Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.
O Escafandro e a Borboleta
(2007)Título Original:
Le Scaphandre et le Papillon
Sinopse
Estado: Em DVD
Direção:
Elenco:
Cedric Brelet von Sydow (Young Papinou)Yves-Marie Coppin (Le pêcheur)Patrick Chesnais (Dr. Lepage)Jean-Pierre Cassel (Père Lucien/Lourdes Vendor)Antoine Bréant (Assistant Jean-Baptiste Mondino)Niels Arestrup (Roussin)Mathieu Amalric (Jean-Dominique 'Jean-Do' Bauby)Sara Séguéla (Lourdes Paraplegic)Lenny Kravitz (Himself)Olatz López Garmendia (Marie Lopez)Théo Sampaio (Théophile 'Théo' Bauby)Franck Victor (Paul)Daniel Lapostolle (Aide-soignant 1)Nicolas Le Riche (Nijinski)Jean-Baptiste Mondino (Himself)Vasile Negru (Violinist)Elvis Polanski (Jean-Do as an Infant)Georges Roche (Fourneau - employé PTT)Philippe Roux (Aide-soignant 2)François Delaive (L'infirmier)Zinedine Soualem (Joubert - employé PTT)Ilze Bajare (Mannequin #2)Anne Alvaro (Betty)Farida Khelfa (Herself)Marina Hands (Joséphine)Virginie Delmotte (L'infirmière)Marie-Josée Croze (Henriette Durand)Anne Consigny (Claude)Laure de Clermont-Tonnerre (Laure de Clermont)Anna Chyzh (Mannequin #3)Fiorella Campanella (Céleste Bauby)Emma de Caunes (Empress Eugénie)Agathe de La Fontaine (Inès)Françoise Lebrun (Mme Bauby)Jean-Philippe Écoffey (Dr. Mercier)Michael Wincott (Himself)Gérard Watkins (Le docteur Cocheton)Max von Sydow (Papinou Bauby)Talina Boyaci (Hortense Bauby)François Filloux (L'infirmier de nuit)Marie Meyer (Mannequin #1)Emmanuelle Seigner (Céline Desmoulins)Isaach De Bankolé (Laurent)Azzedine Alaïa (Himself)
País de Origem: França
Estreia Mundial: 2007
Duração: 112 minutos
Trailer
Fotos
"Non, ce n'est pas juste! Vraiment n'est pas juste!"
sempre me impressiono com os filmes franceses esse eu verei.
É um filme que verdadeiramente usa o tempo/espaço do cinema. Nos mostra por imagens e sons uma narrativa que nenhuma outra forma de arte poderia fazer. Nos imerge nos pensamentos, nas memórias e incertezas de um outro para nos lembrar de nós mesmos. É fantástico! O ator, a trilha insuperável, a falta de linearidade do roteiro.
Esse filme é um tapa na cara de qualquer pessoa independente da sua raça, cor, classe social, seja quem for. Não tem como assistir e não passar a dar um maior valor a sua própria vida e os momentos em que viveu, e os que poderia ter vivido e não o fez, por medo, insegurança, timidez... Nos mostra que pior, tem como ficar, algo que é muito bem representado e a tortura que é estar nas condições do personagem, enfim... acho que não há ninguém melhor do que cada um, para absorver e refletir sobre a mensagem que o filme tem à passar. E afinal.. ninguém sabe o dia de amanhã.
Impactante e fantástico! Mostra como o ser humano é capaz de se superar diante as limitações.
Esse filme é absolutamente brilhante.
Roteiro impecável!!!
Eu fiquei pertubado por dois dias...filme muito bom mesmo.
Esse filme me deixou pior que Jean Dominique! Pois nem os olhos pisquei durante a película!
Lindo!
tum tum tss
Um filme que passa uma certa angustia pela limitação adquirida por Jean Dominique Bauby. Fiquei apavorado por saber que isso realmente aconteceu...
Acredito que este ser humano passou por umas das maiores provas de sofrimento. Quantas pessoas aceitariam (ele não tem teve opção de aceitar ou não) viver paralisado apenas com o movimento de um olho ? Um filme que mostra um fato real de um homem com um coração imenso, seus anseios, desejos, expectativas, lamentações e adaptação ao escafandro que se encontra. Ensina que muitos de nós, mesmo com saúde estamos presos em nosso próprio escafandro, devemos buscar a real liberdade, voar como as borboletas...
angustiante, porém lindíssimo! <3
linda fotografia, linda atuação do mathieu amalric...
poderia ser um filme totalmente entediante, pelo fato das circunstancias que o protagonista se encontra, mas o fato da gente 'escutar' tudo o que ele pensa, faz a gente se aproximar mais e se apaixonar pelo filme. (2)
Maravilhoso filme, ainda mais saber que ele é baseado em fatos reais. Um dos melhores que já vi. Uma das locações é perfeita (praia), a fotografia é belíssima e atuação de Mathieu tb é mt boa. #RECOMENDO.
