Depois de sair da asa de um pai rico, controlador, e ausente, Alisha/Mia embarca numa jornada para descobrir seu olhar e o olhar sobre o outro depois de se apaixonar por Bar e mudar-se para um prédio típico de Jacarta, afim de se tornar vizinha do jovem escritor. As cores verde, marrom e bege da paleta, combinadas com a presença das esculturas de coelho e a trilha sonora etérea nos dão a sensação de que aquele edifício é como uma floresta a ser explorada. A câmera parece ter um efeito voyeur, que também é como a protagonista encara aquele novo mundo.
Mia, afetada pelo suicídio da mãe, acaba se perdendo ao tentar se encontrar na visão de Bar e suas histórias, tendo um final trágico.
O filme apresenta vários tipos comuns da sociedade indonésia - e de muitos outros lugares - como o gay, a transsexual, o excêntrico, a "louca dos gatos", o universitário e até mesmo o morador desalojado. Eles são apresentados por Bar como inspirações para suas histórias e
pouco a pouco manipulados ou prejudicados por Mia de forma sutil, que deseja apenas que o amado termine a tão falada obra de ficção, já que encontrou ali a sua única forma de ver o mundo exterior e também de olhar para si mesma.
Alguns pontos adicionais: me lembrou Amélie Poulain e Medianeras, mas com um toque perturbador.
Depois de sair da asa de um pai rico, controlador, e ausente, Alisha/Mia embarca numa jornada para descobrir seu olhar e o olhar sobre o outro depois de se apaixonar por Bar e mudar-se para um prédio típico de Jacarta, afim de se tornar vizinha do jovem escritor. As cores verde, marrom e bege da paleta, combinadas com a presença das esculturas de coelho e a trilha sonora etérea nos dão a sensação de que aquele edifício é como uma floresta a ser explorada. A câmera parece ter um efeito voyeur, que também é como a protagonista encara aquele novo mundo.
Mia, afetada pelo suicídio da mãe, acaba se perdendo ao tentar se encontrar na visão de Bar e suas histórias, tendo um final trágico.
O filme apresenta vários tipos comuns da sociedade indonésia - e de muitos outros lugares - como o gay, a transsexual, o excêntrico, a "louca dos gatos", o universitário e até mesmo o morador desalojado. Eles são apresentados por Bar como inspirações para suas histórias e
pouco a pouco manipulados ou prejudicados por Mia de forma sutil, que deseja apenas que o amado termine a tão falada obra de ficção, já que encontrou ali a sua única forma de ver o mundo exterior e também de olhar para si mesma.
Alguns pontos adicionais: me lembrou Amélie Poulain e Medianeras, mas com um toque perturbador.