Tinha lido duas coisas: que a ideia inicial deste filme seria contar o passado do Jigsaw, de Jogos Mortais (depois, a ideia mudou), e que era “um filme que te prendia do início ao fim” (o maior argumento para me convencer a assistir algo). Mas nesse caso era mentira. O que temos aqui é a tentativa de um novo serial killer, com um modus operandi interessante, mas é tudo absurdo demais:
encher uma casa de armadilhas (generic-Saw-style) para que a família, assim que acorde, vá se ferrando bonito; e, após torturar uns e outros, escolher um deles para levar (pois o vilão coleciona pessoas!) e matar os restantes. Por coincidência, um ladrão muito legal invade a casa justo num momento desses. E torceremos por ele, contra o Collector, até o fim do filme. O ruim é que tudo, no filme, é de segunda categoria: atuações, armadilhas, sequências estratégicas, torturas. E sobretudo o vilão: um mascarado grandalhão bem sem graça, espécie de Bane pobre. De bom, a esperteza e altruísmo do ladrão; e alguns momentos eficazes de tensão.
Expectativa Correta: verei um vilão sem sal, criando situações implausíveis, mas me distrairei um pouco.