, não poderia ter sido aplicada em pessoas imaturas. Acabamos refletindo sobre o tamanho da responsabilidade que os professores têm nas mãos em criar métodos de ensino eficazes e que tragam bons resultados para a educação pedagógica de nossos filhos e também o fundamental papel da família, que deve prover a chamada educação para vida, de modo que introduzam na sociedade pessoas de bom caráter e sabedoras de seu papel no mundo. Aprendemos, no filme, que, se algo pode sair do controle, melhor nem iniciar. Melhor prevenir do que remediar!
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  • Adriano Zumba

    O cinema italiano! Ahh, o grande cinema italiano de boa parte do século XX! De Federico Felinni, o maior de todos! De Michelangelo Antonioni! De Roberto Rosselini! De Vittorio de Sicca, ganhador de 4 Oscars de melhor filme estrangeiro! De Marcello Mastroianni, o maior ator e mais famoso galã que a Itália já produziu! De Sophia Loren, a maior atriz e mais bela mulher que já apareceu nas telas de cinema italianos e talvez do mundo! Nesta comédia deliciosa temos a união de um grande diretor com dois protagonistas icônicos que resultou numa obra inesquecível e que nos proporciona um grande divertimento além de uma boa reflexão.
    “Matrimônio à italiana” foca na relação de Domenico e Filumena. Ele, um negociante, louco por mulheres e avesso a qualquer tipo de compromisso conjugal, em resumo, o típico malandro rico e conquistador. Ela, uma prostituta que sonha em um dia largar o bordel, levar uma vida normal e casar-se. Em um bombardeio na Segunda Guerra Mundial os dois se conhecem no bordel e, alguns anos depois, em um encontro ao acaso, Domenico, encantado com a beleza de Filumena, resolve tirá-la de sua vida sofrida e mantê-la num apartamento. Essa relação passaria de duas décadas – e nada de casamento. O problema é que Filumena não era tão ingênua quanto Domenico imaginava.
    Quando citei o termo comédia deliciosa no primeiro parágrafo fiz alusão ao comportamento dos personagens durante, pelo menos, a primeira parte do filme que é mais cômica. São aqueles italianos temperamentais e exagerados em seus gestos e palavras. Além disso são criadas situações bastante incovenientes, que colocam o personagem de Mastroianni sempre em maus lençóis com sua coleção de mulheres. São cenas engraçadíssimas.
    A segunda parte do filme tem um viés mais dramático, foca na vida de Filumena e consequentemente no tema da prostituição mas o mesmo é tratado com muita sutileza pelo diretor. Vemos a vida sofrida da protagonista e conhecemos os seus segredos que virão à tona no fim do filme, para desespero de Domenico. Ela só queria uma família mas o destino colocou a pessoa errada no seu caminho apesar de que sua situação difícil no bordel não lhe deixava muita opção e nem lhe dava muito tempo para esperar e fazer uma melhor escolha. Ao ver que daquele mato não saía coelho, ela traçou um plano infalível para nosso deleite.
    É até desnecessário comentar, mas Sophia Loren está divina. O diretor, sabedor do tamanho da beleza da moça, exagerou nos closes em seu rosto e mostrou seu corpo sempre que a cena permitia. “Mamma mia“, que mulher mais linda! Ela é a maior atração da filme, não só por seus atributos físicos, mas também pela sua atuação de gala que lhe rendeu até uma indicação ao Oscar de melhor atriz em 1965. Lembrando que não é usual indicar atrizes estrangeiras e isto só confirma sua grande atuação. Destaco também a trilha sonora composta por músicas clássicas e trechos de óperas. Mais italiana impossível !
    “Matrimônio à italiana” é daqueles filmes que pensamos ao terminar : como eu não vi este filme antes? Tem todos os elementos do estilo de comédias italianas que marcaram a história do cinema juntamente com um toque dramático para fazer um contra-ponto bem interessante. Além disso, tem Sophia ! Não precisa comentar mais nada. Foi uma mistura de elementos que realmente deu bastante certo e resultou em um inesquecível clássico da terra da velha bota.
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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Adriano Zumba
    Adriano Zumba

    Beleza Marcelo, obrigado pelo convite.
    Vou dar uma olhada lá.

  • Marcelo
    Marcelo

    Aproveito a oportunidade para te convidar e a seus amigos para entrar e até mesmo a ajudar a tocar no facebook um grupo de cinema. Chama-se "AMANTES DA SÉTIMA ARTE", que prioriza as boas viagens, um grupo de trocas de filmes que respeitem as crianças e a diversidade das espiritualidades:
    www.facebook.com/groups/amantesda7arte/