- O que você faz da vida?
- Já não sei bem. Acho que tento ser diferente.
Nova York, 1941. Barton Fink (John Turturro) é o dramaturgo do momento e toda a Broadway, além da imprensa, se curva ao seu talento. Como conseqüência Fink vai para Hollywood para escrever um roteiro para um filme B, que aborda a luta livre. Ele se hospeda em Los Angeles no Earle, um hotel de segunda categoria, mas o objetivo de Fink é ficar longe de tudo e todos e se concentrar no seu roteiro. Porém, ele é atingido por um bloqueio de escritor de tal natureza que não consegue escrever nada. Charlie Meadows (John Goodman), seu vizinho, um amigável vendedor de seguros, tenta ajudá-lo mas diversos acontecimentos bizarros aliados a um calor infernal surgem na vida de Barton. O ápice de tudo é quando se vê envolvido em um assassinato que deixa Barton totalmente desesperado e à beira de um ataque de nervos.
- O que você faz da vida?
- Já não sei bem. Acho que tento ser diferente.
Obra prima. O mais enigmático da filmografia dos irmãos Coen. Vale muito a pena rever e perceber melhor os detalhes que são construídos minuciosamente. Grande roteiro! Se, a princípio, havia torcido o nariz para o plot twist meio absurdo, agora fez muito mais sentido para mim.
Barton Fink realmente é um grande personagem. Daqueles que dá vontade de conhecer. Queria ver o filme que ele roteirizou.
Enfim, não dá para não destacar aquela cena final. Bonito demais.
"I gotta tell you, the life of the mind... There's no roadmap for that territory. And exploring it can be painful."
Muito bom filme dos Coen. A estrutura é bastante original. O filme começa com um humor bastante caricato, mas com a marca dos irmãos: Inteligente e rápido. Por fim, o longa acaba perdendo um pouco desse lado cômico. O que para muitos acaba sendo uma incoerência, na verdade é o que torna Barton Fink um filme único.
Genial, me prendi completamente, John goodman me fez rir bastante e os Coen conseguem passar uma mensagem foda sem precisar ter tanta explicação (apesar que o título "delírios de hollywood por um ponto de vista, da uma bela ajuda pra compreender melhor o filme).
Achei muito bom e recomendo a todos, um dos melhores dos Coen sem nenhuma dúvida.
O filme me prendeu pelo modo como é conduzido e pela excelente atuação de John Goodman. Steve Buscemi faz um pequeno papel mas como sempre está ótimo também. Eu gostei do filme, mas fiquei bem confusa no final e eu acho que os irmãos Coen as vezes pecam por isso. Não há problema em deixar um final subentendido, pelo contrário. Mas há que se fazer isso dando algum embasamento para que possamos tirar nossas próprias conclusões. E que me desculpem os fãs, não é o que acontece aqui.
Charlie era o diabo? O filme era a própria história que estava no roteiro escrito por Barton Fink? Ele imaginou tudo aquilo? Ele já estava em delírio quando chegou no hotel?
É um bom filme, mas caricato demais, quase um pastelão. Poderia ser melhor.
O filme é bom mas poderia ser excelente e até clássico se não deixasse tantas pontas soltas.
Os irmãos Coen costumam terminar mal os seus filmes com exceção do Grande lebowsky mas o filme em si costuma explicar e deixar tudo bem claro xom a ajuda de roteiros quase sempre amarradissimos com ótimos argumentos e diálogos excelentes.
Nesse barton fink tudo isso esta lá, roteiro perfeito, diálogos geniais, fotografia e parte técnica impecável e atuações certeiras, mas aqui tudo ficou muito vago, o final deixa muitas perguntas no ar e nada parece fazer sentido.
O filme todo parece um delírio e sendo um delírio calcado na comédia e no humor negro acaba acertando em cheio, mas no final a comédia some e o filme fica sério e como filme sério essa falta de explicações acaba pecando e deixando o resultado final insatisfatório....
O john goodman era o diabo?
E os assassinatos?
E aquele final?
Muitas perguntas sem respostas e mesmo assim um filme excelente...coisa dos irmãos Coen....
Os Irmãos Coen costumam terminar mal os seus filmes? Puts, você queria um final for dummies com tudo explicado e tudo mais? Já existem filmes demais assim em Hollywood, cara.
Exato, Lucas. A genialidade está na dubiedade dos desfechos. Acho estranho justamente quando isso não acontece. Se você encara esses finais como pontas soltas e roteiro vago, você está indo exatamente pelo caminho oposto no qual os dois (irmãos) querem nos mostrar o filme.
