filmaço!
Definido como uma celebração da vida e da morte, esta co-produção entre Holanda, Bélgica e Inglaterra ganhadora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro vai além ao contar a história de uma encantadora geração de mulheres. Comandada por Antonia, a saga familiar atravessa três gerações, falando de força, de beleza e de escolhas que desafiam o tempo. Nesse universo conhecemos curiosos personagens, como o filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais e os muitos amigos que são acolhidos por sua generosidade.
E quando parece que é uma inteligente crônica sobre a revolução moral e sexual do século XX a gente percebe que é uma ode ao tempo e a tudo que cabe dentro dele. Rever uma década depois me fez ainda mais crente na incapacidade do tempo em cicatrizar feridas (e na sua profunda competência em embaçar a memória).
Nunca uma sinopse resumiu tão bem um filme quando diz que esse filme é "uma celebração da vida e da morte", eu só acrescentaria também LIBERDADE! Esse filme é uma homenagem a ideia da Liberdade, de que é possível mesmo em uma sociedade tão repressora e padronizadora, ser você mesmo, ser fiel aos seus próprios princípios e ainda assim, vejam só que afronta,ser feliz!! Maravilhoso...
Muuuito bom! Desenrolar bem sequenciado, sem buracos. Interessante, diferente. O tema ~família~ muito bem abordado.
É impressionante o poder de síntese desse filme ao conseguir condensar diversos questionamentos morais, éticos e ideológicos em pouco mais de uma hora e meia. É filosofia pura!
O tema central trata dos “valores” e pra isso usa como pano de fundo a vida e a morte; ambas passeiam pela história de Antônia e sua família, provocando atitudes firmes de sua parte e julgamentos alheios pouco agradáveis.
Antônia é uma mulher destemida, chefe matriarcal, um ser pensante que possui um coração enorme e age conforme suas próprias conclusões a respeito da vida e do mundo, muitas vezes desrespeitando as regras sociais. Entretanto, em nenhum momento ela se deixa sufocar pela opinião do senso comum, nem se permite agir com a mera finalidade de agradar aos outros. Dessa forma, ela conduz sua vida de maneira autêntica e acaba por nos incitar a refletirmos sobre nossos valores, nossas condutas e a forma como encaramos o julgamento da sociedade.
Sendo assim, o filme põe à prova - ou pelo menos tenta - nossas convicções, nos faz reeleger o certo e o errado, reposicionar valores e reorganizar pontos de vista. O ensaio moral proposto é bastante válido uma vez que podemos estar vivendo uma vida infeliz e mentirosa apenas pra seguir o modelo imposto pela maioria, ainda que eles mesmos apenas finjam viver esse teatro e na verdade sejam grandes demagogos.
É preciso despertar, refletir sobre cada ato e agir da maneira mais honesta consigo mesmo.
genial. esses holandeses sabem retirar do simples, o complexo. +1
"a desgraça não é exceção, é a regra."
"A excêntrica família de Antonia", se eu não estou enganado, concorreu (e ganhou) ao Oscar no mesmo ano do brasileiro "O Quatrilho". E ganhou muito merecidamente em minha opinião. Que estória interessantíssima, que personagens tão bizarros e, ao mesmo tempo, tão comuns. Não dá pra não se identificar pelo menos com um deles em algum momento.
Uma estória contada de forma criativa é tudo o que os amantes do cinema pedem. E, nesse quesito, o filme de Marleen Gorris se sai extremamente bem.
fazia muito tempo que eu tinha lido sobre e queria muito assistir. sempre desistia porque não gosto de como soa holandês. acabei assistindo hoje. eu tinha expectativas altas com o filme. e ele as superou. fiquei sem reação depois de assistir. é um dos filmes mais sensíveis que eu assisti.
Depois de Malpertuis achei que nunca veria uma obra prima tão qualificada, mas este filme, ou melhor, esta obra prima, me fez chorar, chorar como nunca e mesmo eu sabendo todo o final, os signos são espalhados ao longo do filme, de forma crônica a realidade, massageando a "alma" e ao mesmo tempo maltratando-a, creio que jamais poderei descrever de forma sensata ou burocrática a maravilha que acabei de ver.
O filme em si é excêntrico e soa melancólico, não menos, tratando-se de schopenhauer em torno dele... mas é um belo filme, perspicaz.
Uma imensa crônica. O filme se desenrola da mesma forma que os acontecimentos na vida real, o interessante é que neste caso não somos personagens e sim telespectadores. Repleto de simbologismos, detalhe que mais gostei na trama!
Faz vários sentimentos se aflorarem em concomitancia durante o decorrer do filme! Lindo e cativante! Adorei ve-lo!
Um filme que se distancia do arquetipo familiar tradicional(Patriarcado). Uma familia matriarca, acolhedora e independente.
