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O documentário vai ao encontro de dois sobreviventes do atentado à revista Charlie Hebdo. O caricaturista Luz e o jornalista Antonio Fischetti prestam homenagem aos colegas, ao humor e relembram que o espaço da arte é também espaço da subversão. O filme traça um breve perfil das vítimas, além de um histórico da revista que há mais de 40 anos combina arte satírica com jornalismo e que tinha como principal alvo o fanatismo não só das mais diversas religiões, mas também os islamofóbicos.
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O Mini documentário é uma homenagem aos membros do Charlie Hebdo, logo, não espere críticas. Mesmo não sendo a intenção do filme, faz pensar nos limites do que se pode fazer em humor, se existe limite, ou mesmo até que ponto é humor.., é um assunto complexo, ainda mais em um tempo onde tanta gente conservadora pelas redes sociais se utiliza da palavra ''censura'' ou ''liberdade de expressão'' para justificar absurdos (por ex: gente sendo racista e quando é recriminada, fala que ''hj em dia não pode falar nada'' e fala em censura e falta de liberdade de expressão)...em nenhum momento estou justificando a absurda resposta violenta que os membros do jornal receberam, inclusive é quase impossível não simpatizar com eles. Existe um debate interessante, mas pouco explorado no filme: os cartunistas se enxergam como libertários, herdeiros do anarquismo, que pregam a liberdade máxima, mas será que não poderiam estar sendo apenas xenófobos? E muitas outras coisas distantes da forma como eles se enxergavam? é um debate interessante, do cara que se traveste de defensor da liberdade, mas acaba pregando - até sem perceber - um discurso retrógado.
Bom documentário. Consegue passar o momento e a importãncia do Charlie Hebdo.