-
Já dizia Bergman sobre o "grande" (ultra-mega superestimado) Godard: "Eu nunca consegui extrair nada de seus filmes. Eles são afetados, uma falsificação intelectual, e completamente inúteis. Cinematograficamente desinteressantes e infinitamente aborrecidos. Para mim, ele faz filmes para os críticos. Um dos filmes, ‘Masculino-Feminino’, foi filmado aqui na Suécia. Era exageradamente tedioso.”
-
Amei os diálogos e me encantei com a bela atriz que não conhecia. O filme é muito bom, sem exageros, simples em alguns aspectos e maravilhosamente bem trabalhado em outros. Uma doce surpresa.
-
Temos em “Acossado” uma inocência misturada com uma malícia que é de causar espanto (no bom sentido).
Texto completo > http://poseseneuroses.com.br/acossado/
-
Só pela importâcia em si que foi esse título para a história do cinema, fica totalmente contraditório assisti-lo com uma visão pessimista.
Como obra, é evidente como sua produção foi simples, apesar da fotografia ser maravilhosa. Tirando todo seu mérito consagrado durante todos esses anos, é uma obra muito linda e gostosa de rever em uma tarde de domingo. -
Acossado (À bout de souffle) de Jean-Luc Godard é um marco no cinema moderno, por isso falar sobre tal obra é no mínimo difícil, mas como os desafios movem o ser humano, tentarei comentar sobre o filme. Lançado em 1960 as inovações proporcionadas por esta obra continuam evidentes colocando-a como uma referência ainda nos dias atuais. Sem dúvida alguma, estamos falando de uma obra-prima cujo a eternidade é um patamar alcançado com todos os méritos possíveis. Com mais de 50 anos, fica evidente que o tempo só serviu para consolidar ainda mais o projeto de Godard, uma coroação merecida para um trabalho inovador e autêntico.
Após roubar um carro em Marselha, Michel Poiccard (Jean-Paul Belmondo) segue para Paris. No caminho um policial tenta prendê-lo por excesso de velocidade e Michael o assassina. Ao chegar em Paris, ele conquista a relutante Patricia Franchisi (Jean Seberg), uma estudante americana, e assim, permanece escondido para receber um dinheiro que viabilize a fuga de ambos pra Itália. Mas logo o crime cometido por Michel chega aos jornais e ele se encontra sem opções.
O enredo de Acossado não se mostra tão inovador. Desta forma, podemos perceber que não é na estória que se encontra o brilho do filme, na verdade, o máximo alcançado por parte da obra deve-se ao processo de construção da narrativa, é a forma como a estória é contada que coloca a película de Godard no mais alto degrau do cinema moderno e viabiliza sua eternidade. O filme foi um dos primeiros da Nouvelle Vague, movimento liderado por jovens críticos de cinema que escreviam na revista Cahiers du cinema, onde buscava-se uma ruptura com o modelo conservador que tomava conta do cinema, no intuito de estabelecer um diálogo autoral e autêntico. O lançamento de Acossado, já em 1960, causou polêmica e dividiu opiniões, uma parte se curvou diante das inovações propostas e reconheceu a obra como genial, e tantos outros, a condenaram. Mas a verdade é que o filme permanece inovador mesmo com o passar do tempo, confirmando o seu valor e mostrando quem estava certo e quem estava errado nesta discussão. Godard conduziu sua carreira e dedicou um bom tempo para uma minuciosa pesquisa estética. O experimentalismo e a ruptura foram características marcantes de Jean-Luc que dialogou não só com o cinema, mas com diversas esferas da arte.
Para entender a importância que Acossado tem para o cinema moderno, torna-se necessário um regresso histórico, sendo assim, tentarei montar este ambiente nas próximas linhas. Peço licença ao leitor, mas trata-se de uma situação necessária. Nos primórdios, o cinema não era visto com o glamour que hoje o acompanha, muito pelo contrário, tratava-se de uma "produção" voltado para as classes sociais menos abastadas, situava-se nos guetos. Segundo Arlindo Machado, ele reunia, na sua base de celuloide, várias modalidades de espetáculos derivadas das formas populares de cultura, como o circo, o carnaval, a magia... Marginalizado pela sociedade, o cinema figurava nos guetos das cidades, em ambientes denominados de vaudevilles. Esses eram locais bastante populares e um tanto mal afamados, os vaudevilles eram abominados pelas plateias mais sofisticadas, visto como zona de bebedeira e prostituição.