Um dos meus filmes favoritos. E o melhor filme dos Coen, na minha opinião.
Ambiente e pesamento kafkiano! :D
Fotografia belíssima! Roteiro maravilhoso.
Os planos e movimentos de câmera me lembraram bastante Hitchcock. Gostei desse filme.
Bem observado. Os Cohen mesmo já disseram que ele foi uma das maiores influências para o filme.
LOUCO LOUCO, um filme louco. O John Turturro é incrível, não canso de repetir isso nos comentários dos filmes dos Coen. O John Goodman é doentio, e como o Barton Fink sofre hein?
Palma de Ouro merecidíssima pra esse trabalho genial dos Coen ♥, uma obra autoral e inspiradíssima sobre bloqueio criativo e outros dilemas da criação. Grandes performances de Turturro e Goodman, em sintonia.
Será que as pessoas que não gostaram se ligaram que Charlie (John Goodman) era o "Diabo", o papel de parede desgrudava por causa do calor que vinha do quarto dele. Ele matava pessoas. Quando Charlie estava no hotel, Barton Fink NUNCA conseguia escrever. Charlie se fingia de bonzinho, e no final, se revela, com todas as chamas em sua volta. Por isso o calor infernal e o papel desgrudando da parede.
Nota: 7,9. Talvez o erro do filme tenha sido o seu caráter indecisivo que revela uma falta de compreensão do que se quer passar, pelo espectador. O roteiro não sabe se segue na linha da comédia de personagens caricatos, ou na linha dos suspense de caráter real e dramático. Talvez Coen tenha preferido pela última mas, não a expressou em sua totalidade. Um dos pontos que comprovam isso, é a atuação real, dramática e poética de Turturro, muito bem delineada. O filme é bem ousado e original ao dar uma reviravolta na história quando põe o assassinato na tela. Isso quebra uma lógica que o espectador pode esperar pro resto da história. Esse é o verdadeiro trunfo do filme.
aquele Quadro + Aquele Final = Loucura dele?
Eu estava pensando, desde que hora ele ficou louco? Será que ele já chegou no hotel tendo devaneios?
pois é, isso que deixou uma Incognita no filme, sendo que os irmãos Coen já curtem fazer isso rs
Gostei muito do filme, bem inteligente e estranho. Achei muito bom de assistir e as atuações estão excelentes. Ótimo trabalho dos irmãos Coen.
Adoro a câmera dos Coen! E os dois John's estão demais em seus papéis.
uma das melhores coisas que os irmãos Coen já fizeram. muito, muito bom mesmo. deveria ser mais reconhecido.
Embora a história seja sobre um dramaturgo escrevendo roteiros para o cinema em Hollywood, este filme aborda os principais dilemas de todo escritor, do bloqueio criativo às relações com sucesso, fracasso, mercado, prazos, qualidade...e tudo isso processado pelo cabeção doido dos Coen,! kkk Fodástico! Recomendo! Só para os fortes :)
Nenhum real apreciador de cinema deve perder. Na TV:
27/10 23:55 Telecine Cult
29/10 04:20 Telecine Cult
http://www.facebook.com/criticalivredecinema
Alguém sabe (ou desconfia) que existe algum significado em relação àquele pássaro que cai no mar na última cena de "Barton Fink - delírios de Holywood"???
Estranheza e genialidade é com os irmãos Cohen mesmo. John Goodman soberbo.
que loucura. sensacional!
o que será q tinha naquelas caixa kkk
Maravilhoso! Além de ter um tom "autobiográfico", visto que os Coen passavam por um bloqueio criativo enquanto escreveram o roteiro do filme e também se encaixam em alguns dos mesmos dilemas de Barton, é muito preciso ao trabalhar com uma fotografia que cria um ambiente psicológicamente paranoico e agonizante, não só vivido por autores e mentes criativas, mas também por todos os "homens comuns". Uma crítica e auto-crítica à "vida da alma". Aqui, em Barton Fink, eu finalmente achei que o sarcasmo dos irmãos Coen dialogou bem com o restante do filme. As brincadeiras com os filmes de gênero ao longo de todo o filme, que atingem praticamente todos os personagens, criam bem o clima de "delírios de holywood": o hotel sinistro, o vizinho psicopata, o produtor, a mulher gostosa na praia, o próprio Barton Fink, intelectual idealizador... enfim, acho que todos são clichês bastante explícitos de holywood. Aliás - esse subtítulo da tradução, apesar de ser muito ilustrativo e influenciar de uma maneira ruim o espectador, já que limita as percepções do filme, é muito bom.
