-
A “Colecione Clássicos” distribui no mercado brasileiro, em cópia de alta qualidade, essa divertida comédia romântica sobre os bastidores da vida do artista. Leslie Howard e Bette Davis, ícones do cinema em sua fase de ouro, aqui são casados e trabalham como atores de teatro (renomados, por sinal). Amantes inveterados, representam eles próprios no palco em peças de ardor romântico. No entanto o casamento ameaça ruir quando pinta na história uma moça de beleza deslumbrante (Olivia De Havilland), cheia de charme e vontades impossíveis. Ingredientes simples de filmes da época, roteiro montadinho numa caixa, direcionado para consumo do público, piadas com alto grau de ingenuidade e elenco que se tornaria famoso (Bette, Leslie e Olivia). Agradável do começo ao fim, uma fita rara, até então inédita no Brasil, voltada aos amantes do cinema antigo.
Bette Davis, a mulher mais maligna do cinema, participa aqui de um dos poucos filmes de comédia da carreira – mesmo assim já tem os toques de persona má, de olhar rasteiro.
Vida curta e com desfecho trágico teve o ator inglês Leslie Howard, que faleceu aos 50 anos em 1943, durante a Segunda Guerra, quando o avião onde viajava de Lisboa à Inglaterra foi abatido por alemães.
E Olivia De Havilland faria sucesso dois anos depois com o famigerado clássico “E o vento levou”, consolidando carreira no cinema hollywoodiano. Nascida em Tóquio e vencedora de dois Oscars, completa em julho 97 primaveras. Afastada das telas desde 1988, pouco aparece em público.
“Somos do amor” já está disponível para locação e para venda.
Por Felipe Brida (cinema-naweb.blogspot.com) -
Deliciosa comédia!!!
Atuações irretocáveis de Bette Davis, Leslie Howard e Olivia de Havilland. Muito amor por esses três!No mais... Brilhante a análise que o Syl (abaixo) fez do filme!
Depois dela, fiquei até intimidado em elaborar quaisquer comentários. rs -
Surpreendentemente acessível. IT'S LOVE I'M AFTER traz a parceria do encantador Leslie Howard numa deliciosa comédia com Bette Davis e Olivia de Havilland. Feito o devido respeito às referências teatrais do roteiro por Casey Robinson, baseado no texto "Gentlemen After Midnight" de Maurice Hanline, o enredo brinca com vários clássicos da literatura e fornece uma sessão de puro entretenimento se for levada em conta a essência nada pretensiosa, que traz uma fluência única para os desfechos romanescos, onde nada seria significante senão pela dominante eloquência dos personagens. E não é que o título brasileiro compartilha com essa ultrajante situação?
Ser do amor remeteria o espectador no mínimo às melodramáticas e grandes tragédias da literatura. A essência fílmica aqui nos propõe que sejamos parte de uma análise inusitada desta herança cultural. A verdade é que elas são significantes muito pela relação sentimental árdua mantida com o seu público. Então, uma das primeiras coisas que se pode perceber no filme é uma fã escandalosa (Olivia de Havilland) personificando sua paixão pelo teatro através do personagem Basil Underwood (Leslie Howard). Esta devoção experimental beiraria o Screwball se não fosse pela dosagem dramática certeira da personagem de Bette Davis, enunciando a harmonia de gêneros combináveis em um abismo de diferença, e fazendo-se solícita ao meu prazer cinéfilo por ser tão única na composição de personagens atores e suas deliberações artísticas. Genial! -
Adorei a atuação da personagem Digges ("O mordomo"), muito bom!