A família de um pai, uma mãe e seu filho está ansiosa para sair em férias. No caminho, se acidentam, e suas vidas inesperadamente viram de cabeça para baixo.
Esta é uma história sobre um pai e seu filho através de uma paisagem de tristeza, depois de perderem tragicamente a pessoa que mais amam. É sobre como eles lidam com sua nova vida cotidiana, e seus esforços para ganhar controle sobre a nova situação. A mulher que morre foi a "cola" que manteve a família unida, e sem ela, eles têm de fazer um novo começo - uma situação que esgota os dois. Eles percebem que eles não passaram muito tempo juntos, e têm momentos difíceis tentando se comunicar um com o outro. Até mesmo coisas as simples, como fazer uma refeição, torna-se um desafio. A experiência do pai, com a perda dessa mulher é tão forte que ele não é capaz de se recompor e tomar a responsabilidade da sua própria vida e da de seu filho. Em puro desespero, ele se reúne com o serviço de bem-estar dos filhos, e quando seu filho é temporariamente enviado para um orfanato, ele se isola de seu entorno e rejeita qualquer tentativa de contato, mesmo a de seu próprio filho. Mas o filho se recusa ao fato de que eles não podem se tornar novamente uma família, e luta bravamente para conseguir seu pai de volta à vida.
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Tenho procurado incansavelmente esse filme.
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E a mãe diz algo como: "Eu estou com duas crianças". E vemos isso no desenrolar do filme, em que a criança mostra que pode amadurecer rápido enquanto que o pai literalmente desmorona. É doloroso de se ver como o adulto abdica do que lhe restou da família enquanto a criança luta para preservar o que ainda possui. Também é um filme que nos faz enxergar como um núcleo familiar torna-se irreconhecível quando sua principal pilastra já não mais existe. O ator mirim dá vida brilhantemente àquele que encontra forças de onde parecia não haver. Porém, apesar de melancólico, "Juntos" não é um filme sobre desesperança.
A sinopse está errada quando diz que a estória é contada com humor. Pelo contrário, é um filme doloroso, tocante, pungente. Trata da essencialidade da figura da mãe no seio da família, e no desespero experimentado pelo pai diante da sua perda, o que resultou na sua total inaptidão para dar continuidade à própria vida, e consequentemente, para cuidar do filho de 12 anos, em quem reverberou todas as consequências dessa tragédia. Um filme reflexivo e profundamente triste.
A dor da morte vista pelo cinema europeu é mostrada sempre de forma convincente, e nada caricata, como fazem muito os americanos. Nesse profundo e triste filme norueguês, comprovamos o fato de que a mulher, é a peça mais fundamental numa família, e que sem a presença dela, não há muitas estruturas para sustentar a casa. Filme dolorido e profundo, que convence pelo tema e pela atuação dos personagens.