Acredito que os irmãos Coen mergulham em um universo de estranhezas de maneira muito abrupta, não oferecendo qualquer indício que prepare o espectador para isto (talvez apenas o velho papel de parede que insiste em descolar da parede devido ao calor infernal). Daí não estranhar aqueles que acabaram se desligando do filme na sua segunda metade. Ao menos a bela imagem que fecha a história (e que muito diz sobre ela) serve para uma representar uma experiência que, vá lá, é recompensadora.
Uma crítica ao lado B de Hollywood com a genialidade dos irmãos Coen.
Sei que muitos vão me criticar, mas desisto de assistir os filmes dos irmãos Coen, os filmes são realmente obras, roteiro com dialogos incríveis, John Turturro mostrando seu lado mais sério fazendo uma bela atuação. Porém os filmes acabam do nada e sem respostas e isso ja me deu nos nervos.
ótimo filme, comédia, drama, tudo em 117 min. Fink não resisitiu a sedução de Hollywood mas desde que colocou os pés em Los Angeles, tudo deu errado. Por mais idealista que fosse ele sempre batia de frente com todos ao seu redor e o amigo que fez, Charlie Meadows não era assim tão amigo. E por falar nisso, John Goodman roubando a cena!
A história, vai aos poucos ganhando um tom absurdo mas não deixa de ser uma sátira sobre a criação no cinema e uma crítica às produtoras que interferem e limitam os cineastas em seu processo criativo. Como na cena que um deles fala "Agora, o conteúdo da sua cabeça é propriedade da Capitol Pictures"!
O filme é uma ótima pedida até pela crítica feita aos magnatas da indústria cinematográfica. E como uma suposta "advertência" dos Coen, nunca traia os seus ideais ou vai acabar como Fink.
Achei que o estilo das vestes do Barton Fink se assemelhavam aos do diretor Jean-Luc Godard. Whateaver.
Como muitos aqui, também me pergunto se os irmãos Coen conseguem fazer algo abaixo da linha do "brilhante". O filme traz uma premissa que não perde a genialidade, apesar de no momento estar um pouco batida. Todo mundo fala sobre o lado B de hollywood, mas qual a graça de fazer essa crítica se não for feita por críticos de primeira?
De forma subjetiva e inteligente, os Coen conseguem fazer não somente uma crítica ao imperialismo hollywoodiano como, também, ao estereótipo do escritor. Esse filme me transportou a lugares maravilhosos e me fez refletir bastante.
Atuações sensacionais, atores de ponta, diretores igualmente.
O que mais posso dizer?
"- Não sabia que você estava em Hollywood.
- Todos os escritores rebeldes acabam vindo para as grandes planícies do sal. Deve ser por isso que tenho tanta sede." :)
Sensacional!!!
"Agora, o conteúdo da sua cabeça é propriedade da Capitol Pictures"
hahahahaha
Tem muita coisa a analisar nesse filme, mas a real é que é um filme subjetivo, cada um faz uma compreenssão.. há muito surrealismo nele, ótimo para aguçar a imaginação!
Apesar da longa duração do filme, faltou empenho do Turturro em aproximar e criar empatia da personagem dele com o espectador. Destaque mesmo pro John Goodman.
Concordo plenamente, apesar das mais geniais falas do filme pertecerem a Barton, quem rouba a cena mesmo é o angustiante Charlie Meadows
Arrisco a me perguntar se esses Irmãos Cohen tem algum filme ruim. É sério, já vi vários e ainda não quebrei a cara com nenhum. Bom, esse é um pouco mais antigo, mas não poderia ser diferente... história clássica do roteirista que tem sua grande chance em meio a um bloqueio criativo, mas nada como fazer amizade com o vizinho simplório e acordar com uma mulher morta ao lado pra que as coisas comecem a andar. O roteiro é aquele primor, como de praxe, e ainda temos as presenças dos maiores 'arrozes' de filmes dos Cohen, John Goodman e Steve Buscemi, pra abrilhantar ainda mais essa bagunça.
John Turturro e John Goodman em grande forma em um dos melhores filmes dos Coen. Roteiro maravilhoso, como lhes é peculiar.
O filme apresenta outra visão de Hollywood, com toda sua metalinguagem é difícil não O filme apresenta outra visão de Hollywood, com toda sua metalinguagem é difícil não ser cativado por Barton, com todos os problemas vividos por um artista como o processo de criação e a liberdade do mesmo. A atuação do Turturro é brilhante, e o roteiro também. Os personagens que são tão bem apresentados, de forma bem característica e depois mudam totalmente a sua conduta desviando a história fazem o final ser bem forte e poético, muito bom!