Antes da sua inevitável separação, Jorge, um jovem de origem maia e Natan, filho de mãe italiana, embarcam numa viagem rumo ao mar aberto em busca de sua história.
Superior a muita ficção por aí, Ao Mar vai direto no que interessa a muito espectador de cinema: conhecer pessoas e suas histórias e relações, no caso, gente de verdade. Material muito melhor do que certo tipo de filme produzido por Hollywood, que enche os olhos com efeitos especiais e diz muito pouco ao coração e à mente. Eu gostaria de ver uma parte 2, saber como continua a relação de Natan com seu pai mexicano e sua mãe italiana. Será que ele continua passando algum tempo com o avô e o pai, já que agora deve ser um adolescente, uma vez que a produção é de 2009. Se o documentário tem algum defeito é ser muito curto.
Natan é filho de Roberta, uma italiana, e Jorge, um mexicano remanescente dos povos maias, que se conheceram durante viagem no México. Quando o casal se separou, Roberta decide retornar à Itália juntamente com o pequeno Natan. Jorge decide passar um último tempo com seu filho, levando-o à sua terra natal, num vilarejo localizado no mar, para lhe mostrar seu modo de viver. Ao chegar, Nestor, pai de Jorge, esperavam-lhes, e após reformarem a casa – espécie de palafita sobre o mar –, passam todos os três a viverem juntos. A rotina diária consiste em acordar cedo e sair ao mar para pescar, da qual boa parte da pescaria é vendida para um barco mercante e a outra porção é destinada para própria subsistência.
Apesar de estarem distante da metrópole percebemos que aquele vilarejo marítimo mantem contato com o mundo globalizado. O boné que o avô usa tem em sua estampa o símbolo do Superman. Outra coisa que pode ser observado é o processo atualização que o vilarejo sofreu: o avô possui um rádio comunicador para se informar sobre a condição do tempo.
É incrível como se dá a harmoniosa interação deles, e dos demais vilarejos, com a fauna local. Gaivotas que sobrevoam a palafita no momento em que eles estão manuseando os pescados da tarde. A presença de crocodilos, ao redor da palafita, que esperam os bagaços dos peixes lhes serem jogados. A ave que adentra a casa em busca de insetos. Nessa cena o Jorge ensina ao Natan o nome da ave migratória da África, “Bulbucos íbis”, conhecida como “carrapateira”. De desconfiada a ave passa a se acostumar com a presença humana que lhes dão os insetos em seu bico. Ainda no alto mar a carrapateira calmamente, em pé no assoalho do barco, pega carona.
Eles chegam à praia de uma ilha próxima, e vemo-los lavando o casco do seu barco. Ali, próximo da areia, também há crocodilos. E a população local reage naturalmente com a presença dessas feras.
O filme, implicitamente, menciona a necessidade de se ter paciência. Em duas cenas vemos isso. Na primeira quando Nestor diz ao seu filho Jorge que para os que gostam do mar ali é um lugar ideal, mas pra quem não gosta será muito infeliz se permanecer. No segundo momento foi quando Natan tenta pegar a ave apressadamente, o pai responde-lhe “devagar, filho” e adiante “tem que ser delicado, é uma ave”. Podemos perceber o respeito que eles têm com outros seres que também vivem naquele vilarejo. Ao se acostumar ali, a ave foi batizada de “Blanquita”. Contudo, depois disso nunca mais foi vista.
Nos momentos finais, o pequeno Natan jogou uma garrafa com papel e flor dentro, e perguntou ao seu pai se ela irá para Itália ou para o México. E na última cena, vemos Natan e sua mãe já na Itália.
Poderia morar dentro desse filme.
Superior a muita ficção por aí, Ao Mar vai direto no que interessa a muito espectador de cinema: conhecer pessoas e suas histórias e relações, no caso, gente de verdade. Material muito melhor do que certo tipo de filme produzido por Hollywood, que enche os olhos com efeitos especiais e diz muito pouco ao coração e à mente. Eu gostaria de ver uma parte 2, saber como continua a relação de Natan com seu pai mexicano e sua mãe italiana. Será que ele continua passando algum tempo com o avô e o pai, já que agora deve ser um adolescente, uma vez que a produção é de 2009. Se o documentário tem algum defeito é ser muito curto.
A incansável beleza da simplicidade...
Alamar nos faz refletir sobre a vida, difícil de não ser tocado pela sua mensagem humanística.
Natan é filho de Roberta, uma italiana, e Jorge, um mexicano remanescente dos povos maias, que se conheceram durante viagem no México. Quando o casal se separou, Roberta decide retornar à Itália juntamente com o pequeno Natan. Jorge decide passar um último tempo com seu filho, levando-o à sua terra natal, num vilarejo localizado no mar, para lhe mostrar seu modo de viver. Ao chegar, Nestor, pai de Jorge, esperavam-lhes, e após reformarem a casa – espécie de palafita sobre o mar –, passam todos os três a viverem juntos. A rotina diária consiste em acordar cedo e sair ao mar para pescar, da qual boa parte da pescaria é vendida para um barco mercante e a outra porção é destinada para própria subsistência.
Apesar de estarem distante da metrópole percebemos que aquele vilarejo marítimo mantem contato com o mundo globalizado. O boné que o avô usa tem em sua estampa o símbolo do Superman. Outra coisa que pode ser observado é o processo atualização que o vilarejo sofreu: o avô possui um rádio comunicador para se informar sobre a condição do tempo.
É incrível como se dá a harmoniosa interação deles, e dos demais vilarejos, com a fauna local. Gaivotas que sobrevoam a palafita no momento em que eles estão manuseando os pescados da tarde. A presença de crocodilos, ao redor da palafita, que esperam os bagaços dos peixes lhes serem jogados. A ave que adentra a casa em busca de insetos. Nessa cena o Jorge ensina ao Natan o nome da ave migratória da África, “Bulbucos íbis”, conhecida como “carrapateira”. De desconfiada a ave passa a se acostumar com a presença humana que lhes dão os insetos em seu bico. Ainda no alto mar a carrapateira calmamente, em pé no assoalho do barco, pega carona.
Eles chegam à praia de uma ilha próxima, e vemo-los lavando o casco do seu barco. Ali, próximo da areia, também há crocodilos. E a população local reage naturalmente com a presença dessas feras.
O filme, implicitamente, menciona a necessidade de se ter paciência. Em duas cenas vemos isso. Na primeira quando Nestor diz ao seu filho Jorge que para os que gostam do mar ali é um lugar ideal, mas pra quem não gosta será muito infeliz se permanecer. No segundo momento foi quando Natan tenta pegar a ave apressadamente, o pai responde-lhe “devagar, filho” e adiante “tem que ser delicado, é uma ave”. Podemos perceber o respeito que eles têm com outros seres que também vivem naquele vilarejo. Ao se acostumar ali, a ave foi batizada de “Blanquita”. Contudo, depois disso nunca mais foi vista.
Nos momentos finais, o pequeno Natan jogou uma garrafa com papel e flor dentro, e perguntou ao seu pai se ela irá para Itália ou para o México. E na última cena, vemos Natan e sua mãe já na Itália.
Retratos de uma simplicidade exuberante! Um colírio para os olhos! Gostoso demais de assistir :)