Simon apaixona-se rapidamente pela bonita e divertida Verena. Quando seu pai, que sofre de esquizofrenia, tem um colapso, ele se dedica totalmente à sua mãe e à irmã mais nova e põe em risco sua nova relação. Caminhando para uma situação quase fatal, Simon descobre que não pode mudar a vida de ninguém, a não ser a própria.
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O drama é envolvente. É quase inevitável não se colocar no lugar do personagem Simon quem tomou para si as responsabilidades de um pai parcialmente insano.
Simon é jovem para tamanha responsabilidade e é interessante ver esse peso que ele carrega e como ele lidou com a situação. Do mesmo jeito a insanidade do pai afeta todos ao seu redor. Vemos um clima pesado no filme, um desconforto.
No fim das contas posso dizer que o filme retrata a loucura como ela é, nem mais nem menos.
No alemão Fuga da Realidade (2014), o cotidiano de uma família é afetada pela esquizofrenia e mania de perseguição do pai Hans (Tobias Moretti), arquiteto talentoso mas instável e recluso. Seu filho, Simon (Jonas Nay), é o mais prejudicado pois além de permanecer à deriva em relação a seu futuro, também é sobre quem recaí as consequências da doença do pai, incapaz de internar-se voluntariamente. À namorada, teme abrir o jogo sobre o pai, optando por afirmar que este sofrera um acidente; no serviço, sofre retaliação pela ação inconsequente do pai.
O drama é palpável e a narrativa de Christian Bach abranda-o a princípio - é divertido assistir a Hans destruindo a parabólica do vizinho para, a seu ver, não ser vigiado - para então cair de cabeça no peso que suporta Simon e sua mãe. Tudo na mais absoluta e simples sensibilidade, em razão, sobretudo, das boas atuações (Moretti está também em O Vale Sombrio, em que interpreta um personagem diametralmente oposto a este).