Esse filme é uma obra de arte.
Drama de época que conta as memórias do capitão Charles Ryder, que, durante a Segunda Guerra Mundial, está baseado no Castelo Brideshead e ali vai se envolver com os ricos donos do local. Ryder irá conviver com a aristocrática família católica Flyte e, em particular, compartilhar muitos momentos e segredos com os irmãos Sebastian e Julia.
Eu comecei a ver o filme achando que ia ser uma coisa e foi outra, me surpreendeu pelo desenrolar da história. O filme é muito bem feito do ponto de vista técnico, tem uma narrativa bem densa. EU gostei bastante. Nos faz pensar.
poderia ser melhor, determinados momentos o filme se torna arrastado
destaque para a trilha sonora e a pequena participação da emma
Esse filme tinha tudo pra ser exelente, digno de um lugar nos meus favoritos. Mas não sei, algo se perdeu. O filme de uma hora pra outra mudou totalmente sua idéia central, como se os primeiros 40 minutos do filmes não tivessem relação com os demais.
Quanto a parte artítisca, sim, é um belissímo filme
E vamos concordar
O personagem de Sebastian era mágico! Sem ele o filme perdeu todo seu brilho
não entendi a proposta do filme. não entendi o personagem principal, na verdade. consigo ver as motivações dos outros, a relação de fé e culpa, o sofrimento desnecessário dos privilegiados esnobes. mas não entendi o tal do charles: o que ele queria, doq ele se arrependia, onde ele tinha chegado. o filme, de início, me agradou bastante, mas lá pelas tantas ele começa a se arrastar (assim como "desejo e reparação")
Para entender um filme é preciso, às vezes, fixar-se em uma determinada cena. Até porque, para se produzir um filme, horas e horas de películas são gravadas para depois passarem pelo crivo do diretor e principalmente do editor. Assim, é salutar prestar a atenção em todas as tomadas mostradas na tela. Alguma importância elas possuem na história. O mesmo acontece com os diálogos ou monólogos. Até mesmo em narrativas em off. Digo isso porque é importante salientar uma cena em particular no filme Brideshead – Desejo e Poder para que se possa entender as motivações dos personagens e as armadilhas em que cada um foi vítima no decorrer da narrativa. Mas antes de citar a cena propriamente dita, gostaria de abrir um parêntese. Melhor ainda, um parágrafo para dar ênfase ao que quero explicar. Vamos a ele.
Existe um truque muito utilizado por roteiristas e diretores de filmes de suspense (via de regra policiais), em mostrar uma cena em que o personagem principal da história – que a princípio se acredita ser uma pessoa de boa índole - que de repente comete um ato de extrema violência contra um inseto ou um animalzinho inocente. Geralmente é um atropelamento de algum esquilo que atravessa uma estrada ou um mosquito que voa é apanhado e trucidado por um simples gesto da mão assassina. Ou uma mosca pousada, inocentemente, na mesa que é morta com um tapa seco e certeiro. Enfim... Você já deve ter visto filmes em que tais cenas apareceram e que envolve o personagem principal. Claro que isto é mostrado para evidenciar que o tal “mocinho” da história não tem nada de mocinho visto que sempre está atento para cometer as atrocidades mais bárbaras a qualquer momento e sem motivo algum. Só espera o momento certo para atacar sua vítima indefesa. Estas cenas são para preparar o público para o que virá a seguir. Explicado vamos então à cena que gostaria de mencionar no filme Brideshead – Desejo e Poder que se aplica, sob outra perspectiva, ao mesmo propósito de evidenciar e preparar o público sobre a personalidade de um personagem principal nesta história de desejo e poder. Sigamos então com minhas impressões sobre este filme com novo parágrafo.
Para entender este filme, como dizia acima, é preciso fixar-se na cena em que Charles Ryder viu, pela primeira vez, Sebastian Flyte. Charles acabara de chegar à universidade de Oxford para estudar história e estava na companhia de seu primo em seus aposentos quando, de repente, surge na porta entreaberta um estudante que lança vômitos quase aos seus pés. Seus olhares se cruzam e o jovem se afasta pouco constrangido. Tal rapaz é o Lorde Sebastian Flyte. Qual o significado desta cena tão escatológica já nos primeiros minutos do filme? Fiquei alerta e percebi, de momento, o velho truque de “aviso” contido naquele momento em particular e as suas consequências futuras.
