Alguém tem link?
Roslyn Taber (Marilyn Monroe) é uma mulher sensível, que está se divorciando. Gay Langland (Clark Gable) e um cowboy frio, que passou a vida pegando cavalos e mulheres divorciadas. Ela não aceita a captura de cavalos selvagens para virarem comida de cachorro, enquanto que ele não vê nada demais. No meio de tudo isto nasce uma paixão entre os dois.
Ultimo filme por completo de Marilyn Monroe e Clark Gable.
Uma ótima análise pra quem ama esse filme!:
http://metacine.wordpress.com/2013/05/03/os-desajustados-...
Embora tenha demorado um bocado pra entrar em sintonia com o filme (felizmente o primeiro ato tem ♥ Thelma Ritter ♥), me encantei com o desenrolar do roteiro de deslocados da sociedade tentando sobreviver e sofri com a tensão crescente da meia hora final. Clark Gable ta fodástico e ameeei Marilyn fora da imagem de diva cômica, explorando muito bem seus potenciais dramáticos (ah se tivesse vivido mais um tiquinho :'( ).
Fazia tempo que eu queria ter visto esse filme. MM, Clark e Monty são três dos atores que mais gosto, e nesse filme os três estão incríveis.
E além deles, a Thelma Ritter está fantástica! Ela é sempre uma coadjuvante maravilhosa (assim como em A malvada, em Janela indiscreta, em Confidências à meia-noite), e nesse filme não foi diferente.
Enfim, só uma coisa me chateou um pouco:
queria ter visto mais o desenvolvimento do personagem do Clift, que me chamou bastante atenção. Roslyn começa a sentir-se atraída por ele, enquanto ele conta a sua história, mas aí vem toda a coisa dos filhos do Gay, e a história do Perce se perde.
Fora isso, gostei muito do filme!
E quem aqui concorda que foi mais um castigo do Arthur Miller do que qualquer outra coisa? Já que a Marilyn só interpretou ela mesma nesse filme.
Personagens "down" mas não um filme "down", se Marilyn não tivesse feitos tantos filmes bobinhos seria consagrada há mais tempo. Gable despede-se em alta.
"- Gay como você encontra seu caminho em meio á escuridão?
- Siga a estrela mais luminosa, Roslyn."
A melancolia e a ternura no olhar da Marilyn me afogou num mar de lágrimas,
principalmente na cena dos cavalos
Ela estava muito mal nessa época! Esse documentário fala sobre isso, dentre outras coisas: http://filmow.com/marilyn-no-diva-t34787/
Eu ainda não assisti a esse documentário, assisti a outro, fim dos dias. Sim, ela estava mal, por isso fiz esse comentário. Esse documentário que me indicou está na minha lista, deve ser muito bom. :)
é um dos filmes em que acho que a Marilyn esta mais bonita, além da ótima atuação dela e de Gable. Porém, o roteiro não me prendeu muito :(
“Seu pai nunca te bateu e depois te pegou e deu um beijo?” / “Ele nunca esteve lá tempo o bastante. E estranhos me bateram para me possuir. Por favor, me ame! Me ame!” Marilyn Monroe por ela mesma. A verdadeira Marilyn que poucos conheciam se mostra por inteiro neste filme. Não a "sex appeal", mas a sensível, doce, melancólica, desesperada por um amor duradouro e verdadeiro e o desejo de nunca ser abandonada. Agora entendo o real motivo dela não ter gostado deste filme. Excelente filme! Excelentes atuações! Um verdadeiro clássico do cinema.
Brilhante desempenhos de Thelma Ritter e Eli Wallach, Montgomery Clift ainda com uma centelha de seu anterior talento, Clark Gable mais ainda. Mas adorando o filme, a beleza da cinematografia e a acutilância dos diálogos (e silêncios, também eles podem ser acutilantes aqui, ou a trilha sonora, ruído de motores - carros, avionetes -ruído de cavalos, vento) como adoro não consigo dar 5 estrelas. Falta algo especial de que Miller e Huston eram mais que capazes de dar e sobra algo muito feio que Miller (em relação a Marilyn) e Huston (em relação às três "estrelas") eram super: crueldade-No caso de Miller até devassa de intimidade. Geniall argumento? Sim, por vezes. Direção impecável? Sim, mas de altissimo preço. 4/5 Stars in memoriam. E que Miller tivesse ficado em NY e Huston só desse de quem levava (vejam o contraste com The African Queen e sua "estrela" de então - pouco me interessa se Katharine Hepburn achou o diretor um doce meio amargo ou Marilyn um monstro meio humano - isso diz mais da elegância e perceção delas do que do egoísmo dele). Ainda assim, momentos, pequenos momentos cintilam na noite de qualquer céu de um cinéfilo meio deslumbrado meio cínico como eu. E isso é mais do que a maioria dos filmes nos dá...
