Ana dá à luz no hospital local e tudo corre bem. Há apenas um pequeno problema com a papelada - o arquivo dela não está no computador. Uma perda temporária de dados parece ser causada por uma falha de software, nada para se preocupar. Dentro de poucos dias, Ana está envolvida em uma teia de burocracia de proporções kafkianas: não estar no computador significa sem segurança social, sem endereço permanente e sem bebê. Ela é brutalmente forçada a deixar uma menina recém-nascida sozinha no hospital sem qualquer direito de visitá-la até que tudo esteja resolvido. De repente, Ana é estrangeira, embora tenha vivido na Eslovênia a vida inteira. Legalmente, ela não existe. Então, o filho dela é órfão. E órfãos são colocados para adoção.
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Croácia, Eslovênia e Sérvia são os países responsáveis pela produção desse filme intrigante. Uma jovem vai sozinha até o hospital para fazer um trabalho de parto. Com relação ao nascimento do bebê, foi tudo bem, sua filha nasceu saudável, mas o que sucede depois é digno do pior dos pesadelos. O detalhe é que todas aquelas situações agoniantes vividas pela protagonista no filme são baseadas em fatos reais, tudo consequência dos conflitos entre países que se separaram e vários de seus cidadãos simplesmente foram apagados do sistema e se tornaram invisíveis e irregulares no país em que vivem, só porque são oriundos do país do outro lado do conflito. Só senti falta de um final mais completo, pra saber o que se passou depois.