No dia seguinte recebe flores com pedidos de desculpas pelo ocorrido e o convite para jantar em sua companhia. No tal jantar conhece os “amigos” do jovem rapaz e o círculo social esnobe a que ele pertence. Apesar da diferença econômica e social Charles e Sebastian tornam-se grandes amigos e parecem gostar da companhia um do outro. Dias depois Flyte convida Ryder para ir a sua casa para lhe apresentar uma pessoa (uma senhora idosa que provavelmente fora sua babá) e o leva a residência de sua família, no caso o castelo Brideshead que dá título a filme. Aqui surge outra cena que nos mostra outro aviso importante: No alto de uma moldura majestosa está colocado um quadro de uma mulher segurando, com afeto, uma criança no colo. O quadro comove pela doçura do gesto da mãe protegendo e amparando o filho. Todavia, tal quadro é desprezado e odiado pelo jovem lorde. Ao circular pelos vastos salões e ambientes do castelo com suas belas esculturas, riquíssimos tapetes e jardins estonteantes surge o desejo de Charles Ryder de pertencer a este mundo de riqueza. A amizade dos dois se fortalece e o relacionamento de ambos materializa-se no desejo que cada um projeta no parceiro. Ryder quer pertencer a este círculo social e vislumbra uma existência em Brideshead lugar que considera o mais belo do mundo. Sebastian, por sua vez, encontra no ombro do amigo (ou seria amante?) um refúgio para seu desespero existencial. Eis então que surge a bela Julia Flyte (irmã de Sebastian) para atiçar o coração do jovem estudante de história. Está formado o triângulo amoroso improvável entre o homossexual carente e alcoólatra, o estudante vislumbrado pela riqueza e a jovem dominada pela mãe.
Mas afinal qual a importância da tal cena em que Sebastian vomita aos pés de Charles você deve estar se perguntando. Como diria Sherlock Holms: “elementar meu caro Watson”. Durante todo o filme vamos ver o pequeno Lord em desespero pela sua existência mesquinha. Suas bebedeiras homéricas, sua rebeldia (através da sua homossexualidade) contra a tirania religiosa da mãe e a indiferença do pai. Utiliza-se da sua aproximação e relacionamento com o ateu Ryder para atingir a mãe e escandalizar a família. Vomita assim toda sua revolta contra este sistema opressor sabendo que o amigo vai aceitar e compreender tudo isso na medida em que ele também tem lá seus interesses. Aquela cena foi o sinal para mostrar-nos o quanto será humilhante para ambos esta convivência de interesses. Talvez Sebastian seja vítima da sua infância distante do afeto materno e Charles vai aceitar engolir todas as humilhações para entrar neste ambiente de poder e riqueza. Com a entrada em cena de Júlia o amor surge no coração de Charles (talvez por interesse igualmente) explodindo assim o relacionamento dos rapazes. Por seu ateísmo declarado Ryder é preterido por Lady Marchmain que entrega a mão da filha a outro homem e o expulsa de seu castelo no dia no noivado de Júlia. Após quatro anos longe de convivência de Brideshead recebe a visita de Lady Marchmain pedindo-lhe para que vá ao encontro de seu filho no Marrocos e o traga para casa. Encontra o amigo doente e com o propósito de não mais voltar para casa ou rever a mãe. Ao reencontrar Júlia anos mais tarde volta à velha paixão proibida e acabam um nos braços do outro. Voltam para o castelo com o propósito de unirem-se, mas a saúde do pai impossibilita esta união. Ao perceber que será difícil entrar no seio desta família (por seu ateísmo, por ter “comprado” Júlia do marido, ou mesmo por perceber que ela jamais deixaria sua crença e os ensinamentos deixados pela mãe) resolve afastar-se definitivamente.
Uma narrativa, em off, ao início do filme serve igualmente para terminar este texto para que se possa entender todas as conseqüências decorrentes das escolhas que Charles Ryder fez para tentar tornar-se uma pessoa além das suas capacidades emocionais, sociais ou econômicas. Melhor seria tivesse vivido na sua “aldeia”. Mas como julgá-lo depois de tudo que ele passou e perdeu? Eis a imagem que ele tinha de si mesmo ao final: “Se você me perguntasse agora quem eu sou, a única resposta que poderia dar com alguma certeza seria meu nome: Charles Ryder. Quanto ao resto – meus amores, meus ódios, até meus mais profundos desejos –, não posso mais dizer se essas emoções são minhas mesmo, ou roubadas daqueles que eu uma vez tão desesperadamente desejei ser. Pensando bem, uma emoção permanece minha mesmo. Entre as emprestadas e as de segunda mão, tão puras quanto à fé contra a qual ainda luto: a culpa.”