Ainda de acordo com Machado, nos Estados Unidos, particularmente, onde a guerra ao cinematógrafo chegou a um nível insuportável, os industriais que investiam no setor e a pequena burguesia, que realizava os filmes na condição de fotógrafos, cenógrafos, roteiristas e diretores, sentiram que o cinema precisava mudar. Esses homens todos perceberam rapidamente que a condição necessária para o pleno desenvolvimento comercial do cinema estava na criação de um novo público, um público que incorporasse também a classe média e os segmentos da burguesia. Essa nova plateia não apenas era mais sólida em termos econômicos, podendo portanto suportar um crescimento industrial, como também estava agraciada com um tempo de lazer infinitamente maior do que o dos trabalhadores imigrantes. Assim surgiu um cara chamado D. W. Griffith que assumiu um papel de protagonista neste processo, onde seu filme O nascimento de uma nação de 1915 aparece como um marco desta ruptura. Pois bem, pegando emprestado uma prática cinematográfica, a chamada elipse, proponho um corte... Já nos encontramos em 1941, ano de lançamento do clássico Cidadão Kane de Orson Welles. Cidadão Kane, assim como O nascimento de uma nação, representa um marco. O filme de Welles propôs inovações narrativas e de enquadramentos cinematográficos, sendo fundamental para o amadurecimento do modelo de cinema clássico hollywoodiano, inaugurado lá atrás com Griffith.
E onde porra entra Acossado nessa história toda? Calma, jovem! Acossado aparece em 1960. Godard propõe uma ruptura com o modelo engessado, e até então, visto como único para contar uma estória nas telas. O Francês propõe diversas inovações, juntamente com outros membros da Nouvelle Vague, no intuito de inaugurar um cinema de baixo orçamento, com obras autorais e experimentais. O filme aparece como marco inicial, numa perspectiva que alcançaria seu amadurecimento com o tempo, porém que nascia ali. Sendo assim, é necessário esclarecer as características que fizeram de Acossado uma obra de tamanha importância.
Segundo o próprio Godard, ele foi escrevendo o roteiro de forma improvisada. “Acossado começa assim: eu havia escrito a primeira cena (Jean Seberg caminhando nos Champs Elysées), e para o resto do filme eu tinha uma pilha de notas, uma para cada cena. Disse a mim mesmo: “isto é terrível”, e parei tudo. Então pensei: se em um dia é possível filmar cerca de doze planos... então, em vez de escrever todo o roteiro antecipadamente, decidi improvisar as cenas de cada dia, tomando como referencia as notas que tinha em meu caderno”, disse Godard em 1961. E segundo o crítico Flavio Guirland, a displicência com que o realizador elaborou o roteiro acabou contaminando outros aspectos da produção, o que o levou a infringir certas regras características do cinema comercial: as filmagens minuciosamente planejadas dos estúdios cederam lugar às locações externas, sujeitas à ocorrência de todo tipo de acasos; as tomadas de planos, em geral repetidas até que se consiga atingir os limites da perfeição, foram realizadas muitas vezes em um único take; aos atores, normalmente condicionados a atuar segundo um estilo de interpretação bastante regrado, foi dada completa liberdade para improvisar.
Mas o grande lance de Acossado se encontra na narrativa. A forma como Godard construiu a estória é o que faz desta obra um marco. Trata-se de uma obra pioneira que ofereceu alternativas de qualidade ao modelo de estúdio hollywoodiano. Ângulos incomuns de câmera, fortes cortes na cena (jump cut) e o uso de câmeras portáteis que permitem movimentos livres, são algumas das inovações propostas nesta obra. De acordo com Guilrland, opondo-se ao modelo da narrativa causal, Godard agencia novos esquemas de relações entre os elementos cinematográficos, privilegiando agora uma “lógica da ação”, aqui a dedução discursiva de uma estória em nada auxilia na compreensão do filme. O sentido é dado por uma câmera que testemunha os fatos, mas não explica, não conclui. Ele existe numa relação orgânica com a ação dos personagens. O critério relativo à mise-en-scéne (direção de cena) passa a ser a dominante, sobrepondo-se à exposição coerente do enredo. Ainda segundo Guilrland, a valorização da descontinuidade (e não o seu ocultamento) será o traço estilístico distintivo que irá romper de vez com a ideia de identificação...tomemos como exemplo a seqüência em que Michel e Patrícia passeiam de carro pela cidade. Num plano próximo, vemos Patrícia (por trás, em plongée), sentada no banco dianteiro, ao lado de Michel. Enquanto ele discursa: “Amo uma garota com o pescoço lindo / com seios lindos / com uma voz linda / com pulsos lindos / com uma testa linda / e joelhos lindos... / mas que é covarde!”, ela permanece o tempo todo diante de nós, no mesmo enquadramento. Percebemos, no entanto, através dos cortes, que o carro trafega por diferentes avenidas e ruas da cidade, em diferentes momentos. Tal combinação produz, para além da descontinuidade visual, uma síntese de tempo, e nos sugere que a duração daquele passeio é bem maior do que poderíamos imaginar. O exemplo citado por Flavio, coloca Acossado na perspectiva definida por Aumont de filmes que buscam um rompimento com o olhar.
