Um filme simples mas muito pouco simplista sobre a dor da solidão face às dificuldades da vida. Michelle Williams tem uma interpretação de partir o coração.
Este mumblecore me conquistou, mostra a quebra do sonho americano, um sonho doce cada vez mais distante de uma juventude que precisa se virar sozinha para conseguir sobreviver; uma sobrevivência quase sempre amarga. Nesta caminhada quem já adotou um animal com parte da familia, sabe que o amor que se troca é de profundo alento.
E este mesmo amor faz com que Wendy deixe Lucy, porque o alento alí, é vê-la bem.
Quem for esperando algo na linha de Marley e Eu, deve se decepcionar profundamente, mas o filme é muito maior que isso, uma pequena jóia descoberta por poucos.
Vi porque gosto de filmes com cães, independente do que seja, mas não suporto a Michelle Williams. Na soma total, não gostei do resultado, que foi um tanto pobre, mas vale ver de tudo nessa vida, certo?
A forma que Reichardt expõe os problemas do mundo não é lá muito agradável. Assim como seu filme anterior, o maravilhoso “Antiga Alegria” (com o qual tem a conexão a cadela Lucy), temos uma narrativa picada e estamos na metade de uma história – portanto, não temos necessariamente um começo e muito menos teremos um final. Porém, diferentemente de seu filme anterior – existe um suspiro, ainda que leve, de esperança, de busca, de perseverança e que poderá ter recompensa. A protagonista, que ganha o talento de Michelle Williams, segue com pouco dinheiro para uma vida sem rumo – e a partir dali, será vítima de um sistema que nos consome até estarmos extremamente desprovidos de reação. Um sistema que abandona, que nos torna refém. A única coisa que sobra para Wendy é sua cadela Lucy, que está desaparecida – e passa a ser o objetivo de sua sobrevivência. Assim como “Antiga Alegria” existe um alerta urgente: tudo o que fazemos é para sobreviver, e quando, realmente, poderemos viver? Somos vítimas da falta de altruísmo em um mundo contaminado de ganância e dinheiro a todo custo, e cabe a nos adequarmos ao sistema. Reichardt é uma das grandes autoras do cinema norte-americano – que vale muito a pena olhar com mais atenção.
Wendy e Lucy não é o tipo de filme muito procurado, principalmente para a grande massa que é fã de cinema comercial. Mas achei que fosse ler comentários mais maduros aqui no filmow. Não quero criticar a opinião de ninguém, mas ler coisas como "dei cinco estrelas por causa da cadela, que é uma fofa" é muito frustrante. Na minha opinião, Wendy e Lucy não é fofinho. Não é inspirador, não é o tipo de filme que quando acaba te dá uma vontade de se mudar pro Alaska também. Wendy e Lucy é uma crítica às relações humanas, a falta de altruísmo no homem. E isso em sua interpretação mais rasa. Durante toda a jornada de Wendy, a vontade é que a próxima pessoa que ela vai recorrer (quase sempre como sua "última esperança") a ajude. Mas elas nunca ajudam, e não se importam. Isso é muito bem colocado na cena em que ela dorme dentro do carro e três adolescentes passam falando sobre futilidades. Um deles aponta e diz: "cara, tem uma mulher dormindo dentro do carro!". Vão embora. Wendy é uma garota desconhecida sofrendo calada e controladamente (Michelle Williams sabe o que faz)durante todo o filme. Sua agonia é palpável para aqueles que estão assistindo pelo seu ponto de vista. Para as outras pessoas, que Wendy encontra pelo caminho, ela é apenas uma garota. Me fez refletir bastante sobre as pessoas que você encontra por aí pedindo ajuda, que entram na sua vida durante alguns minutos (ou segundos), e depois disso, desaparecem completamente, junto com suas histórias.
Mal feito? Esse aqui é um dos melhores filmes sobre a crise norte-americana recente, com um papel sob medida para a Michelle. Bom rever o Will Patton, e de bônus o Bonnie ‘Prince’ Billy ainda aparece. O mumblecore, ou seja qual for a tag que se dê a esse novo cinema americano independente, muito me agrada. “Wendy and Lucy” é ótimo, tanto pela crítica à situação interna do país quanto pela linguagem utilizada. Kelly Reichardt sabe o que faz.
“You can't get an address without an address. You can't get a job without a job. It's all fixed.
That's why I'm going to Alaska. I hear they need people.”
Filminho mal feito de merd@ esse. Michelle Williams e sua cara de pum preso. Olha a cara dela no pôster já dá uma noção de como será o filme. Dou 2 estrelas pela cachorra Lucy que é linda e atua melhor que a protagonista Wendy.
Infelizmente estou. Acho que a principal razão de eu não ter gostado desse filme é a implicância que tenho com a Michelle Williams. Detestei esse filme.
Pensem num filme lindo! Pensaram? Tai. Wendy & Lucy é inspirador, e tocante, um filme simples e pouco conhecido que merece muito mais atenção. Michelle Williams e sua perfeita atuação, e a cachorra Lucy muito mais que linda.
Um filme solitário, poético e sustentado por uma incrível perfomance da Michelle Williams. Pode não ser um divisor de águas, mas sem sombra de dúvidas é um filme extremamente verdadeiro.
É um filme parado, mas reflexivo, fala sobre a paixão incondicional de Wendy pelo seu animal de estimação que só isso faz suportar as adversidades de sua vida. E olha que ela passa cada perrengue. Vale ressaltar que o filme é baseado no conto Train Choir, do escritor Jonathan Raymond.