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Data de lançamento
28 Nov. 2019Em uma época em que os dispositivos são acionados a vapor, a tecnologia que combina corpos com máquinas torna as lutas de boxe cibernético imensamente populares. Um jovem chamado Levius é atraído para essas lutas através do que só pode ser o destino, mas seus talentos serão os que determinam seu futuro.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Parece Megalobox, mas eu não curti, então devo não curtir esse também.
Interessante, as animações das lutas ficaram muito boas, achei que o primeiro episódio falha feio em despertar o interesse, mas a série vai melhorando a cada episódio e os episódios finais são muito bons.
Os diálogos do tio são muito ruim pqp, não sei se foi a dublagem ou os diálogos que são ruins mesmo. Os diálogos dos outros personagens são tudo meio bobinhos mas até que passa, agora os do tio são terríveis.
Vale mencionar para quem pretende assistir, a 1º temporada tem um arco fechadinho. Tem alguns pontas soltas para próxima temporada mas a história principal do arco teve um desfecho satisfatório.
Começando pela arte: a anatomia chama atenção de uma ótima forma. Rica em detalhes. O tio do protagonista é um cara robusto, mas não parece um fisiculturista. Ele é corpulento, mas de uma forma natural e compatível com a idade dele e rotina. A amiga do protagonista é bonita, charmosa, mas sem ser O mulherão. Ela é magra, mas com um aspecto de uma mulher que faz atividades, que faz corrida, é esbelta e leve. Enquanto o protagonista que é boxeador de peso leve, não tem músculos volumosos, e sim bastante definição, típica de quem faz exercícios de cardio. O físico de um esportista. As cores são maravilhosas. Muito vivas em certas cenas, mas sem comprometer o ambiente que remete a algo londrino, cinzento, de céu comumente nublado. Os cenários são muito bem detalhados e passam bem a época que o anime descreve. Apesar de ser um anime em 3D não causa estranheza. Funciona como 2D nas montagens de cena, sem girar o eixo de forma incômoda como não se esperaria num anime; não quebram a mágica do anime. A animação é perfeita. Os movimentos são fluidos e, se houverem truques de animação, só um olho bem mais profissional pra perceber.
A historia é interessante, protagonizada por um amargurado garoto heroico que não se faz enjoativo, não força uma personalidade extravagante demais (como em muitos animes), nem triste demais ao ponto de ser lacônico a nível lobotomizado ou monossilábico. Aliás, os personagens tem estereótipos de animes em seus trejeitos, mas sem forçar até romper a corda da paciência. Sem pessoas gritando porque uma comida está bem feita ou o desenho digredir em extensas cenas de piadinhas. Tem seus clichés, sim, mas sem extrapolar ao limite.
O steampunk é bem explorado, trabalhando bem a "ciência de cinema". Tudo muito explicado, fazendo ser interessante e não deixando só pra se imaginar como diabos as tecnologias funcionam.
A motivação, a franqueza na motivação do herói a princípio é bem realista, e compete com o como é e está a cabeça do garoto e como é a sua vida até então; e a reviravolta traz corpo aos seus propósitos. O contraste nas motivações dos "vilões", começando X e se revelando Y (até), é... um pouco esquisito. Essa pequena, ousada transformação da ótica que dão de um inimigo funcionou melhor em Demon Slayer, aqui... nem tão bem. Mas nada que estrague a experiência.
Um vilão, badguy em específico é um bocado exagerado, extravagante, quase irreal em comparação àquelas pessoas tão mais críveis em todo esse cenário. Mas, dá pra passar. E, um personagem usar "fortissimo" pra algo e "cadencia" pra algo além é um pouco confuso, visto que fotissimo é uma indicação de intensidade sonora, enquanto, grosso modo, cadência é uma sequência de acordes. A menos que tenha quisto dizer "decisão" indo fundo na raiz da palavra...
Vale a curiosidade: a técnica "sidewinder" existe (quando você chegar nesse episódio, irá entender. Nem é spoiler). O anime realmente trás muitas movimentações do boxe. Assista o anime, e depois veja uns vídeos sobre boxe pra ver o capricho com que foi feito.
Estava interessante até que chega a última luta, é impressionante como nos dois últimos episódios se perderam, o ritmo que deixava a série interessante se perde num discurso tedioso do vilão e a mania japonesa de ressuscitar adversário (tipo Power Rangers).
Mas vale conferir, que venha o G2.
Gostei muito da realidade SteamPunk que o anime trás para gente, fora da atmosfera familiar. Um anime que nos motiva muito, onde a familia de Levius põe nele uma esperança extrema.
Curti muito