Poderíamos continuar debatendo sobre as inovações propostas em Acossado, e ainda assim, muitos seriam os pontos a serem abordados. Mas pra não alongar muito, proponho que o próprio leitor veja o filme e tire suas conclusões. Porém é evidente o quanto Acossado é importante na consolidação de um cinema autoral. Suas inovações influenciaram diversos movimentos cinematográficos, inclusive o cinema novo brasileiro. Estamos falando aqui, de uma referência não apenas cinematográfica, mas principalmente intelectual. Godard é uma das mentes mais brilhantes, e não só do cinema. Sua obra é essencial! Não é por acaso, que a Mônica, namorada do Eduardo, queria ver o filme do Godard, enquanto o Eduardo preferia uma lanchonete. Enfim, maluco para alguns e gênio para outros, mas o fato é que Godard permanece causando polêmica e aflorando debates, mesmo com o passar dos anos, seu legado se mantém atual. E as conclusões, ficam a cargo de cada um. O fato é que sua obra se mostra diferente a cada indivíduo. Não gostar do seu modo de fazer cinema é uma coisa, mas negar suas contribuições, é no mínimo um grande déficit cultural.
-
Pra não ser injusto acho que esse filme tem sim seus pontos altos (como por exemplo a estética típica da Nouvelle Vague). Contudo, À Bout de Souffle não passa uma produção superestimada de um JLG ainda um tanto "imaturo", que virá a cristalizar sua genialidade apenas em trabalhos posteriores.
-
Narrativa fragmentada, poética, peculiar! Que montagem genial. Cinema Russo, uma pitada de Neo-Realismo e pronto, um cinema assaz autoral.
É nóis, Godard
-
É Jean-Luc Godard eliminando barreiras estilísticas e criando diversas outras teorias que hoje servem de parâmetro para o cinema pós moderno.
-
primeiro filme que vejo do Godard, gostei de alguns pontos como os diálogos , a trilha sonora, o jogo de câmera me incomodou no início mais depois acostumei no decorrer do filme, achei um pouco cansativo no início, mas não deixou de ser um bom filme.
-
A mocinha, a polícia, o vilão. Mesmo em 1960, esse enredo já era batido. Porém, com essa câmera (direção super-Nouvelle Vague ♥), o tom irônico e crítico do roteiro e as divagações dos personagens durante a história, fazem "Acossado" ser único. Demais!
-
Galeno Quintanilha diria que Godard não é para entender, é para sentar e assistir em estado de graça. Mesmo assim, faltou um algo a mais.
-
As influências de noir já apareciam desde cedo no trabalho de Godard. Infelizmente, o francês não consegue reproduzir a maestria dos mestres das duas décadas anteriores, mas ainda assim ainda consegue trazer uma estreia decente.
-
Adoro a cena que ela grita: 'New York Herald Tribune', na Champs-Élysées!!
-
Filme belíssimo, que deu vazão para a produção de outros filmes com a mesma linha de roteirização, Bonnie and Clyde é um exemplo clássico.
-
Bonzinho pena que os atores são sem graça.
-
Finalmente assisti o famoso "Acossado" de Godard. Outro dia abri um livro sobre cinema e nas primeiras páginas já tinha uma recomendação pra esse filme, mas acho que agora depois de ter visto, eu compreendo o fato dele ter ficado marcado na história do cinema, pois realmente parece "moderno demais para a época". O lance com o Godard é que se você não tem paciência pros diálogos meio malucos e para o que eles representam que na maior parte das vezes é em sentido figurado, o que faz parecer até que eles só estão balbuciando um monte de frases sem coerências em algumas cenas, mas é bem aí onde mora o sentido, se você não tem paciência pra isso, então qualquer filme dele vai ser um saco mesmo e é melhor nem continuar tentando. Eu já gosto muito dessa característica neles e com esse aqui não foi diferente, sem contar que é um filme muito bonito, todo o cenário, a naturalidade com que esses diálogos fluem. Pode até não ter sido para mim o melhor filme do mundo e eu até não o colocaria no topo de uma lista de favoritos, mas com certeza merece o crédito que tem e é totalmente recomendado pra adquirir um conhecimento maior sobre os clássicos do cinema.