Mathieu Amalric está demais nesse filme!
o filme q me fez ver q cinema é bom! uma fotografia indiscutivelmente maravilhosa, uma trilha em perfeito casamento com o filme, um roteiro comovente SEM ser piegas. isso tudo sem falar da maravilha q é ver um filme frances haha! sem duvidas, um dos melhores filmes atuais.
Quero asssistir.
cinco estrelas, CLARO!
Lindo como uma borboleta, pesado, forte e seguro como um escafandro.
Perturbador.
E, S, A, R, I, N, T, U...
Imaginação e Memória.
Uma triste história retratada de uma maravilhosa forma. Amei o roteiro e a trilha incrível. Recomendo.
Não consigo encontrar outra definição para ele a não ser "poesia em forma de filme". Fotografia de cair o queixo, história linda e ao mesmo tempo angustiante, belas atuações... um dos melhores filmes estrangeiros que já vi nos últimos anos (ao lado de A Pele Que Habito), sem sombra de dúvida. Nota 9 de 10.
Uma outra realidade de vida, porém impulsionadora para quem quer desistir dos seus sonhos e objetivos... o cara em uma situação de total invalidez, conseguiu escrever um livro. :o. Livro, no qual, deve ser show de bola e eu quero ler. :)
Profundamente angustiante. Terrivelmente belo. Ver (literalmente) o sofrimento pelos olhos daquele que sofre.
Vivenciar suas expectativas, seus sonhos, frustrações, enfim, suas emoções, e perceber a plenitude do viver, mesmo diante da limitação.
O filme consegue ser tão direto e inteligente, que parece que a história nos consterna com sutileza, como se fosse poesia indigesta, um ensaio triste sobre a vida. Não consigo nem chamar de angustia. Conseguimos nos sentir dentro do escafandro (nota para a excelente fotografia), e é como se ele abafasse a ânsia de viver. Uma calma insustentável. Como definiu o próprio Dominique: "Uma tocante visita a solidão de um naufrágio." Saio marcado desse filme.
excelente. Deveria ter sido indicado a vários oscars!
http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/
Foi indicado a 4 Oscar incluindo Melhor Diretor, mas não levou nenhum. Merecia muito mais reconhecimento esse excelente filme.
deveria ter sido indicado a melhor filme estrangeiro.
Com certeza ganharia, mas acho que a França deve ter indicado outro filme pra concorrer...
só pode.
mas ganhou melhor direção em cannes, que para mim, vale muito mais do que um oscar... filme maravilhoso.
Há bastante tempo o Oscar deixou de ser parâmetro de ''excelência''.
Pegando um exemplo simples a Ivana Baquero sequer foi indicada ao Oscar de atriz por O Labirinto do Fauno e, convenhamos, ela está MUITO melhor do que a Penélope Cruz em Volver.
Como o Cauê disse prêmio em Cannes vale muito mais.
concordo que o Cannes, e até mesmo o Globo de Ouro, são bem mais justos que o Oscar!
Ótimo filme, atuação maginifica do Mathieu Amalric e
que facinante acompanhar alguns momentos do filme pela visão do Jean.
É um filme que te deixa agoniado do começo ao fim, mas é absolutamente fiel à agonia do protagonista. Extremamente bem feito, mas não assista para relaxar, pois é um filme denso. Daqueles que te deixa pensando depois de assistir.
Admito: Eu chorei assistindo.Ao invés de lerem livros de auto ajuda as pessoas deveriam assistir a esse filme pois é uma grande lição baseada em fatos reais. O meu filme francês favorito e um dos meus favoritos no geral!
Esse filme emociona e te faz refletir sobre o seu verdadeiro valor. Te faz sentir o quão mesquinho uma pessoa pode ser por pequenos problemas.
Atuações convincentes, fotografia excelente, o modo de filmagem em 1ª pessoa revezando com 3ª é incrível. Una obra-prima do cinema. Lindo demais. Maravilhoso. Sublime. Obrigatório para amantes do cinema arte.
Vi no cinema. A fotografia desse filme é algo absurdo.
Vale a pena.
CARACA, que filme, mesmo sendo angustiante e triste ainda tem seus breves momentos de humor, o que torna esse filme acessivel até aqueles que não gostam do gênero drama, um filme obrigatório que TODOS deveriam assistir. :)
muito triste, muito bom.
só descobri q era baseado em fatos reais no final.
Que filme angustiante! Belíssima atuação de Mathieu Amalric!
Um universo de coisas para se pensar. Memorável!
Não sei porque demorei tanto tempo pra ver esse filme...
Aprendi que se uma pessoa consegue pronunciar a letra L, consegue engolir. E que terapeutas ele teve, hein?!
O que nos torna humanos. Belo e extremamente agustiante!
