Primavera de 1836. Mesmo com poucas chances de vitória, cerca de 200 homens de várias raças se unem na defesa de um pequeno forte no Texas. Durante 13 dias eles enfrentam as tropas do general mexicano Santa Anna (Emilio Echevarria).
Vendo o filme hoje, percebi que o diretor é mesmo pouco talentoso e que não fui eu que deixei de prestar atenção quando tentei vê-lo pela primeira vez, mas esta impressão de incoesão é premente na própria execução do filme, visto que o ótimo elenco não se coaduna: Dennis Quaid tem pouco a fazer em cena, Billy Bob Thornton desfila com seu egocentrismo e talento igualmente exacerbados; Patrick Wilson foi sub-aproveitado, mas brilha mesmo assim; Jason Patric foi hiper-estimado em sua potência actancial, mas não brilha mesmo assim; e Emílio Echevarría redefine negativamente o que entendemos por estereotipia vilanesca. Ao menos, a trilha sonora do extraordinário Carter Burwell é bem utilizada enquanto personagem motivador adicional, num roteiro tardiamente triunfalista e ideologicamente pernicioso (o final é ridículo, apesar de supostamente verídico - ou melhor, por causa disto - no plano histórico), que, ao menos, diverte e nos deixa entretidos. Aí mora o perigo! (WPC>)
Apesar de detestar o filme posterior do diretor, vi de relance algumas cenas deste filme na TV ontem à noite e fiquei impressionado: quero vê-lo, ainda mais porque é musicado por meu muso Carter Burwell... (WPC>)
"Às vezes os americanos adoram realizar produções que buscam enfatizar os eventos históricos em que participaram e muitas vezes com resultados bem discutíveis como nessa refilmagem "O Álamo". Dirigido por John Lee Hancock (quem ?), a produção conta com um elenco de qualidade encabeçado por Dennis Quais e Billy Bob Thorton e que conta ainda com Jason Patric e o novato Patrick Wilson para narrar os eventos que ocorrem em 1863 quando um grupo de rebeldes americanos dominam uma igreja em um território pertencente ao México (que depois passou a fazer parte do estado do Texas) e confrontam um poderoso exército mexicano. Reconhecidamente o filme tem uma bela direção de arte e a reconstituição dos cenários na região do Álamo foram bem realizadas, fato que Hancock sabe aproveitar tecnicamente ao conduzir a batalha, mas acaba sendo muito pouco. "O Álamo" é uma produção fria, vazia, de motivações distantes e de atuações indiferentes, assim fica difícil gostar. É uma produção pequena perto da coragem que aqueles homens tiveram na batalha que contribuiu para a independência do Texas."