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Meu tipo de crítica social. Muito horror, muita gente explodindo! kkkkkkkkkkkk
Foda demais.
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Algumas coisas unem pobres e ricos, negros e brancos, burgueses e proletários, e obviamente não é apenas a presença da morte. É também a necessidade de encher a barriga (muitas vezes em demasia), e as "nobres consequências"... nossos vasos sanitários conhecem muito bem. "Tudo vira bosta", como diz a música gravada pela Rita Lee. As angústias existenciais, as refinadas subjetividades, a cascata de emoções, tudo isso de certo modo se reduz a um entrar e sair de comida, o corpo apoderando-se do seu domínio e gritando que, sem ele, nada é possível. Como também pouco é possível COM ele, daí o desespero com que se enche extravagantemente de comida a ser eliminada pouco depois (Mastroianni que o diga).
Em "A Comilança" o corpo, como recipiente do prazer e das misérias humanas, entra em cena com merecida autoridade. Bocas e estômagos se enchem numa orgia sem limites de comida, prazer, desprazer, euforia, apatia, desespero, vida, fascínio pela morte. A dicotomia cristã que tradicionalmente eleva a alma acima da carne é posta de escanteio, e os personagens do banquete trituram sentimentos e frustrações juntamente com frangos e codornas. Demasiadamente humano.
"A comilança" também me pareceu algo como uma risada feminina sobre o universo decadente masculino. As mulheres do filme navegam sobre a crescente desordem destacando-se dos demais. Há as que não se adequam ao "sabá sem diabo", e há a interessantíssima professora cuja conduta surpreende mais de uma vez e testemunha o banquete fúnebre até o último minuto. Esta personagem é tão curiosa que mereceria uma dissertação.
"A comilança" é um desses filmes que nos convidam a esmiuçá-lo e provoca reflexões diferentes a depender de como estamos nos sentindo quando lembramos dele. Não é nada agradável, e sim rico de alegorias e referências. Filme excelente.
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Se não for pedir demais, você pode me informar onde achou para assistir? Obrigada.
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Olá Manuelly. Eu assisti "A comilança" no cinema, numa sessão de arte, já faz alguns anos. Desconheço se tem algum site na internet para baixá-lo.
Desculpe por não poder lhe ajudar.
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Obrigada, Joaquim! Vou ver se encontro neste site, que aliás, nunca tinha visto e por alguns downloads que bati o olho, parece ser excelente.
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Fabuloso e aterrador! Um filme rico em termos psicanalíticos - elementos tais como o complexo de castração, a pulsão de morte e o gozo estão nele presentes - e contundente na crítica ao estilo de vida burguês - vazio, supérfluo e sujeito a excessos. Faz lembrar - no âmbito crítico-social - "O discreto charme da burguesia", de Luis Buñuel, e - no âmbito psicanalítico, mais especificamente como seu contraponto - "A festa de Babette", no qual a pulsão de vida é um elemento central. Enfim, "A comilança" é simplesmente uma obra imperdível!
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Exatamente o que a palestrante Irvina S. disse sobre o filme, em um cineclube, no qual eu estava.
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Também estive no Cine Freud. Adorei o filme e a palestra! Ambos inspiraram o meu comentário e serviram como fundamento para estabelecer algumas conexões entre "A comilança" e os outros dois filmes que mencionei - "O discreto charme da burguesia" e "A festa de Babette". Se já os assistiram, vocês devem ter percebido certas similaridades. Se não, fica a dica. ;)
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Um juiz, um comandante de avião, um produtor de TV, um chefe de cozinha e por fim, uma professora. passando por varias facetas da sociedade burguesa, Da lei a erudição, passando pelo refinado da gastronomia, todos e tudo naquele ambiente, letrados e burgueses, imediatistas e famintos, carne e fome a todo instante, mulheres, cordeiros e leitões, servidos à exaustão, bela crítica.
Destaque pra torta na forma da bunda da professora gordinha, pros gases de Michel e pra cena do Mastroianni no banheiro com a explosão de merda, genial.
No fim todos os escapismos exagerados, glutões dos prazeres, terminam no mesmo: na merda.
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Provoca bastante mal-estar, essa mistura de prazer com morte sempre dá um ar de doentio, sem contar que a forma com que eles tratam a comida dá um pouco de nojo. Dá pano pra muita reflexão, filme único.
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Abriu o apetite pro almoço! Bem como falaram abaixo, a crítica lembrou mesmo o estilo do Buñuel. Muito bom!
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Devastador, crítica pesada sobre a vidinha inútil da burguesia e uma antecipação das reflexões sobre o consumismo (consumir, consumir, consumir, até morrer).
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Gostei. Engraçado e ao mesmo tempo dramático, tenta mostrar talvez o vazio de nossas vidas, a qual é preenchida com muita comida...
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Boa direção, linguagem visual um tanto forte e atuações ótimas. A decadência mostrada através da comida, o que é, no mínimo, original. Me lembrou um pouco o "Comida", do Jan Svankmajer.
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é interessante, mas requer certa paciência.
linguagem um tanto teatral. -
Não sei o que o diretor quis passar com esse filme. Sinceramente, se quis passar algo como ''as regalias e excessos sem limites da burguesia'', falhou. ²
eu esperava um puta filme podre, nojento, com uma critica fortissima e não foi isso que eu encontrei !!
