Enquanto trabalhava em um laboratório fotográfico, Frampton descobriu que os resíduos em ambas as extremidades dos rolos de filme processado — onde os produtos químicos atuavam na emulsão através de clipes usados para prender o filme à máquina — produziam imagens muito interessantes para serem descartadas. Para Palindrome, Frampton selecionou imagens que ele descreveu como “tendendo ao biomórfico”, lembrando pinturas abstratas surrealistas. No entanto, a estrutura palindrômica rígida que Frampton impõe às imagens — uma sequência motorizada baseada em “doze variações de cada uma das quarenta frases congruentes” — desvia da estética subjetiva do expressivo, demonstrando o interesse de Frampton pelo “poder generativo” de filmes compostos por regras e princípios.
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Críticas e opiniões sobre Palindrome