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Quando o cineasta realizador de documentários Michael Moore fez seu primeiro trabalho importante, Roger and Me, literalmente niguém acredita nele, e não era para menos: o que se propunha era pedir explicacões a Roger Smith, presidente da General Motors, pelo fechamento de onze fábricas na cidade de Flint (cidade natal de Moore, no estado de Michigan) que deixou 30.000 pessoas sem trabalho. O mais flagrante era que as fábricas automomobilisticas deixavam um superávit milionário.
Durante dois anos Moore tentou sem êxito entrevistar Roger Smith mas entretanto fez o retrato de um cidade que um dia foi modelo de bem-estar e entrou na miséria por uma decisão da mesma companhia que a levantou.
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- mais um de centenas de milhares de exemplos do capitalismo em sua forma mais pura
- não liga para pessoas, empregos, vidas, moradia, saúde. apenas vai para onde der mais lucro. dinheiro importa, nada mais
- gosto bastante da abordagem humorada e sarcástica, mas infelizmente acaba afetando um pouco a mensagem
Primeira direção de Moore e já consegue impor todo seu estilo.Curioso ver personagens que ainda hoje fazem as mesmas coisas da vida.
>Assistido em 20 de Janeiro de 2025
Ótimo trabalho de Michael Moore. Mostra o capitalismo em sua essência, só não gosta do filme quem é passador de pano (como a mulher na janela da fábrica em seu último dia de trabalho). Nota 8,0.
É muito triste ver o capitalismo destruindo vidas (mais do que uma pessoa sacrificando um coelho pra sobreviver o dia). Uma história de 1989, mas atualíssima. Excelente retrato de uma sociedade falida, que sobrevive por aparelhos. Michael Moore fez aqui um excelente trabalho de construção de história, de sobreposição de situações, causa e efeito. E tudo isso com humor, mas desconfortável ao máximo.
A falência do hipócrita sonho americano muito bem retratada. O capitalismo como uma gigante contradição.
Eu sinto a satisfação do Moore ao eternizar na história a cara não só do Roger Smith como um arrombado, como a cara de cada pessoa com sindrome de pequeno poder que chutava ele dos lugares hahahhah. Ele é muito bom em pegar momentos da classe média sendo desprezível.