Últimas opiniões enviadas
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O Grande Gatsby
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Se por um lado o retrato documental da indústria pesqueira comercial contemporânea não tem tanto atrativo aos olhos do espectador, a condução experimental crua e claustrofóbica dos diretores, num estudo de reação em cadeia, com direito a mensagem subliminar e um humor sarcástico pontual, a experiência que esse Leviathan trás consigo é, digamos, inesperadamente interessante e plausível.
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Tive a infelicidade de escolher Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão, como o longa inicial da minha experiência na segunda edição do Olha de Cinema - Festival Internacional de Curitiba. Não precisa muito pra notar que o filme se trata de uma espécie de massageador do ego de um narcisista hipócrita, que aprendeu certinho os conceitos de cinema noir e enquadramento fotográfico e, por algum motivo bizarro, acredita estar fazendo uma obra prima. Boa Sorte, Meu Amor é um filme metido a esquizofrênico, numas referências desnecessárias e num uso abusivo de trilha sonora, que me fez sair da sessão com uma dor de cabeça tremenda.
Últimos recados
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EduardoSim, retrata a realidade!!!
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Stanisgot facebook?
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Igor ViníciusExtremamente grato, Carlos :)
Obrigado o/
A visão moderninha e alegórica de Gatsby é mais um fiel retrato da decadência de produções hollywoodianas que tanto prometem e nada cumprem. Se por um lado, o seleto grupo de artistas pop consagrados cumpre o papel da trilha sonora repleta de hits dançantes e melodramáticos, por outro a trama de um jovem aspirante a escritor que se envolve na conturbada relação de seu vizinho magnata e sua doce prima, fica sempre a um passo atrás do que a experiência em 3D ou o deslumbre visual tem a oferecer. É difícil criar qualquer empatia com a trama pelo fato do cinema de Luhrmann nunca coexistir completamente com o de seus personagens. E na colagem de subversões e subtramas, entre uma festa e outra, o épico de F. Scott Fitzgerald perde todo seu charme épico e profundo, ganhando um contorno (quase) sempre plastificado, e sem qualquer conteúdo.