Karin é uma vendedora de cosméticos de meia-idade, sem casa, que economiza dinheiro para o seu sonho: morar em Paris. Sua estabilidade no trabalho corre riscos, e ela precisa atingir uma meta de vendas, acompanhada de Sophie, a jovem namorada do seu chefe.
Terceiro filme que vejo do Petzold e dos dois primeiros que vi (Yella e Phoenix) o que se mantém como maior força é essa situação de aproveitador vs aproveitadA, seja em relação pessoal e/ou profissional, explorando um envolvimento completamente ilusório, mascarado. Karin é uma mulher já bem preocupada com a idade e percebe as coisas ficando mais difíceis quando seu chefe lhe dá a tarefa de vender mais do que de costume e em menor tempo, sob "supervisão" de uma jovem que supostamente está de olho na vaga dela.
É um filme acima de tudo sobre manipulação em diferentes camadas, com características marcantes do diretor, como o áudio latente, som de carros, o vento e uma trilha sonora constante à base de piano.