Situado no campo, um lugar onde são muito fixos os valores reacionários, a morte de sua mãe faz com que antonia retorne a antiga morada e mude por completo o cotidiano de varias daquelas pessoas daquele ciclo social fechado na religião e na supremacia masculina.
Bem, cada personagem expressa um valor impar na história, começando pela propria antonia, e seguido de muitos outros. Dedo torto um filosofo nietzscheano e schopenhaueriano é um dos personagens mais marcante e peculiar desta trama, seu ateismo, seu pessimismo sobre a vida.
Eu fiquei inquieto sobre o que é alimentar essa vida em que todos nos fugimos de um futuro previsível, de uma certeza natural e pertinente que é a morte. Em nossa vida urbana como nos preparamos para "viver", tendo um bom emprego, casa, filhos, até então estamos construindo nosso "projeto de vida", depois desta laboriosa e monótona vida, conseguimos uma "redenção" da realidade de trabalho, nos aposentamos como se a partir dai desfrutaríamos do nosso prazer de viver. Mera ilusão.
Bem para não me estender muito, quero parabenizar a diretora e roteirista deste filme Marleen Gorris por tamnho maestria na construção deste bela arte cinematográfica.
Trata-se de uma "dramédia"...( encarando o sentido positivo da expressão).
Com personagens peculiares - cativantes - e roteiro bem amarrado o filme te prende a cada instante.
Contudo, apesar de ser notório o final já anunciado no início do filme, esperava um desfecho inusitado e surpreendente.
Fiquei até sem fala após assistir, consegue ser triste, engraçado, poético, filosófico, tantas coisas ao mesmo tempo. Sem dúvidas entrou pra lista de favoritos, muito perfeito!
Uma ode a toda forma de amor, ao feminismo, à vida... com deliciosas doses de Schopenhauer.
eu só não entendo a excêntrica mania de dramatizar os títulos dos filmes em português.
nem percebi a minuciosa presença de schopenhauer nos fantasmas do filme, que pena.
os primeiros minutos são de dilacerar a alma.. vi em uma aula sobre schopenhauer. vale a pena.
Um ótimo filme para se observar que as relações familiares não são sempre o que aparentam e os diferentes tipos de família.
Um dos melhores filmes da vida, roteiro perfeito, fotografia linda e tudo muito simples. acho que dessa leva de filmes feministas tipo AS Horas e Tomates Verdes Fritos é o melhor.
A definição perfeita sobre este filme está na própria sinopse, ele é uma celebração da vida e da morte... E que grande filme, que através da sua simplicidade, nos faz refletir sobre quão belo é este ciclo, como a vida é rica, e como a morte é apenas uma parte de tudo isto... Precisamos viver da melhor forma possível, e dar lugar a quem vem depois...
E se as coisas correrem bem, o ciclo vai continuar e continuar, e nada se concluirá. =)
Este é o filme q, há 15 anos, definiu meu caráter cinéfilo. haha
Mas porque um filme tão importante só conseguiu 4 estreças e meia? hehehehe
Um ótimo filme! Simples, roteiro bem enxuto...de uma simplicidade fora do comum.
Cada personagem é brilhante, emocionante...o filme anda pela linha tênue do drama com um ar leve que faz ficarmos cada vez mais apaixonados por Antônia e sua excêntrica familia. Belissimas atuações
Vale a pena
Elenco feio, fisicamente falando, porém transbordando sentimento, e respeito.
Filme incrível, e bem corajoso.
Ótimo filme, marcante pela sua originalidade e senso cômico. É bastante peculiar fugindo dos clichês. Mereceu o Oscar!
Apesar de td o drama e tragedia, o filme tem o seu lado cômico que é bem interessante.
Gostei bastante do filme, principalmente porque as mulheres foram retratadas como devem ser, fortes, decisivas e, embora a participação masculina no filme não passe de mera ilustração, o filme serve, não apenas como denuncia ao machismo, mas também mostra uma boa visão de atitude para as mulheres tomarem; como diz a sinopse, é uma celebração da vida e da morte, ver esta família crescer, com mulheres fortes, foi um orgulho, não há um personagem que seja fraco, desde a louca que uiva para a lua, até a mulher que gostava de parir, e as filhas, uma melhor que a outra, muito emocionante ver a amizade da neta com o velho niilista, e igualmente emocionante ver tantas questões existenciais serem tratadas com sensibilidade, e temas tão polêmicos tratados sem o sensacionalismo de hoje em dia, um filme na dose certa. Muito bom.
O melhor de Antonia são os ótimos personagens, especialmente os femininos, assim como a constante passagem do tempo, o que dá um ritmo muito ágil ao filme, fazendo que ele nunca se torne cansativo. Muito boa a trilha sonora, assim como as cenas que envolvem a imaginação fértil de Danielle. Enfim, um bom filme que vale ser visto, engraçado e cativante.