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Baseado na verídica ascensão de Jim Piersall para a liga profissional do beisebol americano. O jovem jogador, impulsionado pelo severo pai desde a infância ao sucesso nos esportes, apresenta-se aqui em toda a angústia que o acompanhou, de viver os sonhos do pai apenas para agradá-lo, o que terminou no trágico episódio de internação num sanatório.
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Drama biográfico esportivo em preto e branco da Paramount Pictures Corporation que foi baseado no livro de memórias de Jimmy Piersall (1929-2017) de 1955, "Fear strikes Out: The Jim Piersall story", co-escrito com Al Hirshberg (1909-1973). O formato do filme permitiu que imagens documentais das cenas do estádio fossem utilizadas durante as sequências dos jogos.
O verdadeiro Jimmy Piersall rejeitou o filme devido à distorção dos fatos. O canhoto Anthony Perkins (1932-1992) teve que rebater e arremessar com a mão oposta para retratar Jimmy Piersall, que era destro na vida real. Karl Malden (1912-2009), como de costume, refere-se a alguém, neste filme um olheiro de beisebol, chamado Sekulovich, que era seu verdadeiro nome de nascimento. A estréia de Joan Granville (1928-1974).
Olhar angustiante para as pressões sobre um jovem jogador com seus problemas neuróticos e um pai dominador. Este é o melhor filme de Robert Mulligan (1925-2008) e se deve principalmente ao inescrupuloso (e prodigiosamente talentoso) Anthony Perkins, que 'roubou' esse papel de seu melhor amigo Tab Hunter (1931-2018). Perkins parece fazer seu melhor trabalho ao interpretar personagens psicóticos. O medo resiste bem, e o confronto climático entre pai e filho oferece uma resolução tremendamente atraente. O diretor reflete uma sensibilidade intensa, um romantismo de vulnerabilidade e inocência que mostra um toque político.
A sede do sucesso que se dilui. Ou quando a persistência desmorona sonhos. Um olhar verifico sobre a trajetória de Jimmy Piersall, desde menino ao sucesso na liga principal de beisebol. A direção emocional de Robert Mulligan percorre as vivências familiares desta figura real para depois destrancar dilemas. Temos a defesa interpretativa de um excelente Anthony Perkins - entende a dor que este personagem enfrenta com um roteiro que trabalha duas tônicas na ação.
Primeiramente, dentro de casa onde o jovem sofre pressões por parte de um pai autoritário (um imponente Karl Malden) que o tolhe de todas as formas, privando de quaisquer anseios a não ser se fixar ao papel de jogador. Segundo, a narrativa exibe o tormento ao desconstruir a figura sadia e propensa ao sucesso deste jogador, ao se configurar com problemas psico-emocionais - sendo preso em um sanatório.
Como manter a serenidade diante de tantas pressões ao redor? O filme exibe a fragmentação de um homem. Mulligan exibe um recorte episódico, correto nas situações dos fatos que ocorreram na vida deste indivíduo, mas cuidadoso ao exibir as perspectivas emotivas sobre um ser humano que teve o intelecto e a aptidão colocadas à prova, condenado por pressões que levaram ao transtorno físico e emocional.
Antes de Psicose Anthony Perkins já fazia papéis significativos e um desses é o que ele interpretou nessa cinebiografia do jogador Jim Piersall, um campeão de beisebol que foi diagnosticado como maníaco depressivo. Acho curiosas essas biografias feitas quando a pessoa ainda está no auge da vida (na época do lançamento o Jim tinha apenas 28 anos!!). Ora vejam, o Anthony Perkins que o interpretou partiu em 1992 e o Jim Piersall hoje tem 87 anos, teve 9 filhos e três esposas, conseguindo conviver com a doença. No filme há uma ênfase no seu problema de doença e no difícil relacionamento com o pai (palmas para o grande Karl Malden) e o Perkins está muito bem. Mas não deixa de ser curiosa uma biografia que conta apenas um pedaço pequeno de uma vida.