Belíssima direção de fotografia ♥
Hubert Minel é um jovem impetuoso de 17 anos que não gosta nem um pouco de sua mãe. Ele despreza suas roupas bregas, o estilo kitsch e as migalhas de pão que sempre ficam no canto de sua boca. Além desses traços, a relação dos dois é pautada pela manipulação e a culpa. Confuso e dividido por uma relação de amor e ódio que o deixa cada dia mais obcecado, o garoto vive uma adolescência que é ao mesmo tempo típica e marginal, marcada por novas experiências artísticas, amizades, sexo e abandono.
Vi este filme por partes, durante quase 1 mês, por razões de disponibilidade.
Não me envolvi com o filme, não consegui sentir pena de nenhuma personagem, e o fim é péssimo.
Mas não deixa de ser um bom filme, o tronco do filme é bonito e bem desenhado.
A trilha sonora embala muito bem a história intensa dos personagens, com uma grande ajuda dos ótimos atores. Só podiam ter caprichado mais no final do filme.
O filme é bom, apesar de o Dolan deixar a desejar no final.
Produção e atores ótimos e lindos.
Dolan sabe trabalhar bem o cenário e a fotografia. Discordando de alguns comentários abaixo, a histeria e os exageros caíram bem no contexto da adolescência.
Não é lá muito envolvente até porque essa não é a finalidade do filme. Mas só eu senti raiva dele quando ele gritava com a mãe?
Foi o que eu disse... O personagem do Dolan é um porre de chato.
Histérico demais, mimado demais. Nada justifica.
Precisava de umas palmadas - e não estou falando do namorado haha
Tenho que me curvar diante de diretores que trabalham bem, acima de tudo, e ainda conseguem aplicar a música de forma sensata e incisiva em cada cena do filme. Sensacional.
Poucos diretores veteranos tem o domínio narrativo tão intenso quanto Xavier Dolan em sua estreia em um longa,mais impressionante é, aos vinte anos de idade produzir,roteirizar,protagonizar e dirigir uma obra complexa e com muita nuance!
"O quê você faria se eu morresse hoje?"
"Morreria amanhã"
Lindo, lindo!
Mais uma vez Dolan conseguiu tirar de mim lágrimas e admiração. Eu matei a minha mãe mostra todo enigma de relação filho-mãe, usando nesse filme o caso de um não suportar o outro e o mesmo tempo não conseguir viver sem o outro. É incrível como Xavier consegue em seus filmes tratar sobre assunto o mais real possível mas sem perder a mágica do cinema, nos fazendo refletir e sentir a realidade do filme em nossas próprias vidas.
Li alguns comentários por aqui e não irei colocar toda a minha análise sobre o filme, pois vai se tornar repetitivo, enfim... possa ser que só eu tenha sentido isto no filme (mas vai saber) ....
a homossexualidade (eu sei que o foco não era para esse tema, mas adorei o modo como foi abordado) dos personagens foi tratada de maneira não polêmica, sem muitas complicações, natural, suave e simples,
Quis conhecer Xavier Dolan cronologicamente. Então comecei por este. Plasticamente,é um filme impecável, a estética casa-se muito bem com o desenrolar da trama. Muitas sutilezas, detalhes. figurinos ótimos (principalmente o da mãe!). Agora vou ver "Amores Imaginários" para ver como isso evolui (ou não).
A psicologia diz que quando amamos alguém esse sentimento vem atrelado a um sentimento de ódio que é várias vezes menor, porém que existe, ou seja, quando amamos alguém, também a odiamos. O personagem Hubert, contudo, parece trilhar o caminho inverso, odiando a mãe e a amando em proporções menores. Esse amor que é demonstrado em algumas partes do filme é muitas vezes demonstrado apenas para satisfação dele mesmo, sendo ele o tempo todo, até quando ama, egoísta. A mãe tem sua parcela de culpa, uma vez que não exerce como deveria seu papel de amiga e conciliadora. Descobrimos que em algum ponto do passado eles foram amigos, porém, algo se perdeu no caminho. Assim como na filmografia do Xavier Dolan. Surpreendentemente, depois de eu ter experienciado o conjunto de exageros e prepotência que foi "Amores Imaginários", gostei desse seu filme de estreia. Aqui as excentricidades estéticas de Dolan funcionam, fazendo sentido com o bom roteiro. Nesse seu primeiro trabalho, o diretor parece ter conseguido aliar a estética com a estória, vindo a se perder no filme seguinte.
Acho que não soube apreciar o filme hoje, quando eu assisti, mas achei o filme bem cansativo e não gostei muito da atuação dos atores. Não sei porque é a falta de costume em assistir um filme francês, às vezes não estava no clima. Mas vários momentos eu cheguei a ficar impressionado com a simplicidade de uma cena e o quão forte ela era.