O filme é beeeem cansativo, tem um ritmo muito arrastado, não tem nenhuma cena marcante e não vi nada de nojento nas cenas ... tem umas partes engraçadinhas mas é só isso !!
e que nem falaram ai em baixo, esse filme me deu fome, isso sim.-
"Não sei o que o diretor quis passar com esse filme....não tem nenhuma cena marcante...". Selene, o espaço é livre para toda espécie de questionamento, mas teus comentários são realmente sérios? Se forem, talvez lhe falte um pouco de intimidade com uma espécie de cinema que utiliza uma linguagem crítica ao qual tu não está acostumada. Assista outros filmes do Ferreri, e de outros diretores daquele período que utilizavam seus filmes para criticar a decadência da burguesia européia, como Buñuel, e talvez tu começe a perceber, onde estão as tais "cenas marcantes".
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Marco ferreri e seu cinema visceral no contraditorio estilo mais comedia drama possivel.
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Poxa, vi esse filme há bilhões de anos e ainda lembro que ele era bem nojento
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\/ E você já viu alguém fora da burguesia consumista se fartar da vida e querer morrer de prazer? Sim, esse filme é uma crítica.
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excessos da burguesia? como alguém pode achar isso sobre esse filme, gente? será que não dá pra ver que são pessoas bem sucedidas, que querem - simplesmente - "morrer de prazer", mas que em algum momento, percebem que se fartaram de tudo isso a vida inteira e isso não as sacia mais e é obvio que já não sacia faz tempo, se decidiram morrer, certo? esse filme é, antes de tudo, uma idéia de suicidio coletivo e isso é dark demais para que alguém ache que é mais um filme mostrando a tal burguesia consumista, por favor, né...
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Com exceção do Marcelo Mastroianni, tudo e todos nesse filme são nojentos! Mas dá para rir bastante...
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adorei as comilança! me deu uma fome!!! kkk
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Opa, desculpa a mancada...
[SPOILERS ABAIXO !!!]
Um Juíz mimado, um intelectual, um Chef, um piloto de avião, uma professora de primário. Uma mansão. Comida,comida,comida,comida,comida e mais comida. Em isso se resume a história.
Um grupo que se reúne para comer até morrer. O diretor italiano Marco Ferreri pode ser comparado ao seu conterrâneo Pasolini, no quesito podridão. Podridão estética: ilumunação precária, porca, câmeras cambaleantes, enquadramentos horríveis. E podridão na própria trama: degradação e depravação. A professora que é convidada a participar do jantar, em poucos minutos após adentrar a mansão, se livra de todos os tabus e convenções sociais: torna-se uma verdadeira libertina. Até as prostitutas contratadas para ''animar'' a festa não suportam tamanha degradação e vão embora. Em cada cena do filme, os personagens comem freneticamente, sem cessar. Algo interessante: os personagens não têm nomes ficticios, seus nomes são os reais. Marcello (Mastroiani), Michel (Piccoli), Phillipe (Noiret) e Ugo (Tgnazi).
Há algumas cenas hilárias também, como quando Marcello vai ao banheiro e ao dar descarga, uma onda de merda, literalmente, cai sobre sua cabeça. Todos os personagens ficam desesperados, uns chorando, outros rindo. E quando no fim os açougueiros chegam com um carregamento de carne e a professora diz ''coloquem no jardim''. O jardim da mansão fica bizarro, cheio de animais mortos e estripados congelados pendurados por todo canto.
Aos poucos todos começam a morrer. Marcello é o primeiro, vai dormir ao relento, na cabine de um Buggatti, e morre congelado. Michel morre de gazes (!?!?). Acho que esse é o único filme no mundo onde alguém morreu de tanto...peidar. E a cena é dramática: ele está tocando piano enquanto todos comem. Então se levanta, e enquanto toca, começa a peidar. Depois caminha até o parapeito da sacada e morre, com a bunda virada pra cima. Os outros dois morrem engasgados. E a professora retorna à mansão.Fim.
Não sei o que o diretor quis passar com esse filme. Sinceramente, se quis passar algo como ''as regalias e excessos sem limites da burguesia'', falhou. É apenas uma degradação progressiva que leva ao final que todos procuravam: a morte. Engraçado é que em filmes assim, quando são mal feitos, como esse é, isso contribui com a história, as podridões se completam, fazendo com que a pelicula seja mais bizarra ainda.
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Um dos piores filmes que vi na minha vida. Dá pra ficar enjoada..., bom só pra quem quer emagrecer!
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Nossa!
Ninguém pretende comentar o fato do filme ser absurdamente nojento?
Da primeira vez que assisti, fiquei tão enjoado que só comi um pouquinho de arroz na hora da janta, fiquei sem comer o que fosse até o café da manhã do dia seguinte! -
"A comilança", de Marco Ferreri, é daqueles filmes que fazem você sair do cinema meio tonta, meio mexida, meio rindo e meio séria, conseguindo falar apenas: "putaquepariu... que filme. "
Aí você dorme, o tempo passa e o filme persiste, reverbera na cabeça, as pequenas cenas e gestos, os grandes atores, a fotografia, tudo, fica ali, num cantinho seu, impresso, para sempre. Porque "A comilança" é um filme dos Grandes, daqueles que te transformam e até mesmo mudam paradigmas. Depois da Comilança qualquer filme aí pseudo-modernoso, seja sobre sexo desenfreado, sobre drogas, sobre compulsões, prazeres, comida, escatologia, suicídio, qualquer um, fica no chinelo. Trata-se de um dos filmes mais belos e fortes que eu já vi.
Um filme sobre vida, simplesmente isso: Um filme sobre vida!