Achei bem entendiante, e não entendi muito bem o propósito de toda a história..mas vale por ser o último filme da Marilyn (completado) e do Clark Gable. às vezes me dava a impressão de que a Marilyn tava interpretando ela mesma. A cena dos cavalos é bem emblemática..
aquele eterno paradoxo, eles eram realmente homens livres já que não se submetiam a nenhuma obrigação de trabalho, mas ao mesmo tempo tbm eram mentirosos, como aponta Roslyn, quando o que fazem para sobreviver é justamente tirar a liberdade de animais tão inofensivos e simbólicos da "vida selvagem" e livre..
Alguns ainda tem o disparate de afirmar que Marilyn era uma atriz 'mediana', e que em suas atuações prevalecia sua beleza e magnetismo sexual. Bem, em The Misfits ela provou que tinha competência e desenvoltura para personagens dramáticos, deu um show de atuação. O roteiro fantástico de Arthur Miller, fotografia impecável, trilha sonora sob medida e um cast de grandes estrelas; tornou o filme um grande clássico do cinema. Imperdível!
O que dizer de um filme que 'matou' dois astros do cinema (e feriu seis cavalos): Podia ser melhor.
Só me importei com o enredo a partir dos 60 minutos de filme, até lá a unica coisa que se podia chamar atenção era a protagonista do longa.
Fiquei um pouco decepcionado, achei o Gable muito acabado querendo dar uma de garotão.
Só eu sei que achei épica a cena do Gay domando o cavalo sozinho? :)
Não tinha notado ainda a beleza da Marilyn Monroe até ver esse filme.
É um filme triste e pessimista, os três protagonistas não tem esperanças e nem sonhos, vivem num mundo triste e sem vida (a fotografia preto e branco combinou totalmente com a trama).
Mairlyn atua brilhantemente no papel Roslyn, convencendo a quem ainda tinha dúvidas do talento que ela sempre teve. Muitas cenas são claramente inspiradas na vida pessoal dela, quem conhece a biografia dela vê isso claramente, a instabilidade e a vontade de viver dela está muito bem trabalhada nesse filme.
Um clássico, infelizmente marcado pelo triste destino dos três protagonistas.
Cada interpretação mais visceral que a outra. Marilyn respindando junto com a câmera, uma coisa de doido!
É um filme bom, somente atores feras, adorei a personagem da Thelma Ritter, hilária!
O legal desse filme é que tem momentos que vc vê a Marilyn interpretando cenas que parecem terem sido copiadas de sua vida real. Algumas falas da Roslyn emociona.
Muitos erros de gravação ):
Mas a Marilyn está linda, como sempre <3
Clark Gable tem a cara preparadíssima, mesmo com a marca dos anos devidamente expressada no seu rosto. Ainda sim, sinônimo de galã. Mas, entre ele o outro caubói, eu ficaria com o outro caubói IAUSHAUIAHUSHUI
Muito mais o Montgomery Clift né? Mas não adianta,
Clark Gable é foda.
Mitagem master da Iz, com tiradas espirituosas. E ainda aprendi sobre mustangues de Nevada. A Roslyn estava chata com o exagero em seu papinho ambientalista, otoh ela fez umas observações interessantes antes disso, noutros assuntos. Clift convincente como Perce e seu sotaque sulista. Nada que um ramo de heliotrópios não reajuste depois.
Assisti só por causa da Marilyn, confesso. Gostei da história e com a forma que ela foi se desenrolando. Bem legal.
Secou muito o lado símbolo sexual da Marilyn, o papel de bobinha que você vê em outros, não vê aqui, ainda assim ela estava maravilhosa. Sou suspeita para falar por ser tão fanática por essa mulher, mas não devo estar errada. Filme bom, com atuações boas, é um favorito mas que não consigo dar cinco estrelas por sentir que, de alguma forma, falta alguma coisa.
