Sátira sobre dois ex-presidiários, um dos quais consegue progredir de vendedor a dono de uma fábrica, onde percebe que os operários são reduzidos a autômatos.
Filme que inspirou em partes Tempos Modernos de Chaplin, mas não tem o mesmo nível deste. Nesta obra de René Clair a crítica fica mais nas pessoas e nas atitudes do que na ampla crítica a industrialização de Chaplin. A obra envelheceu e se tornou ingênua e até boba as vezes. Ainda assim vale a pena ver e comparar com o clássico citado e tirar suas próprias conclusões.
Curiosa comédia musical (deve ser uma das primeiras, senão a primeira mesmo), cuja sequência da linha de montagem é clara inspiração para "Tempos Modernos" do Chaplin, 5 anos mais tarde. Eu particularmente achei um filme maçante, com um roteiro que é uma bagunça completa e mesmo bobinho em muitas passagens. O final é absolutamente ridículo.
Em uma poesia visual, René Clair traça um paralelo instigante e divertido entre a prisão e a fábrica. Com um charme singular e um senso de humor ácido, "A Nós a Liberdade" é uma comédia musical que ironiza a automatização do ser humano, a linha de produção industrial, a máxima do 'trabalho como algo que liberta' em um mundo onde a 'vadiagem' pode ser considerada 'crime de prisão'. O medo do prisioneiro com relação ao guarda não é nada perto do medo do funcionário perante o capataz. Não à toa, essa obra francesa é considerada a principal influência para que Chaplin fizesse o seu "Tempos Modernos", poucos anos depois. A sincronia visual e a 'dança' das formas no filme de Clair é um deleite a parte. Perde um pouco de fôlego na segunda metade, quando aposta em uma subtrama romântica descartável. E talvez faça uma conclusão excessivamente otimista calcada na filosofia positivista de que a razão pura iria resolver todos os problemas humanos, um pensamento recorrente à época, mas que acabou datado. Seja como for, uma obra belíssima e divertida que merecia mais reconhecimento por cinéfilos nos dias de hoje.
Sátira sobre dois fugitivos da prisão em busca de sentido em suas vidas que critica a sociedade industrial da linha de montagem. Lançado em 1931, o filme inspirou "Tempos Modernos" de Chaplin. "A Nós a Liberdade", dirigido magistralmente por René Clair, é uma preciosidade do cinema francês. Obra-prima!
A facilidade de Clair em dirigir esse é um absurdo.Consegue impressionar e divertir ao mesmo tempo.No mais,existe muita coisa que Chaplin retirou daqui para filmar "Tempos Modernos".Plágio ou não,Clair adorou.
Filme que inspirou em partes Tempos Modernos de Chaplin, mas não tem o mesmo nível deste. Nesta obra de René Clair a crítica fica mais nas pessoas e nas atitudes do que na ampla crítica a industrialização de Chaplin. A obra envelheceu e se tornou ingênua e até boba as vezes. Ainda assim vale a pena ver e comparar com o clássico citado e tirar suas próprias conclusões.
Curiosa comédia musical (deve ser uma das primeiras, senão a primeira mesmo), cuja sequência da linha de montagem é clara inspiração para "Tempos Modernos" do Chaplin, 5 anos mais tarde. Eu particularmente achei um filme maçante, com um roteiro que é uma bagunça completa e mesmo bobinho em muitas passagens. O final é absolutamente ridículo.
Em uma poesia visual, René Clair traça um paralelo instigante e divertido entre a prisão e a fábrica. Com um charme singular e um senso de humor ácido, "A Nós a Liberdade" é uma comédia musical que ironiza a automatização do ser humano, a linha de produção industrial, a máxima do 'trabalho como algo que liberta' em um mundo onde a 'vadiagem' pode ser considerada 'crime de prisão'. O medo do prisioneiro com relação ao guarda não é nada perto do medo do funcionário perante o capataz. Não à toa, essa obra francesa é considerada a principal influência para que Chaplin fizesse o seu "Tempos Modernos", poucos anos depois. A sincronia visual e a 'dança' das formas no filme de Clair é um deleite a parte. Perde um pouco de fôlego na segunda metade, quando aposta em uma subtrama romântica descartável. E talvez faça uma conclusão excessivamente otimista calcada na filosofia positivista de que a razão pura iria resolver todos os problemas humanos, um pensamento recorrente à época, mas que acabou datado. Seja como for, uma obra belíssima e divertida que merecia mais reconhecimento por cinéfilos nos dias de hoje.
Sátira sobre dois fugitivos da prisão em busca de sentido em suas vidas que critica a sociedade industrial da linha de montagem. Lançado em 1931, o filme inspirou "Tempos Modernos" de Chaplin. "A Nós a Liberdade", dirigido magistralmente por René Clair, é uma preciosidade do cinema francês. Obra-prima!
A facilidade de Clair em dirigir esse é um absurdo.Consegue impressionar e divertir ao mesmo tempo.No mais,existe muita coisa que Chaplin retirou daqui para filmar "Tempos Modernos".Plágio ou não,Clair adorou.
>Assistido em 07 de Maio de 2023