Vida Real, só digo isso.
aaanw *-*, pode ser o triste que for, mas não deixa de ser lindo
Exatamente.
Angustiante, principalmente nos primeiros minutos de filme, que só vemos o filme pela visão do Jean-Dominique.
“Minha imaginação e minha memória são as únicas formas de sair do meu escafandro”. O homem trancafiado dentro do corpo inerte, mas que mantém o sentimento e a poesia de viver: latentes. O poeta encarcerado, privado de movimentos, mas com o intelectuo ativo. Apenas o olho esquerdo que é capaz de exteriorizar o que a alma não consegue calar. Eis um filme que apresenta uma história real, tocante e contundente. O mais interessante é a forma especial e cuidada que o cineasta Julian Schnabel decide investigar o universo da alma — e das emoções do coração — deste homem que agoniza por ter todas suas perspectivas tolhidas, exceto a imaginação e lembranças que se tornam frequentes como fuga do plano da dolorosa realidade. Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) é um ato de esperança, solidão e luz — viver é sua fome. A câmera subjetiva adotada durante quase todo o filme faz com que nós percebamos o que ele vê. A narrativa em off e a plasticidade conceitual do visual conferem aqui uma atmosfera única. Tornamos-nos parte do seu sentir, seus devaneios, anseios e sofrimentos. Não adianta, pode tentar prender o corpo, calar a casca, mas a alma não desiste de existir. E o que nos alimentamos? De sonhos. É um filme bem sensível, de uma delicadeza extrema e um cuidado dramático perfeito. "Um homem que dita em silêncio, privado de gestos e falas. Uma tocante visita a solidão de um naufrágio."
O que torna este filme especial é a maneira como o diretor Julian Schnabel consegue vencer a enorme dificuldade de se filmar as memórias de um personagem real, cuja única maneira para se comunicar com o mundo exterior é o movimento do seu olho esquerdo, sem criar uma obra chata e/ou piegas. Os recursos que Schnabel usou foram os seguintes:
• A maior parte do tempo, uma câmera subjetiva mostra o que o personagem vê com o seu olho esquerdo, conseguindo passar para o espectador o estado aflitivo de alguém que se sente aprisionado (metaforicamente em um escafandro).
• As três mulheres que cuidam de Jean-Do , mostradas em close-ups, são bonitas e carismáticas, quebrando o possível aborrecimento do espectador por se manter em um estado de espírito desconfortável.
• Jean-Do narra a sua própria história através de monólogos interiores passando para o espectador, com uma boa dose de bom humor, o que está pensando e sentindo.
• A captação dos olhares de um único olho de Jean-Do passa muita informação sobre os seus sentimentos e pensamentos.
• A imaginação de Jean-Do é retratada com imagens de muita plasticidade.
• Várias cenas foram criadas com muita criatividade visual.
• A música, bonita e calma, também quebra o estado de espírito do espectador.
• Atuações convincentes de todo o elenco.
Em resumo, uma obra elegante, concisa, visual e sonoramente bonita, que consegue, sem desvios, mostrar de forma convincente os sentimentos e sonhos de um personagem, cujos argumentos poderiam ser considerados chatos e limitados. Nota 8,0.
Angustiante!
Um intelecto vivo dentro de um corpo morto...
É incrível como boa parte da angustia que o protagonista sente o telespectador também consegue sentir, nos fazendo sentir dentro do escafandro que ele está vivendo. Muito bom esse filme, até pelo fato de não apelar pra um melodrama sem fim e ficar levantando placas de "chorem" toda hora, como filmes com a mesma temática costumam fazer....
uma fotografia muito boa.
Mtttooo!
Li assim "os filmes que realmente mexeram comigo, o fizeram de uma maneira tão perturbadora que eu nem tive necessidade – ou talvez a “coragem” – de vê-los novamente." Se encaixa.
Ansioso por lê o livro...
Forte e lindo
de fotografia!!
Magnífico!
A cena em que o olho é costurado é atormentador demais.
Composto por uma realidade dura, que acompanhamos do lado de dentro, pelo único olho funcional de Bauby; flashbacks de uma vida que não mais será e momentos de devaneios da imaginação, um dos únicos escapes do protagonista de seu locked-in, não há como não se sentir ligado(a) à este homem (o que me lembrou muito mar adentro, com as mesmas sensações). Mesmo porque estamos também nós presos de um modo ou outro, seja dentro do próprio corpo, seja nas escolhas que não queriamos ter feito e/ou nas que deixamos de fazer, e por isso despimos qualquer julgamento para acompanhar o esforço de Jean-Dom para sobreviver a seu próprio escafandro e sentir-se liberto de alguma forma ( que foi o livro).
Tudo me encantou, desde o roteiro delicado, à lomografia que permeia todo o filme, à trilha sonora melancólica ( All The World Is Green - Tom Waits).