-
Uma das principais características da Nouvelle Vague é a narrativa fragmentada. Imagina a galere vendo isso na época?
Foda, só rs
-
-
Vivemos sob uma ditadura de opinião se ao avaliarmos uma obra de arte, seja ela qual for, de artistas renomados, damos a elas (as obras) uma classificação baixa. Portanto, no Brasil, é um "crime" falar mal das obras de Caetano Veloso, não gostar de Chico Buarque, ou simplesmente achar um filme do Godard ruim... Mas correrei o risco: QUE DESGRAÇA DE FILME CHATO! É MAÇANTE, É PSEUDO-DRAMÁTICO e sem contra que a CANASTRICE REINA POR TODA A PELICULA. Pronto. Falei.
-
quer saber se uma mule é realmente bonita: raspa a cabeça dela. aiai Jean Seberg
-
recomendo essa sinopse pra quem não tiver com tempo de ver o filme
-
Achei o roteiro ótimo e bem inteligente aquele jogo de câmera de cortar o diálogo numa cena pra outra.
-
Acossado é um filme eterno. Por quê? Siplesmente porque ele foi revolucionário em 1960 e ainda é revolucionário hoje. O que era pra ser uma mera quebra de valores, se tornou em uma obra-prima atemporal em certo sentido.
Como todos os filmes do Godard (Uma mulher é uma mulher é um caso a parte), não tem como você assistir À bout de souffle pela primeira vez e entendê-lo assim, de cara: a primeira vez é um saco. O filme parece ser chato e é um sofrimento ver até o final, isso porque você ainda está pegando a história-base: se foca mais nela do que nos diálogos, que são o ponto alto do filme. O cara é metido a machão e a garota, uma lerda. Isso é o que parece.
Assistir pela segunda vez torna tudo mais claro: agora você pode deixar escapar algumas coisas "desnecessárias" e focar no que achar mais importante. Já que se sabe um pouco da história, você para para analisar os diálogos entre Patricia e Michel e o relacionamento azedo e doce que há entre eles: você começa a perceber que Michel é, de certa forma, machão, mas que é, antes de tudo, lerdo, por causa de Patricia. Essa, por sua vez, não é lerda, mas também não é a donzela indefesa que está sempre esperando pelo príncipe: talvez ela mesma seja seu princípe, e Michel a sua princesa indefesa, pronta a ceder a aguentar tudo por seu princípe.
Aí você assiste mais umas vezes, e FINALMENTE percebe que a loucura que está acontecendo com as câmeras não é uma simples convenção, é o início que finda a guerra contra tudo o que havia antes. A partir daí, a trilha sonora gruda na sua mente e parece que nunca vai sair de lá.
Você pode assistir e não gostar, pode achar um saco, uma chatice, uma obra super-estimada, mas contra fatos não há argumentos: Acossado foi um dos primeiros filmes a introduzir a verdadeira anarquia no cinema e será, eternamente, sinônimo de revolução.-
''não tem como você assistir À bout de souffle pela primeira vez e entendê-lo assim, de cara: a primeira vez é um saco.''
pra que escrever isso? que pedantismo assassino esse de achar que ninguém pode gostar do filme pela primeira vez, eu adorei pela primeira vez, se você não aí foi contigo, não generalize sua impressão/opinião assim.
-
Epa!
Achar um saco não é odiar. Gostei (e muito) de Acossado da primeira vez que assisti, mas admito que foi chato. Foi um pecado eu tergeneralizado, é verdade, e peço desculpas se te ofendi. Mas, na maioria das coisas que escrevi, fiz referências a mim mesmo. -
sim, claro que fez referência a ti mesmo. por isso que eu prefiro sempre tecer meus comentários numa postura mais pessoal, e deixando isso evidente no texto, pra evitar essas confusões e por vezes o pedantismo. mas de boa, cara, eu entendi perfeitamente o que tu quis dizer, acontece comigo também em certos filmes, não foi o caso deste.
-
Acho que a forma como a história foi contada e o fato de não ter ligado o filme ao período conturbado que ele representa fez com que, PARA MIM, não fosse um GRANDE filme, mas sim um filme BOM. Mas é só o que eu acho...
