Bakhita, a Santa

2009

Bakhita, The African Saint

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104 minutos

Sudão e Italia - Nascida cerca de 1869, em Darfur, território do Sudão, a menina Bakhita viveu feliz seus primeiros anos, correndo pela savana junto aos irmãos e amigos. Pertenciam ao povo Daju, uma das etnias mais importantes do país. Ainda pequena foi raptada por homens de outra tribo que a venderam como escrava. Começava um período de tortura, humilhação e trabalho excessivo. Desta época ficou-lhe no corpo a marca de 144 cortes simétricos, como uma tatuagem.

"Puseram-me sal nas feridas, para ficarem por cicatrizar por muito tempo, testemunhando minha condição de escrava, um "objeto" na posse de uma família. Fiquei mais de um mês estendida nua numa esteira, sem me poder mexer, ardendo em febre e sem água para beber e lavar as feridas. Só não morri graças a um milagre do Senhor, que me havia destinado a "coisas mais altas"."

Giuseppina Margherita Fortunata, nome que adotou no batismo, foi baptizada, crismada e recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza, a 9 de Janeiro de 1890. A 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congregação das Irmãs Canossianas. Previamente foi necessário um julgamento, ante o tribunal da justiça veneziana, para que ela se tornasse uma pessoa livre. Irmã Bakhita jamais permitiu que os maus-tratos e preconceitos sofridos a transformassem numa pessoa ressentida ou vitimizada. Sua capacidade de perdão a liberta e nos encanta.

A atriz Fatou Kine Boye foi feliz ao interpretar o jeito simples, manso, humilde, o sorriso gentil e acolhedor de Josefina Bakhita, que, em 1º de outubro de 2000, foi aclamada santa pelo Papa João Paulo II, na praça de São Pedro, Roma. Mesmo dia da canonização de São Josemaria Escriva de Balaguer. Quem esteve presente à magnífica cerimônia percebeu, entre a multidão de mais de 300.000 pessoas, belas senhoras africanas em turbantes e vestidos coloridos, atraindo as câmeras e o interesse dos peregrinos. Se ali estavam pelo Fundador da Opus Dei, que tem obras na África, ou para homenagear a 1ª santa do continente, é difícil dizer. Só era fácil testemunhar a emoção e alegria, comum a todos. Tais sentimentos também enchem a alma de quem assiste o filme de Giacomo Campiotti.

Cenas especiais retratam o encontro de Bakhita menina com o leão na savana e o encantamento que, mais velha, experimenta ao chegar em Veneza e admirar o leão alado na praça e outras figuras familiares de animais que adornam os prédios da cidade. Sentiu-se em casa.

Estreia Brasil:
2009
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