Ainda insisto no "talento" de Marilyn Monroe, então ainda prossigo na minha derradeira aventura por sua filmografia.
Em Os Desajustados, não vi tanto glamour e nem talento da sexy symbol, mas tive o prazer de ver três grandes monstros do cinema em cena, duelando (instintivamente) entre si, como numa caçada ao prazer submetido à existência da vida.
Com um roteiro fraco e direção executadamente perdida, Os Desajustados foi um déjávu para a grande musa, e como não ficar espinhento quando Gable produz: "você vai viver para sempre"...
Uma dica, caso não tenha visto, veja Nunca Fui Santa(1956). É talvez a melhor atuação dela.
Outra atuação estupenda, é Torrentes de Paixão(1952). Garanto que não vai se arrepender.
Porra,
espero que não tenham maltratado os cavalos de verdade, porque né. Eu posso ver todo tipo de filme com qualquer tipo de pessoa sofrendo que agüento, mas quando é animal, meu único pensamento é: nãããããão, por favor, nããããão.
comecei a assitir o filme por causa da monroe, sou admirador, mas aos poucos o filme foi me envolvendo, e fiquei vidrado em cada cena. o fim nao poderia ter sido melhor. o elenco inteiro tá FODA!
Quem nunca viu pelo menos este filme não pode, de jeito algum, dar qualquer opinião sobre a carreira da Marilyn. Ela tá maravilhosa demais aqui! Amei a personagem, uma história tão interessante com atuações incríveis. Acredito que este e Something's Got To Give sejam os filmes que ela esteja com a sua melhor aparência.
A parte dos cavalos é chocante demais! Me senti tão impotente quanto a Roslyn, mas o final foi bastante justo. É interessante como as pessoas podem, SIM, mudar.
Melhor desempenho da carreira de Marilyn Monroe em filme fantástico sobre mudanças na natureza humana e insatisfação com grande elenco e soberba direção.
-É uma brincadeira minha é do Gay!(Marilyn sobre as suas próprias fotos que aparecem coladas no armário do Gay).Safadinha!
Não é um filme difícil de ser assistido apenas pela mística criada em torno dele (último filme de Marilyn e Gable), mas pela trama que parece não se adequar perfeitamente aos personagens. Marilyn faz uma divorciada que vive no limiar entre a decepção com a vida amoroso e a necessidade de ter alguém para estar ao seu lado. Gable, uma angústia terrível por ter se afastado da família, estar envelhecendo e o mundo que conhecia não ser mais o mesmo... ainda há Montgomery Clift vivendo outro desintegrada da família que não se encontra mais no mundo... Enfim, um enredo denso que se traduz no roteiro de Arthur Miller. Mas parece que os personagens não se encaixam, o relacionamento entre Marilyn e Gable fica no limiar da formalidade e ele tenta preservar os últimos traços de galã de Hollywood. E não é a diferença de idade entre eles que produz essa situação, mas a dificuldade de os dois se integrarem à trama. Também, as cenas domando cavalos se tornam tão distantes da realidade física de Gable que temos a nítida impressão de que é outra pessoa ali. O universo decadente de cada personagem parece ser vivenciado isoladamente, por isso o filme acaba sendo irregular. Ok, essa poderia ser a proposta do diretor, um mestre John Huston, mas ao optar por essa estrutura, deixou os personagens perdidos em seus universos e deslocados de um eixo narrativo. Marilyn busca interpretar uma personagem que foge do modelo criado para ela por Hollywood, então, por mais que algumas pessoas possam "interpretar" que ela estava interpretando a si mesma, o resultado final nem sempre é bom. Ela era uma atriz limitada que buscava aprimorar-se, mas não teve tempo de fugir do que queriam que ela fosse. Por fim, Clift, com seu estilo de interpretação característico dos membros do Actors Studio, que contrastava com o naturalismo da Marilyn prova outra diferença acentuada no filme. Enfim, um filme irregular, de grande atores, diretor e roteirista... Mas que historicamente é impossível deixar de assistir!