Gosto do modo como Xavier Dolan trabalha em seus filmes, cada cena é atraente, seus roteiros incríveis. Não diferente do seu primeiro que vim a conhecer (Amores Imaginários), uma ótima dramatização, cenários bem planejados e um grande jogo de imagens com uma intelectualidade que prende quem vê. Vejo que também seguiu com a característica de deixar o tema retilíneo, fazendo com que suponhamos o que velha a acontecer desde as primeiras cenas. E com o próprio Xavier fazendo papel principal não poderia ficar por menos. Indicadíssimo!
Parece minha história com minha mãe, mas comparada à minha, a dele é boazinha demais.
Xavier Dolan sempre maior que o mundo.
download aqui http://www.urbanking.org/2013/03/eu-matei-minha-mae.html
Esse filme quebra qualquer conceito maniqueísta que possamos tentar pré-estabelecer. Não há como colocar Hubert ou sua mãe no papel de vítima, ambos são personagens mais densos que alternam a "culpa" do mal relacionamento um com outro.
Vi várias pessoas aqui reclamando sobre o final do filme, eu particularmente gostei, porque vejo os filmes como um retrato da vida real, onde os fatos nem sempre tem um desfecho surpreendente, as vezes a vida apenas continua.
Que filmaço, muito bom! Linda trilha sonora, atuações e trabalho de imagem, além de um roteiro interessante, me emocionei.
Cores que se contrapõem a sentimentos obscuros e com uma ótima trilha sonora. Um filme para ser visto com os olhos da emoção e não da razão.
sei lá, até agora tô perplexo. não sei o que falar, me fez pensar e me fez sentir. é intenso.
Que trilha sonora mais perfeita. Ela se encaixa a cada pedaço da obra. Divina! Lembrou-me dos gênios: Philip Glass e Ludovico Einaudi.
Começou de uma maneira estranha e dramática, como tinha de ser. Aos 49 minutos de filme começou a me surpreender bastante.
Como fazem os bons filmes, J’ai Tué Ma Mère me provocou inúmeras reflexões, além de um sentimento enorme de admiração pela sensibilidade desse roteiro, pela magnífica direção de arte, e também a delicada trilha sonora que nos conduz aos incessantes desentendimentos de Hubert Minel com sua mãe.
Aquele que antes era apenas uma criança “especial”, alegre e mimada, começa a desenvolver uma personalidade forte, distinta, almejar a própria independência e aumentar o tom de sua voz. Hubert agora pode ver que a mãe não é um retrato da perfeição, ela também não é “especial”, e como qualquer outra pessoa, possui seus defeitos e manias que a tornam, muitas vezes, insuportável aos seus olhos.
A adolescência é, por si só, dramática, exagerada e incompreendida. Hubert não foge ao padrão: almeja sua independência, seu lugar no mundo; quer que sua voz tenha peso e importância e o primeiro obstáculo que encontra é a própria mãe.
Sabe o típico filme que será muitíssimo melhor compreendido se você senti-lo? Esse é J’ai Tué Ma Mère. Sinta. Sinta a explosão de cores na tela, deixe que a mesma te conduza, juntamente com o delicado piano de fundo, a uma viagem pelos sentimentos que a personagem joga para fora do seu modo exacerbado.
A câmera nos coloca como observadores silenciosos nos momentos mais íntimos da vida de Hubert. Estamos ali, por trás de suas fitas, no quarto. Ao lado da câmera para qual ele desabafa suas confusões internas, suas perturbações.
Fica claro que não é, nem de perto, ódio o que ele sente pela própria mãe. São apenas consequências de uma fase conturbada de transição que ele passa. Sua mãe é nitidamente egoísta e, embora ame o filho, não consegue lidar com o fato de ter um filho adolescente a quem não consegue controlar e com quem não consegue se entender.
A cena final é belíssima e me passou bem essa ideia de que não há um ponto final para essa situação. Nenhuma frase de efeito encerraria a cena. Ele vai para o seu refúgio, o seu reino: as memórias de infância, de uma vida sem complicações e maiores preocupações; e então, por um momento, a situação parece que irá estabilizar...
Ps.: A mãe do Antonin é perfeita!
Ps².: Vive La Fête na cena em que Antonin e Hubert pintam o escritório ficou maravilhosa.
Adorei, é tão bom e bonito quanto "Amores Imaginários".
Quanto ao Hubert ser revoltado sem motivo é isso mesmo que o longa quis transmitir. Alguns adolescentes são insuportáveis "de graça", rs.
