"don't hurt yourself, please. you are the only person who can be you. that's all we have to hold onto."
"are you really... God?"
Tokyo Sonata é o retrato de uma família japonesa aparentemente normal. O pai que bruscamente perde seu trabalho esconde a verdade de toda família; o filho mais velho que quase não pára em casa quer se alistar no exército de outro país; o mais novo, começa a fazer aulas de piano escondido dos pais, e a mãe, que sabe que seu papel é manter a família unida, não encontra suficiente vontade para isso. De alguma maneira, um profundo abismo aparece dentro da família, e se estende rápido e silenciosamente para desintegrá-los. Tudo isso num filme que parte do drama, chegando a parecer um filme de humor negro, mas sem perder nada.
"don't hurt yourself, please. you are the only person who can be you. that's all we have to hold onto."
"are you really... God?"
que final! seria 5 estrelas pra mim se algumas das atusções tivessem sido melhores. mas muito bom!
A falta de compreensão e diálogo são umas das piores coisas que se pode acontecer em uma família, talvez seja esse o motivo dessa sensação de desamparo que o filme causa: a falta de comunicação entre os personagens.
O fato de os japoneses serem muito contidos, só agravou os problemas vivenciados pela família, que na verdade, não eram nem tão graves assim: quem nunca ficou desempregado? Com o abandono de si próprio, fica impossível recomeçar, por mais que a situação esteja difícil é necessário continuar lutando pra sair da tempestade e chegar a bonança.
Quando via esse filme fiquei totalmente desamparada
Mas por fim ele me relembrou como a música salva tudo...
A primeira hora é típica de um drama japonês e intimista. Silenciosa, lenta e sutil. Os conflitos internos de cada personagem são desenvolvidos isoladamente, como individuos totalmente dispersos e distantes da unidade familiar, cada um caindo no seu próprio poço de desesperança e agonia, sendo engolidos por suas mentiras.
Vítimas de uma crise financeira que culmina em reduções dos postos de empregos e demissões em massa, o patriarca da família se vê desesperado ao ser demitido mas, pior ainda, é sentir-se incapaz de cuidar e prover a própria família, tornando-se uma pilha de nervos omissa, ignorante e ditatorial.
São estes dois personagens, pai e mãe/marido e mulher que representam muito bem os valores morais que a sociedade e a família como um todo deveria ter(ideologicamente), aqueles ideais politicamente corretos mas que aqui não são mais que poeira, esfarelados diante da crise familiar.
A segunda hora quebra com o ritmo da narrativa e transforma-se num rompante, a decadência e o desespero dos personagens são levados até as últimas consequências, com todos buscando uma fuga impossível, dando em becos sem saída, tentando a todo custo correr para longe daquela casa, de sua família, da pressão do cotidiano que é esmagadora.
O plano onde a mãe, após chorar inconsolável na praia, vê o amanhecer e o sol surgir por trás das pesadas nuvens, lembra muito o de Stalker, quando a chuva cessa e dá lugar aos raios de sol. Aqui é uma força motriz que representa a volta pra casa daquelas pessoas, quando percebem que após a noite de sono, após a chuva, após o trauma físico, o tempo não vai voltar atrás, a vida não vai se ajeitar automaticamente e todos os erros apagados. Nem mesmo implorando, não temos como esquecer o que somos, de onde viemos e jogar tudo fora todos os dias, não funciona desse jeito.
Mas de algum jeito, na manhã seguinte, eles vão tentar fazer funcionar. E que forma mais brilhante de demonstrar isso do que por Debussy.
Ótimo filme! Comecei a assistir já achando que seria chato, porém aconteceu o contrário, o filme me prendeu de uma forma incrível!!
"Como seria maravilhoso se toda minha vida não passasse de um sonho,e eu acordasse de repente sendo alguém completamente diferente" Impactante,surpreendente e por que não lindo?!
Em um certo momento, achei que o filme estava se alongando demais. Mas quando chega o final e ouve-se Debussy e logo depois o silêncio, aí percebi o quanto estava errada.
Tokyo Sonata é um bom filme do cinema japonês contemporâneo.
Primeiro filme que assisto do prestigiado diretor Kiyoshi Kurosawa, um filme de certos pontos positivos que coloca em cheque a questão da paternidade no Japão, a hipocrisia familiar, entre outros tópicos interessantes.
Bom mas não achei tão bom assim... é um dos filmes mais comentados na última década no Japão, e não é pra isso tudo. Não bastasse, cai um pouco na atual onda do cinema japonês de dramas excessivamente parados.
O não querer encarar a verdade ou assumir seus sentimentos vai levando as pessoas aos seus limites.
A cena final do menino tocando belissimamente claire de lune e ngm aplaudindo mostra bem isso, uma retenção da própria emoção
Realmente um filme excelente, passa muito longe de um "dramalhão americano cheio de reviravoltas" como comentaram por aqui..
Visceral!!! O mundo é uma farsa!
Poucas vezes uma realidade se colapsou de forma tão abrupta e intensa no cinema!
E olha o poder do determinante econômico!
Filme extremamente interessante, onde o patriarca de uma família, rico executivo, perde o emprego para chineses, que trabalham mais e por menos dinheiro. A trama se desenrola quando, para ocultar isso da família, ele trabalha como faxineiro em um shopping, ao mesmo tempo que seu filho se descobre na música e sua mulher entra em depressão após o filho mais velho ter saído de casa.
no cine conhecimento - 20/04
(canal futura)
reprise:
domingo, 22h
segunda (p/ terça), 00h45
sábado (dia 28), 23h
Chorei muito na cena final, quando ele começa a tocar tudo fica pra trás, é lindo demais.
"Você é a única pessoa que pode ser você mesmo"...
É bom refletir sobre isto.
O filme estava me surpreendendo corajoso em sua montagem, sempre "econômico" no desenvolvimento das cenas emotivos, estava sendo um belo retrato de uma família imersa num japão atual carcomido pela chaga do processo de produção capitalista, mas os últimos 20 minutos quando o diretor recorre a um dramalhão americano cheio de reviravoltas( que não me convenceu)me decepcionou muito apesar de restar um mal estar ao final do filme. mas com certeza o diretor desconhecido para mim até então tem tudo para acertar da próxima!
Obra-prima! Mostra perfeitamente o poder das mentiras e das omissões. Filme peculiar, porém necessário para qualquer cinéfilo!
A frase abaixo resume muito bem o que eu poderia dizer sobre este filme... Mas o que me impactou mesmo foi a pletora de surpresas que o roteiro nos oferece: nunca que eu fosse imaginar que este filme fosse tão devastador no plano familiar quanto, guardadas as devidas proporções, o magistral VISITANTE Q, do titio Takashi Miike! Amei o filme, me deixou com os nervos em frangalhos - e utilizar a música maior do Debussy numa cena-chave só contribui para o meu espanto: viva este tal de Kiyoshi Kurosawa. Preciso ver mais filmes dele, com urgência! (WPC>)
Um retrato maravilhoso de como as pressões sociais atordoam os indivíduos.
Gente eu tô com um problema, há uns dois anos eu vi esse filme mas eu parei na terceira parte e depois formatei meu pc, perdi o filme pra sempre e agora não acho mais onde baixar socorro, eu lembro que tava gostando do filme ):
Retrato excelente da vida moderna. O medo intenso de ter que recomeçar de baixo que assola as classes medianas de nossa sociedade. Kurosawa destacando-se como um dos melhores cineastas da atualidade.
Vou assistir essa semana. Estou na expectativa de ser um ótimo filme.
Um exemplo bonito e realista sobre uma coisa que muitos de nós precisamos lidar: um recomeço