Emma Thompson, mais uma vez está impecável na pela da poderosa e dominadora Lady Marchmain assim como Ben Whishaw como o homossexual alcoólatra Sebastian Flyte. Matthew Goode como Charles Ryder igualmente faz uma interpretação contida e convincente. A direção artista está perfeita e a cenografia dispensa comentários pelo requinte mostrado em cena. Uma dica: Deixe correr os créditos finais e aprecie, com deleite, ao tema musical que segue.
(Em off)E pensar que tem gente por aí que conta o fim do filme e não usa [spoiler].
Sinceramente, sua análise foi espetacular. O personagem principal ficou completamente claro. Sua análise iluminou os meus próprios pensamentos. Super grata!!
Nossa! Ajudou bastante a entender certos pontos do filme! Obrigada!!! Excelente comentário!
emma thompson como sempre arrasa, ótimo filme, um pouco lento demais talvez...
Vi ontem de novo. fantastico, esse filme explora muitos assuntos interessantes. Linda Época, maravilhosa trama. Drama no qual mostra uma historia muito enigmatica na qual mostra a verdadeira identidade de um ser humano. Bem tragico pelo fim da amizade e da perda do verdadeiro amor. Fantastico pelo arrependimento e redescoberta da fé. Um filme no qual a saudade e a influência dos costumes das classes sociais estão bem presentes na vida de Charles Ryder, um homem que viveu uma grande história porém predestinadamente incerta, talvez.
Muito bom! Vi o filme por partes, devido a alguns contra tempos e mesmo assim o filme conseguiu me surpreender. Drama sutil e delicado.
Mais uma bela atuação do Mat! meu segundo filme favorito dele.
No início aparentava ser um daqueles filmes de épocas imperdíveis que, infelizmente, se perdeu nas suas arrastadas 2 horas. Uma hora após o início eu não aguentava mais assistir tamanha descrição e confusão feita!
Começa bem, mas... Depois que o Sebastian - pra mim, um dos personagens mais interessantes - praticamente some do filme, a história vai ficando um pouco enrolada, cansativa, sei lá. Até acho que ele aborda algumas questões interessantes em relação à religião, hipocrisia, valores, etc., mas se perde muito... Pelo trailer eu esperava algo bem diferente. Apesar disso tudo, esteticamente falando, ele é lindo!
É uma boa crítica à hipocrisia dos valores morais, mas o filme em si é meio cansativo.
hm... é baseado em um livro, então?
Pretendo lê-lo, para ver se a história faz algum sentido porque no filme não faz. Pelo menos eu não o encontrei.
Não sei dizer qual é mais perdido, o filme ou os personagens.BRIDESHEAD de ínicio aparenta ser um excelente filme,infelizmente ele só aparenta,O diretor Julian Jarrold não soube expressar muito bem seus desejos quanto ao filme,são tantos problemas e contradiçoes que fica difícil de saber o que realmente está acontecendo,a temática homosexual é tratada como um escapismo na trama o que nos faz pensar,ahn?!
O drama é doloroso de ruim,as atuaçoes são razoáveis, oq salva um pouco são os cenários e a fotografia,fora isso nada causa empatia por este filme.
Eu achei linda a amizade do Charles com o Sebastian, quer dizer, amizade, namoro, caso, sei lá... E nem gosto muito de romances mas amei esse
Um roteiro com alguns bons momentos no que diz respeito aos diálogos (provavelmente captados do livro que originou o filme) mas, como já comentado, não se desenvolve muito bem no decorrer da estória. Emma Thompson, divina, não ofusca a atuação do Matthew Goode. Charme inglês, mas sem ousadias.
Atuações muito boas...mas o filme em si, passa batido.
Fifurino, fotografia, atuações e até roteiro muito bons, mas chega uma parte que fica desnecessária...
Gente, vai estreiar esse ano???? já estreou? boiei. Quero ver.:/ Amoo Matthew. :)
Emma Thompson deve ser uma Lady Marchmain perfeita! tô esperando pra ver esse filme desde o ano passado.
médio. roteiro interessante mas mal desenvolvido.
atuações boas, mas personagens insuportáveis.
um arte e foto incríveis.
o filme é legal, mas passa batido...