A fita italiana pertence a um terceiro movimento na representação da aids pelo cinema. Depois dos filmes sobre os primeiros casos da doença, os dramas dos soropositivos e dos títulos engajados na conscientização e no sexo seguro, esta produção é uma das poucas a enfocar a convivência possível com o vírus HIV. Nesta categoria encaixa-se o personagem Claudio (Thomas Trabacchi), um executivo gay bem-sucedido e com um relacionamento estável. Sua preocupação com a enfermidade não exige mais que o coquetel de medicamentos diário e um check-up mensal no hospital. O relativo bem-estar permite, inclusive, que ele se apaixone por um jovem garçon e dê uma reviravolta em sua vida.
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Desde que foi descoberta na década de 80, a Aids tornou-se fonte de inspiração para inúmeros diretores, que levaram as telas as mais variadas questões em torno da infecção pelo HIV, provocando medo, comoção, polêmica e principalmente conscientização. São geralmente filmes que abordam a descoberta da doença, o drama dos soropositivos a cada evolução da doença e o preconceito. Em “Dias”, a diretora italiana Laura Muscardin acerta ao tentar minimizar o impacto da doença, mostrando como é possível viver bem com ela.