-
o filme encanta com suas graças, com a fotografia belíssima, com a beleza da própria protagonista, certas falas marcantes e a inversão dos papéis feminino-masculino, diferente do que costuma ser nos filmes e na vida. eu ADOREI os cortes de cena, saltando o plano ou mudando de repente o local exato dos personagens. mas mesmo assim, o filme ficou longe dos meus favoritos. principalmente pelo roteiro que não foi nada surpreendente a meu ver, apesar de ser até interessante. mas é claro que vale a pena por seu estilo e seu charme, principalmente. ah, devo dizer que, apesar de me identificar com a Patricia em alguns pontos, em outros ela... me irritava um pouco. mas analisando depois, achei interessante mostrar que garota independente também é um tanto confusa e às vezes até insegura. ninguém é 100% uma coisa só. outra coisa diferente do comum que me agradou (:
-
Cult, irônico, charmoso e romântico.
-
"I don't know if I'm unhappy because I'm not free, or if I'm not free because I'm unhappy. "
-
O que esperar de um filme escrito por Truffaut e Godard? Um filme que o roteiro se sobressai a direção. A Patricia, é um simbolo de mulher independente do anos sessenta, que pode fazer juras de ódio e afirmar quantos homens teve. O Michael, é um boêmio francês, que ao se apaixonar, se transforma na mulher da relação, tendo diálogos oscilando em uma linha tênue de amor até o ódio. Patrícia é capaz de provar que não o ama, mesmo que suas atitudes provem o contrário pra quem assiste, é um dilema dentro dela mesma, igual ao dilema sobre "ela ser triste por não ser livre ou não ser livre por ser triste", no fim, ela toma a ação pra provar pra si mesma e após, demonstra ironia para não demonstrar seus sentimentos. O mais incrível é que no começo, ela parece-se "ingênua" e o Michael um "malandro", no decorrer da história, entra o sentimento e até então o contexto muda.
- Assim de perto, você parece um marciano
- Isso é porque vivo na lua
Dentro de tudo, ainda existe a rivalidade artística franco-americana que eclodia na época, as mulheres americanas pareciam está um passo a frente das francesas, porque foram resgatadas pelo o cinema hollywoodiano. Godard explora todos os limites de comunicação possíveis e Truffaut une a Nouvelle Vague ao clássico. -
Romântico, amoral e cômico, em duas palavras obra-prima!Pena que seu diretor perdeu a mão depois...
-
"Quem é a garota que vais ver?
- É de Nova lorque.
É legal?
- É estranha, mas gosto dela."Um dos melhores filmes do Godard, que cada vez me encanta mais com seus diálogos e seus personagens, amor ad eternum por essa trilha sonora *-*.
-
Gostaria de ver novamente porque eu o assisti no cinema, a lembranças estão embaçadas pelo tempo, mas guardo o 'recuerdo' de um filme lindo protagonizado pelo "feio mais lindo do Cinema: Jean-Paul Belmondo".
-
Mais um filme charmoso do Godard, com diálogos inteligentíssimos e memoráveis, ótima atuações do Jean-Paul Belmondo e da Jean Seberg e com tomadas típicas do diretor (lembrando também que Truffaut deu um talento no roteiro) . Lindo!
-
sem saber já sabia parte dessa história numa HQ do Zé Carioca há muitos anos...
muito boa! haha!
-
Fantástico, incrível. E Patrícia é a americana que fala francês mais bela do mundo cinematográfico.
-
Não achei tão incrível quanto me falavam, mas ainda assim, não deixa de ser um bom filme!
-
Ainda não tive contato com diretores que antecederam Godard, mas quando vi À bout de souffle me apaixonei de imediato pela atmosfera, não sou um conhecedor das obras de Godard e até procurei ver alguns filmes antes de fazer esse comentário porque queria ter certeza antes de afirmar que ELE é incrível. Eu o acho poético, e os diálogos no meio deste filme são ótimos, sempre te levam à uma reflexão, Godard é isso, um filme não é um filme, mas uma grande obra que precisa te afetar e atribuir coisas. A história em si, o roubo do carro, a vida desgrenhada de Michel é só um pano de fundo pra que o Godard possa mostrar sua excelência, a beleza está mais expressa no que à dentro da história do que no que à enfeita.
-
Como se eu tivesse acabado de sair de um bom encontro.
Assim que me sinto, agora. -
Realmente não consigo encontrar palavras para descrever esse filme. Fantástico.
-
Por quê? O que te chamou a atenção no filme? Me diga... o que você sentiu? =*
-