Os diálogos são ótimos, com o protagonista dizendo palavras duras à sua mãe. Mas isso deu verdade às cenas, pq quando estamos com raiva é só essas coisas [cruéis] que saem de nossa boca.
E como o Xavier Dolan é lindo, quando a câmera da close no rosto dele é um deleite.
Honestamente, Hubert está entre os personagens mais exasperadores que tive o desprazer de conhecer, redentor de uma revolta gratuita e de confessionários desfundamentados em todo ódio que possui da tua mãe. O filme ao meu ver é um trabalho sem argumentos e um tanto quanto imaturo do Dolan, digo, começou sem razão aparente e terminou sem um desfecho enfático. Óbvio que possui teus méritos, a direção de arte, trilha sonora e a cena boate ao som de Crystal Castles que foi de uma beleza infinda, contudo, é de um roteiro raso e com personagens trabalhados de forma com que seja impossível nos afeiçoar, vai ver essa nem era a intenção e sim nos mostrar um jovem desvirtuado descontando as raivas no mundo naquela que te pôs no próprio. 100 vagos minutos em buscas incansáveis de estética, como se fosse sustentar um roteiro bem amador.
Não dava nada pelo filme, mas me surpreendi.
No começo eu não sabia quem era mais insuportável, o filho ou a mãe, mas depois passei a gostar dos dois e a torcer pra que se dessem bem, achei o final muito bonito.
A fotografia e a direção de arte dos filmes do Dolan são incríveis. Cada cena é digna de se tornar um gif do tumblr (e muitas se tornam rs) ou um quadro. Isso tudo mais a trilha sonora que é sempre incrível, os closes, os depoimentos, as cenas em slow motion... Nesse filme então... A cena final, a cena da balada a cena da pintura do escritório da mãe do Antonin...
É um filme angustiante, a briga dos dois não tem uma explicação. Acho que o problema de tudo era a fase de transição que o Hubert estava passando, como falaram aí embaixo....
Ele ainda estava se achando como pessoa, todos nós discordamos dos nossos pais em vários aspectos, eles são de uma geração anterior, tem manias que não temos, preconceitos que vieram de uma época em que coisas normais pra gente eram tabus, tudo isso é irritante. Todos eles acham que sabem mais que a gente, que tem o direito de escolher nossos caminhos, numa fase em que a gente que experimentar isso pode ser sufocante. Os pequenos hábitos que não aguentamos mais se tornam perturbadores. E é isso que o filme mostra, é claro que todo o drama da adolescência e da eterna discordância entre mães/pais e filhos é exagerada.
As atuações são incríveis, tanto do Dolan quanto da atriz que faz a mãe dele.
De alguma forma, vi um pouco de mim no Hubert. Essa revolta, muitas vezes sem um motivo concreto, apenas gritando e querendo que o resto do mundo ouça.
Eu gostei bastante do filme. Acho que retratou muito bem a revolta e a raiva que muitos nessa fase da vida sentem mesmo sem motivo aparente. A revolta contra os pais, a descoberta da sexualidade e mesmo a experiência com drogas.
Muito bom!
Uma coisa que salvou o filme em várias cenas: a trilha sonora. Encaixa perfeitamente.
MUITO superestimado! Deixa a desejar em vários pontos, como por exemplo, na falta de aprofundamento dos personagens. Não mostrando o real motivo da revolta de Hubert com sua mãe. O resultado disso? Uma gritaria histérica sem fim.
Mas os adolescentes são revoltados sem motivo mesmo, essa é a idéia que o longa quis transmitir.
Esperava bem mais desse filme. Do começo ao fim o protagonista me pareceu um adolescente imaturo, chato, mimado e teimoso, e não um "incompreendido". Faltou um roteiro capaz de dar profundidade à relação do menino com seus pais, dar um motivo crível para tamanha revolta. Do jeito que ficou praticamente todos os conflitos soam exagerados e feitos por pura birra.
Mas a boa direção conseguiu dar um ar estiloso à produção. Graças a isso e ao bom elenco o filme se salva de ser uma chatice completa.
Também achei, não vi motivo no decorrer do filme para ele odiar tanto a mãe, não achei nem 10% do que falaram nos comentários , para mim apenas um garoto mimado e imaturo !
Se você assistir o filme do começo até o fim não se vê nada de interessante, ele começa com o garoto odiando a mãe e no final não muda nada, acho que ele continuou odiando ela do mesmo jeito, um garoto mimado que quando não tem o que ele quer odeia a mãe, esperava mais desse filme, pôs tem uma produção ótima !
A cena de sexo no meio das tintas e jornais ao som de Vive la Fête foi genial.
A cena na balada, em camera lenta e tocando Crystal Castles me fez arrepiar muito.