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[Indicação do Marcelo DiColdfer]
The house is black. A cena é triste, as pessoas estão convivendo na rotina do feio, da doença visceral e irreparável, mas sabe o que martelou em minha cabeça desde o primeiro segundo?
A esperança vive nos olhos de cada um daqueles que resistem bravamente ao desmoronamento físico, vejo pelo olhar que o espírito daqueles estava em paz, e que aquela convivência na casa era apenas um estágio desta vida, tão mediocre e tão sublime em seus pequenos detalhes.
Muito bonito e cortante.
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Como posso assistir?
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Mais uma grande obra do cinema iraniano. É daquele tipo de filme que há cenas impactantes que ficam tatuadas na memória do telespectador.
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A ótima edição deixa o espectador tenso, ao passo que o conteúdo abordado transborda tristeza. Assim, assistir a este documentário é um misto de emoções fortes, que em alguns momentos se mesclam de forma indistinguível, porém uma coisa é certa: é quase impossível assisti-lo com indiferença.
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esperança e gratidão. Isso tbm devia bastar aos sãos.
dolorido e perturbador! ao mesmo tempo, poético. -
Gente!!!!
A fusão de positivismo e esperança daquela comunidade com todo aquele território tão demarcado pela doença e degeneração deixa qualquer pessoa impressionado. Parece haver uma transição ali naquele local onde paira suavemente e em cordialidade, a dor, a miséria e a fé. Daí vem toda a grandeza deste curta; pois não só aponta com imagens a opressão dolorosa daquelas pessoas, pois isto seria muito fácil, mas tem a sensibilidade genial de colocar na tela, os sentimentos mais limpos e mais abstratos do interior do coração dos homens, este sim, universal!
Muita vontade de saber mais sobre tudo aquilo! -
“Eu cantarei o Vosso nome, ó Senhor
Cantarei Vosso nome com um alaúde de 10 cordas
Pois eu fui feito de uma forma estranha e amedrontante
Meus ossos não foram ocultados de Vós quando fui criado,
Fui moldado nas entranhas da terra.”Como demorei tanto para ver? Lindo, lindo!
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“Não existe falta de feiura no mundo. Se o homem fizesse vista grossa para isto, haveria mais feiura ainda.”
A diretora e poetisa Forugh Farrokhzad inicia o seu filme com esses dizeres e em seguida com algumas explicações do real sentido desta realização, com medo de que suas imagens sejam interpretadas como um louvor a “Estética da Feiura”, quando se faz arte e poesia estas explicações se tornam desnecessária, pois as imagens e as palavras falam por sim, elas transcendem qualquer julgamento moral, ético ou estético.
Em vez de falar sobre o filme, prefiro deixar aqui as indagações feitas pelo professor aos seus pequenos alunos leprosos:
Você, nos dê alguns nomes de coisas belas.
A lua, o sol, flores, e a hora do recreio.
E você, nos dê nomes de algumas coisas feias.
Mão, pé...cabeça...
Escreva uma sentença que possua a palavra "casa".
A casa é escura.
Por isso não êxito em chamá-lo de BELO!! -
O modo como o título do filme (A CASA É ESCURA) irrompe no próprio interior da diegese comprova a genialidade poética suprema deste filme impactante e encantador, ao mesmo tempo. Por ser uma poetisa consagrada e iraniana em sua gênese, a diretora Forugh Farrokhzad explica logo na abertura que rejeitará a espetacularização da fealdade, que o que interessa a ela é o modo como a Graça penetra num terreno abandonado pelos homens, mas ainda entupido de clamores a Deus. Saí da sessão impactado com a leveza do filme: um tema tão árduo e tão tendente às interpretações dramática exacerbadas e a diretora consegue impingir-lhe um realismo de prece, um tom de sinceridade dialogística que, além de respeitar bastante a penúria dos leprosos retratados, como bem diz a sinopse acostada, associa Arte e Humanismo de forma tão peremptória quanto apaixonante. Lindo! (WPC>)