É sempre estranho assistir esse filme, sabendo que aqui é aonde se encerrou a carreira de Gable e Monroe. Mas é um filme sensível, melancólico e profundo. Marilyn brilha na tela, e conseguiu provar o que sempre tentou, que poderia ser levada a sério como uma atriz dramática, não apenas cômica, infelizmente não tivemos a oportunidade de aproveitar melhor essa sua faceta como atriz.
O único defeito desse filme é ser meio cansativo, do resto, a atuação da Marilyn está realmente incrível
Marilyn nunca fez uma atuação tão real quanto nesse filme. Fica difícil distinguir Roslyn Taber de Marilyn Monroe. Um dos melhores. :3
Achei a atuação da Marilyn sofrível. É visível que ela não estava muito focada pra fazer esse filme em meio ao turbilhão que estava a vida dela naquela época.
gostei, acho que todo mundo que assiste e gosta é pq se identifica com o filme e os personagens!
Ótima atuação dramática de Marilyn! Já estava cansada de vê-la em comédias, e este me fez ver que ela era, de fato, uma boa atriz.
Todo o elenco estava ótimo, mas Marilyn estava perfeita nesta atuação mais dramática. Bom filme, John Huston era um ótimo diretor e escolhia muito os roteiros que trabalhava...
Guiados pelos seus ímpetos primitivos, suas incertezas, angústias e o constante desamparo, estes personagens irão unir-se em torno de si mesmos para tentar encontrar um rumo, uma razão de ser, um motivo pra existir.
Por diversas linhas de diálogo e por ousadia do roteiro de Arthur Miller, a pequena jornada desses desajustados é retratada com clareza e dramaticidade bem dosados, sendo absolutamente um dos filmes mais melancolicos da história do cinema e até precisamente de Hollywood. Vários astros do cinema reunem-se para vivenciarem personagens errantes por excelência, e guiados por toda a composição fílmica, são grandes responsáveis por esse triste e lindo retrato de decadência.
A trilha sonora cuidadosa, os planos evidenciais, a contextualização periodica, tudo é milimétrico na amargurada obra de Miller, traduzida à excelência por John Huston, aquele cineasta que rejeitava rótulos e até mesmo a autoria dos filmes que dirigia, sendo dos principais execradores do termo e do conceito de autoralidade no cinema.
Tudo o que foi disseminado ao longo dos anos, na conexão entre os personagens e seus atores, não é fruto de imaginação ou ostensividade analítica, mas de uma vivacidade que impressiona.
Gable e Marilyn nos últimos papéis de sua carreira pareciam estar o mais próximo possível de seu momento existencial pessoal, e essa identificação implícita, por si só já torna as coisas incrivelmente mais decadentes e melancólicas. Para além, ainda completam o elenco com eficiência, Eli Wallach, Montgomery Clift e Thelma Ritter. Todos encaixados à perfeição nos personagens. E o fracasso, o deslocamento, a insegurança e a decadência latente são os motivos de sua união em uma marcha pela identidade. Que será árdua, dolorosa, afligindo-os profundamente em cada novo ato.
Marilyn transparecendo sua própria inconstância existencial, Gable uma caricatura intencional do ídolo caído, Clift como o jovem "não tão jovem", já sinalizando sua falta de perspectivas imediatas e a longo prazo, Wallach em uma quase figuração, dada sua personalidade errante, à sombra de um passado turvo, e Thelma como a senhora calejada pela vida, conformada e desesperançosa, tentando esconder seu vazio pela energia e extroversão. Toda essa construção de personagens rigorosamente emoldurada também pelas desventuras em que culminam cada uma de suas tentativas de obterem um pouco de diversão e escapismo.
E fica resguardada para o ato final a aguardada caçada aos cavalos selvagens, e durante e depois dela, nada será como antes. Pelo menos não para o espectador que esteja imergido naquela viagem. É de força dramática arrebatadora, como pouquíssimas vezes presenciei na arte e na vida. Um calvário triste e esfacelador para a carreira de dois gigantes do cinema, além da divagação que fica sobre o próprio fim. Todos nós estamos condenados à morte, "que é tão natural quanto a vida", diz o personagem de Gable em dado momento, e quais serão nossas decisões quando chegar o momento do ápice das incertezas? Da aproximação iminente do fim e sobre o que fazer antes de terminar essa vida?
Lindo, melancólico e magnético, é desde já um dos filmes da minha vida para o sempre.
Não curti muito..