O filme conta a história de Benny (Damián Alcázar), um imigrante mexicano que é deportado de volta ao seu país depois de 20 anos nos EUA, só para encontrar mais miséria do que ele se lembrava, e uma realidade que não pode evitar: se relacionar com o narcotráfico é praticamente uma necessidade e uma imposição, do contrário, o resultado poderia ser a miséria ou a morte.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
É o terceiro filme que assisto com a dupla Luis Estrada e Damián Alcázar e, como os demais (A Lei de Herodes e A Ditadura Perfeita), ótimo.
Observando o conjunto desta espécie de trilogia informal (não é preciso ter visto um para ver os demais, mas todos juntos formam um painel revelador sobre os temas que atormentam o roteirista e diretor), vê-se logo que Estrada não é um cineasta conciso, nem dos mais sutis. Seus filmes são longos e fazem de forma escancarada às críticas que têm a fazer sobre a corrupção escancarada no terceiro mundo, onde nasce, como avança e no que vai desaguar. Este El Infierno está situado mais ao final deste processo gerador de misérias e infortúnios, apresentando as periferias do México como uma espécie de labirinto onde todos os caminhos levam a Cartéis e matanças. O faz numa embalagem pop que remete um tanto a Cidade de Deus, com trilha sonora fantástica e violência extrema não somente no sentido gráfico, mas também com peso e impacto dramáticos. Parece Tarantino, mas é muito triste.
Por um critério talvez subjetivo (isto é, gosto muito dos três filmes), não percebo sua duração alongada como um defeito de estilo, mas apenas como um marcador válido de seus temas - ciclos que se repetem, se reproduzem e culminam nos mesmos e terríveis resultados. Nesse ponto, é justo apontar que nenhuma dessas obras é maçante, pois Estrada sabe como lhes imprimir energia. Falta-me encontrar agora "Um Mundo Maravilhoso".
E Estrada também precisa encontrar esse mundo maravilhoso, no mundo em que vive hoje, o resultado são esses filmes tristes.
Achei um ótimo filme! Triste a situação de desamparo e pobreza pode fazer com que a criminalidade cresça sem qualquer impedimento afetando a vida das pessoas
É um filmaço, apesar de ser um filme desconhecido, vale muito a pena assistir!
Não conheço muitos filmes do cinema mexicano, mas creio que El Infierno deve ser tipo o Cidade de Deus deles, porque quem mora em um país civilizado e de primeiro mundo com certeza deve achar que esse filme é exagerado e mentiroso igual acharam que Cidade de Deus era, só que quem mora no México ou aqui nas terras tupiniquins sabe que na verdade esses filmes não refletem nem um terço da realidade fudida enfrentada por esses países.
É narcos! Do mesmo jeito!